Política

Com Lula preso, Marinho cita passado em roça e chão de fábrica


Prefeito de São Bernardo por dois mandatos (2009-2012 e 2013-2016), Luiz Marinho foi oficializado como candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes destacando seu passado sindicalista como forma de driblar a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que segue preso em Curitiba (Paraná), em sua campanha.

Durante a convenção que referendou o nome do ex-prefeito na disputa paulista, em evento realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, na região central da Capital, Marinho foi apresentado como possível “primeiro governador operário” de São Paulo e sua trajetória de homem da roça – é natural da interiorana Cosmorama – foi amplamente enaltecida em vídeos e em discursos. “Sou operário do chão de fábrica e sei o que é operar uma greve”, discursou Marinho, que disse querer ser o “governador dos trabalhadores” por experiência própria. “Vim do Interior e puxei enxada”.

Ex-operário da planta da Volkswagen em São Bernardo, Marinho, assim como Lula, também emergiu na política no movimento sindical, na década de 1980. Integrou a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e, nos anos de 1990, presidiu a entidade. Também comandou nacionalmente a CUT (Central Única dos Trabalhadores). 

Pelo tom do ato de ontem, é justamente esse histórico que será utilizado para compensar a ausência física de Lula, principal cabo eleitoral de Marinho. Nos dois pleitos em São Bernardo, em 2008 e e em 2012, o agora ex-prefeito pediu votos ao lado do ex-presidente. “Tivemos o Lula presente em vários momentos aqui hoje (ontem). Lula é uma pessoa tão fantástica que mesmo seu corpo aprisionado lá em Curitiba está presente aqui conosco, a partir das pessoas, das ideias, como ele mesmo diz, dos vídeos gravados, da carta que ele encaminhou.Independentemente da participação física de Lula, ele participará efetivamente da minha campanha”, frisou.

A convenção petista virou ato em solidariedade a Lula, que desde abril cumpre a pena de 12 anos e um mês de prisão após ser condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex, no Guarujá.

Marinho confirmou que terá o PCdoB na chapa, mas afirmou que deve definir o vice “em uma semana”. É a segunda vez que o petista figura a disputa estadual. Em 2002, foi número dois na chapa encabeçada por José Genoino, única vez em que o partido foi ao segundo turno na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes – foram derrotados por Geraldo Alckmin (PSDB).

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