Política

Eleição dividirá atenção com projetos nas Câmaras


As Câmaras do Grande ABC retornam do recesso parlamentar em ambiente eleitoral, a pouco mais de dois meses do pleito, com 14 vereadores – de um total de 142 – na disputa por vaga de deputado, mas com pautas consideradas centrais aos governos neste segundo semestre, período que fecha metade do mandato dos atuais prefeitos.

A empreitada colocará, inclusive, alguns candidatos oriundos dos Legislativos locais em lados opostos ao de apoio dos chefes de Executivo, mas a situação, conforme relatos de bastidores, não deve afetar a governabilidade.

São Bernardo foi a primeira cidade a inaugurar os trabalhos, ontem pela manhã. Santo André, Diadema e Ribeirão Pires retomam as sessões hoje. Boa parte dos parlamentares, principalmente aqueles que integram a base de sustentação, sinaliza adesão política a figuras indicadas pelo Paço. Por outro lado, a lista de postulantes à cadeira na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal corre risco de sofrer redução do número, tendo em vista que os nomes de Admir Jacomussi (PRP), de Mauá, e Marcos Michels e Célio Boi, ambos do PSB de Diadema, podem ficar pelo caminho.

Presidente da Câmara andreense, Almir Cicote (Avante) alegou que há tendência de esquentar o clima devido ao momento eleitoral, porém descartou que o período possa interferir na efetividade das ações – o município é o que possui a maior quantidade de pleiteantes, com cinco de 21 na disputa, entre eles o próprio Cicote. “Algumas falas, talvez, apresentem tom mais eleitoral do que de fiscalização, só que o comportamento continuará de diálogo. Como candidato, tenho responsabilidade maior de contemporizar esse calor, e não deixar sair do controle”, disse, ao lembrar que projeto de atualização da PGV (Planta Genérica de Valores) e revisão do Plano Diretor devem tramitar na Casa.

O dirigente do Legislativo de São Bernardo, Pery Cartola (PSDB), entende também que o cenário não deve impactar negativamente no volume de trabalho. “Com relação ao ritmo, não acredito que vai alterar, até porque não iremos permitir isso”, sustentou o tucano. Apenas o vereador Julinho Fuzari (PPS) tende a formalizar candidatura. A maioria da base – 19 dos 21 integrantes – encampará a campanha de Carla Morando (PSDB) a estadual. Pery apontou que projeto da venda de próprios públicos e mudanças no convênio do Imasf (Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo) compõem a pauta.

Pio Mielo (MDB), que preside a Câmara de São Caetano, revelou reunião oficial ontem com o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) com o intuito de tratar justamente da agenda de propostas que tendem a entrar para apreciação no período. “O calendário eleitoral não pode, não deve e não vai interferir (no processo). Nove ou dez projetos foram protocolados no recesso e serão distribuídos. Vamos impor o mesmo ritmo célere do primeiro semestre”, alegou, ao mencionar o envio de pautas importantes como o desmembramento do código de barras da taxa de lixo com a conta de água e revisão das faixas da taxa do lixo.

Mauá volta e ainda vive a tensão política sobre o afastamento do prefeito Atila Jacomussi (PSB), que tenta na Justiça derrubar as medidas cautelares impostas.  

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