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Banco BMG inicia atividades em São Bernardo


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/06/2003 | 21:01


Com o foco principal em oferecer financiamento a servidores públicos e funcionários de companhias privadas, o Banco BMG ingressou neste mês no mercado do Grande ABC. A instituição financeira, que tem sede em Belo Horizonte e atuava até agora na região de forma indireta – por meio de escritório em São Paulo –, abriu há poucos dias uma unidade na avenida Kennedy, em São Bernardo, e tem metas ambiciosas. Projeta chegar no prazo de apenas três meses a ter uma carteira de 5 mil clientes e R$ 15 milhões em empréstimos na região.

Eleito recentemente como o melhor banco na categoria financiamento ao consumidor pela Revista Conjuntura Econômica, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), e pela consultoria Austin Asis, o BMG vê um grande potencial no mercado local. “A região tem um desenvolvimento muito grande, um grande número de empresas e boas prefeituras”, disse o vice-presidente Ricardo Annes Guimarães.

Da atividade do banco, 70% se constitui de financiamento para servidores e funcionários do setor privado, 20% é de linhas para compra de veículo e 10% operação de curto prazo com garantia de duplicata e recebíveis.

A instituição só oferece os financiamentos para os empregados de empresas ou órgãos do governo com os quais faz convênio para o desconto do empréstimo em folha de pagamento. “Entendemos que isso é um benefício, já que oferecemos taxas competitivas em relação ao mercado e esse é um crédito desburocratizado”, afirmou o executivo.

Ele afirmou que o banco deve em breve oferecer esse benefício aos servidores municipais de São Bernardo, por meio de acordo que estaria prestes a ser firmado com a Prefeitura do município.

Com isso, teria chance de atingir nove mil funcionários na ativa, além de mais três mil inativos no município. Além disso, o vice-presidente da instituição programa realizar visitas a empresas e estabelecer contato com as áreas de RH (Recursos Humanos) para apresentar seus produtos.

Segundo Guimarães, a linha com desconto em folha de pagamento pode ser uma forma de a pessoa controlar seu endividamento e ter acesso a créditos mais acessíveis, para os quais não faz consultas, caso exista restrições cadastrais (se o funcionário tem o nome sujo), nem exige a necessidade de avalista.

Pelo desconto em folha, o risco cai e a inadimplência também, de acordo com o executivo. “Mas (a taxa de inadimplência) não é zero, gira entre 2% e 3%. Ocorrem atrasos.” Com o risco menor, seus juros giram em 3,5% a 4,5%, contra 12% do CDC de algumas financeiras.

O empréstimo, restrito a funcionário de empresa (ou administração pública) conveniada, pode ser pago em até 24 vezes – em alguns casos até 36 – e a parcela não pode atingir 30% do salário.

Para Guimarães, o mercado estava desassistido desse tipo de empréstimo. O banco, que existe há mais de 70 anos e possui 400 mil clientes e R$ 900 milhões em carteira, têm convênio com quase todos os Estados que permitem a consignação (convênio). O de São Paulo não permite. E também atinge o servidor federal, por meio da empresa de previdência privada Família Bandeirante, ligada a esta categoria, e muitas prefeituras, como a de São Paulo e do Rio Janeiro.



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