Márcio Bernardes

França, cirúrgica como Napoleão


(Moscou) – Deu a lógica. A nova bicampeão mundial ganhou a Copa aqui na Rússia com os méritos de quem fez uma campanha irretocável. Foram seis vitórias e um empate. Vitórias consagradoras como as quatro últimas, contra Argentina, Uruguai, Bélgica e Croácia.

A Croácia foi um adversário digno e teve durante o jogo melhores momentos do que a França. Até admito o vacilo do árbitro Néstor Pitana, da Argentina, que errou em lances capitais. Mas uma coisa é a razão e o merecimento francês. A outra é a nossa torcida e o desejo pessoal de que a Croácia fosse a campeã. Essa preferência foi demonstrada por brasileiros e torcedores do mundo inteiro. Luka Modric, melhor jogador da Copa, é de um país pequeno, que também teve uma grande participação neste Mundial. Já era considerado o craque do Real Madri. Virou craque global.

Os comandados do general Didier Deschamps foram eficientes como os soldados de Napoleão. Não é a toa que a história reservou para os franceses um espaço especial de glórias e conquistas.

A média dos jogadores franceses mostrou que o equilíbrio de qualquer exército influencia no resultado da batalha. A campeã de 2018 têm jogadores espetaculares. Destaque para Raphael Varane, Paul Pogbá, Antoine Griezmann e esse moleque que vai explodir em breve: Kylian Mbappé.

Balanço

A história vai comprovar; foi uma grande Copa do Mundo. Jogos empolgantes e resultados elásticos mostraram boas disputas e combatividade. Espanha e Portugal, Coréia e Alemanha e França e Argentina foram os jogos que mais me empolgaram. Tivemos vários outros e o leitor escolherá os seus.

A média de 2,71 gols foi acima do apurado no Brasil e África do Sul. Apesar do inchaço com um número de participantes além do adequado, gostei da competição e saio da Rússia feliz.

Emocionante

Vou precisar de muito espaço para falar da Rússia. Depois de um mês e meio vou embora feliz e sem aquela sensação de que a Copa do Mundo demorou para acabar. Esse é um país fantástico e que merece ser visitado.

A Rússia tem problemas e defeitos, é verdade. Mas não é esse bicho-papão propalado e espalhado pelas potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos.

Voltarei ao assunto.
 

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