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João Pedro comemora rotina normal

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dois anos após passar por transplante de medula, morador de São Bernardo demonstra energia de sobra nas atividades diárias, como ir à escola e brincar


Natália Scarabotto
especial para o Diário

29/03/2016 | 07:00


 Dois anos após o transplante que mudou sua vida, João Pedro Klem Lorenzoni Silva, 3 anos e 8 meses, tem uma rotina comum. Com energia de sobra, o menino que lutou contra a síndrome de Wiskott-Aldrich desde o nascimento, adora ir à escola, brincar, treinar judô e cuidar do irmão recém-nascido.

Para a mãe e professora Luciana Lorenzoni, 34, “é um alívio saber que o garoto leva uma vida como a de qualquer outra criança”. Segundo ela, exames feitos na semana passada mostram que está tudo bem com a saúde do pequeno.

Completamente curado, João Pedro adora brincar com sua coleção de carrinhos, trens e curte também todas as outras atividades de criança. “Gosto da escola, do judô e do parquinho”, conta. Outra atividade preferida de João Pedro é ajudar a cuidar do irmão Rafael, que tem 2 meses de vida.

Após 24 meses da cirurgia, João Pedro está liberado para tomar vacinas de vírus vivos, fazer natação e ingerir alimentos com lactobacilos. Atualmente, os cuidados se restringem à continuidade da ingestão de antibiótico e acompanhamento médico a cada três meses. O pequeno já chegou a tomar 13 medicações diferentes por dia no período pós-operatório. “No ano que vem, as consultas já vão ficar mais espaçadas. O maior risco são nesses primeiros anos”, explica a mãe.

A síndrome de Wiskott-Aldrich impede o organismo de produzir células sanguíneas suficiente para garantir o funcionamento do sistema imunológico, é genética e exclusiva de meninos. Por isso, o filho recém-nascido está sendo examinado para garantir que não sofre do mesmo problema do irmão. “O comportamento do Rafa é bem diferente do que era o do João no mesmo período. Acho que ele está saudável também, mas queremos confirmar”, afirma Luciana.

 

LUTA PELA VIDA

 

O Diário acompanha a busca de João Pedro por um doador de medula óssea 100% compatível para realizar o transplante desde que o garoto tinha 7 meses de vida. A chance de encontrar tal doador fora da família é de uma para cada 100 mil pessoas. No entanto, aconteceu. Em 28 de março de 2014, o procedimento foi realizado a partir da boa ação de morador dos Estados Unidos.

“Acredito que não tenha mais riscos para ele. A medula era muito boa e compatível. Não deve ter problemas futuros”, diz a pediatra e imunologista do Ambulatório de Infecções de Repetição da Faculdade de Medicina do ABC Anete Sevciovic Grumach, que acompanha o garoto.



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João Pedro comemora rotina normal

Dois anos após passar por transplante de medula, morador de São Bernardo demonstra energia de sobra nas atividades diárias, como ir à escola e brincar

Natália Scarabotto
especial para o Diário

29/03/2016 | 07:00


 Dois anos após o transplante que mudou sua vida, João Pedro Klem Lorenzoni Silva, 3 anos e 8 meses, tem uma rotina comum. Com energia de sobra, o menino que lutou contra a síndrome de Wiskott-Aldrich desde o nascimento, adora ir à escola, brincar, treinar judô e cuidar do irmão recém-nascido.

Para a mãe e professora Luciana Lorenzoni, 34, “é um alívio saber que o garoto leva uma vida como a de qualquer outra criança”. Segundo ela, exames feitos na semana passada mostram que está tudo bem com a saúde do pequeno.

Completamente curado, João Pedro adora brincar com sua coleção de carrinhos, trens e curte também todas as outras atividades de criança. “Gosto da escola, do judô e do parquinho”, conta. Outra atividade preferida de João Pedro é ajudar a cuidar do irmão Rafael, que tem 2 meses de vida.

Após 24 meses da cirurgia, João Pedro está liberado para tomar vacinas de vírus vivos, fazer natação e ingerir alimentos com lactobacilos. Atualmente, os cuidados se restringem à continuidade da ingestão de antibiótico e acompanhamento médico a cada três meses. O pequeno já chegou a tomar 13 medicações diferentes por dia no período pós-operatório. “No ano que vem, as consultas já vão ficar mais espaçadas. O maior risco são nesses primeiros anos”, explica a mãe.

A síndrome de Wiskott-Aldrich impede o organismo de produzir células sanguíneas suficiente para garantir o funcionamento do sistema imunológico, é genética e exclusiva de meninos. Por isso, o filho recém-nascido está sendo examinado para garantir que não sofre do mesmo problema do irmão. “O comportamento do Rafa é bem diferente do que era o do João no mesmo período. Acho que ele está saudável também, mas queremos confirmar”, afirma Luciana.

 

LUTA PELA VIDA

 

O Diário acompanha a busca de João Pedro por um doador de medula óssea 100% compatível para realizar o transplante desde que o garoto tinha 7 meses de vida. A chance de encontrar tal doador fora da família é de uma para cada 100 mil pessoas. No entanto, aconteceu. Em 28 de março de 2014, o procedimento foi realizado a partir da boa ação de morador dos Estados Unidos.

“Acredito que não tenha mais riscos para ele. A medula era muito boa e compatível. Não deve ter problemas futuros”, diz a pediatra e imunologista do Ambulatório de Infecções de Repetição da Faculdade de Medicina do ABC Anete Sevciovic Grumach, que acompanha o garoto.

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