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Diferença entre tarifas bancárias chega a 71,4%

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

05/06/2010 | 07:05


A diferença entre o valor da mensalidade da conta-corrente básica, regulamentada pelo Banco Central do Brasil, em sete dos mais conhecidos bancos do País chega a 71,4%. Enquanto o Santander e o Citi cobram R$ 18 por mês, o Itaú Unibanco tem tarifa de R$ 10,5. As informações são do Star (Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros) da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), referentes ao dia 31.

De acordo com o diretor-adjunto de produtos e financiamentos da Febraban, Ademiro Vian, a disparidade ocorre por conta da carteira de clientes. "Você tem bancos com grande escala de correntistas e a tendência é de menores mensalidades. Já aqueles que são mais elitizados cobram mais, pois têm menos clientes."

Essa conta-corrente básica é denominada pacote padronizado de pessoa física. Com ela, o correntista recebe um cartão de débito e alguns serviços mensais, não cumulativos.

Quem mantém este tipo de conta pode, por mês, realizar oito saques, consultar quatro extratos mensais e dois do mês anterior e transferir dinheiro para contas do próprio banco quatro vezes. Tudo já incluso neste pacote.

Essa opção é indicada para quem não realiza muitas operações com a instituição e pretende apenas manter conta-corrente pagar suas aquisições com débito e controlar os gastos.

Mas existem alternativas mais baratas, no caso das contas universitárias e poupança. Têm também os pacotes de maior valor, com vasta variedade de serviços e facilidades, como o cheque.

FOLHAS
Depois de superado o limite de talões, estipulado por cada conta e instituição financeira, o consumidor deve ficar atento porque terá custo adicional para cada cheque que emitir. As folhas do Bradesco são as mais caras, R$ 1,60 a unidade. Enquanto isso, o Citi cobra R$ 1,15 por cheque adicional.

Se o assunto é sacar o dinheiro, cada pacote bancário oferece quantidade limitada do serviço sem custo. E, excedendo esta máxima, o consumidor pagará por cada operação. Entre as instituições pesquisadas, o saque em terminal eletrônico é mais barato do que direto no guichê. Na modalidade eletrônica, o Citi tem a menor tarifa, R$ 1, para os saques excedentes. O Santander, junto com seu braço Banco Real, apresenta maior custo, R$ 2,20 por transação.

E ir direto ao caixa nas agências não evita o pagamento de taxa para sacar o seu dinheiro. Neste caso, o menor preço para saque está empatado entre Bradesco e Citi (R$ 1,60). O Santander também cobra mais pelo saque com os funcionários das agências, como no modo eletrônico, com tarifa R$ 2,30 por operação.

DEPÓSITO
A Caixa e o HSBC, conforme dados do Star, não cobram tarifas de correntistas que desejarem fazer depósito em suas próprias contas. Já o Bradesco e Itaú Unibanco tarifam R$ 3 para a transação, maior custo entre as sete instituições financeiras.

E na hora de controlar as movimentações, as consultas de extrato são mais baratas, na média, quando feitas no terminal eletrônico. Por este canal de atendimento, os clientes dos bancos públicos são os mais beneficiados, pois pagam R$ 1,45 por consulta. Já os correntistas do Bradesco pagam R$ 3 pela operação. Direto no guichê, o Citi tem a maior tarifa, R$ 5,20, porém nos terminais eletrônicos, a instituição financeira cobra R$ 2,30.


Meios eletrônicos geram economia aos usuários

Quando o limite de consultas previstos no contrato da conta-corrente acabar, não é necessário pagar para consultar extratos. De acordo com o diretor-adjunto de produtos e financiamentos da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Ademiro Vian, as instituições não podem cobra pela consulta, quando feita pela internet.

Mas, diferentemente do que ocorre no caixa eletrônico e no guichê da agência bancária, o cartão e a senha não são suficientes para ver o extrato. Os bancos têm mecanismos de segurança que obrigam os correntistas se cadastrarem antes da utilização. E o cartão, senha e outras senhas que são criadas pelo sistema são necessárias antes da consulta.

DIFERENÇA
A maioria das tarifas, de um mesmo banco, são mais baratas nos caixas eletrônicos do que no guichê das agências. Vian é simplista quanto à disparidade. "É custo", afirma.

O diretor-adjunto da Febraban explica que as instituições financeiras investiram em infraestrutura de tecnologia e os custos acabam reduzidos pela automatização dos processos. "Você não demanda custo de estrutura, de funcionários", completa. (Pedro Souza)


BC proíbe cobrança de pacote essencial para os clientes

Os bancos não podem cobrar as consultas por meio da internet, conforme prevê a Resolução 3518, do BC (Banco Central). A medida também dispõe sobre a não cobrança dos ‘serviços essenciais'. Em todas as contas-corrente, por exemplo, deve ser entregue, gratuitamente. o cartão de débito. E a segunda via do plástico, que tem custo, só deve ser enviada se o cliente pedir.

Essas contas, desconsiderando o pacote padronizado de pessoa física, dão direto a dez folhas de cheque e quatro saques no caixa eletrônico. Também dois extratos por mês com informações do período anterior, duas transferências no mesmo banco, compensação de cheques e extrato anual com as tarifas cobradas.

POUPANÇA
No caso daqueles consumidores que guardam suas economias em poupança, o cartão para movimentação também é gratuito.

Nesta modalidade, são serviços essenciais dois saques por mês no caixa eletrônico e duas transferências para conta-corrente do mesmo titular. Entram no pacote dois extratos mensais e o extrato anual. A conta não dispõe de talões de cheques. (Pedro Souza)


Serviço financeiro está entre os mais reclamados

Além da enorme variação nas tarifas bancárias, o serviço prestado pelas instituições financeiras figura entre os mais reclamados nas entidades de defesa do consumidor.

Na lista das empresas com pior atendimento, feita anualmente pelo Procon, é costumeiro que ao menos três ou quatro bancos apareceram nas primeiras colocações. "Eles só perdem para o serviço de telefonia", aponta a diretora do Procon de Santo André, Ana Paula Satcheki.

O maior problema encontro pelos clientes, de acordo com a diretora, é a falta de clareza nas informações prestadas. "A maior parte da reclamações refere-se a isso. Sempre falta informação prévia, adequada e clara, principalmente sobre taxas", conta.

Ana Paula diz que mesmo ela, que dirige órgão de defesa do consumidor e é formada em direito, teve problemas recentes com a atuação precária do serviço bancário.

"Só para entender o que foi feito, sem a minha concordância, precisei de três dias. Agora, se nem ele (o banco) consegue me explicar, fica claro a complexidade da informação. Isso gera transtornos para os clientes", avalia.

No caso da diretora, a instituição mudou as taxas de financiamento imobiliário no meio do contrato, sem qualquer explicação prévia. "Isso acontece muito. Renegociam de acordo com critérios deles e uma vez feito, você não pode reverter. Depois que ele adota a providência, você tem de se conformar com isso, porque são contratos complexos e com cláusulas, muitas vezes, abusivas", afirma.

FILAS
O serviço no atendimento físico das agências também é motivo de reclamação entre consumidores. Segundo decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), as leis que estipulam tempo máximo de permanência nas filas dos caixas varia de acordo com a cidade, mas é sempre centrado entre 15 e 30 minutos. No entanto, a medida dificulta a fiscalização do cumprimento da regra.

"Os Procons não podem autuar e fiscalizar leis municipais. Ficamos de mãos atadas. Temos de retomar esse debate porque com essa decisão, a responsabilidade passa apenas ao município."(Paula Cabrera)



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