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Prodi quer investir em biocombustíveis


Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

27/03/2007 | 07:13


O primeiro-ministro italiano Romano Prodi, que chegou segunda-feira ao Brasil para uma visita de dois dias, afirmou na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que deseja aprimorar as relações bilaterais entre os dois países, especialmente no segmento de biocombustíveis. A Itália manifestou a intenção de investir US$ 480 milhões na construção de quatro fábricas de biodiesel no Brasil.

“Estudamos uma proposta na União Européia para que 20% do total das energias sejam renovadas. Não temos características físicas para ser auto-suficientes no setor energético e sabemos que o Brasil está anos à frente de outros países em tecnologia de biocombustíveis”, afirmou o premiê.

Nesta terça-feira, Romano Prodi se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, para discutir sobre o tema. O primeiro-ministro italiano disse segunda-feira que a Petrobras e a empresa petrolífera italiana ENI (Ente Nazionale Idrocarburi) deverão desenvolver um projeto de cooperação para a produção de etanol de cana-de-açúcar. A parceria, que deverá ser feita na forma de joint venture, também envolverá alguns países africanos, como Angola.

O premiê italiano também manifestou interesse em aprimorar as relações bilaterais em outros segmentos. “Quero reforçar que existe um empenho do meu governo para priorizar a América Latina, especialmente o Brasil, que desempenha atualmente um papel prioritário no âmbito internacional. Irei enfatizar para o presidente Lula que as empresas italianas querem estar mais presentes no País. O comércio bilateral ainda é modesto e as exportações italianas para o Brasil são iguais a de países cem vezes menores que o Brasil. Isso não é satisfatório”, afirmou.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, afirmou segunda-feira que as trocas comerciais entre os dois países possuem grande potencial de crescimento. Em 2002 totalizaram US$ 3,6 bilhões, montante que saltou para US$ 6,4 bilhões no ano passado. Segundo Skaf, o fluxo comercial da Itália no mundo é de US$ 800 bilhões, sendo que o Brasil participa apenas com 0,5% deste total.

Romano Prodi também manifestou interesse pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. “Confirmo que existe interesse italiano em participar da construção e gestão de infra-estrutura no País”, disse. O premiê ainda afirmou que há possibilidade de aumento das exportações de produtos agrícolas brasileiros para a União Européia, mesmo com a atual política que impera no continente.

O primeiro-ministro também anunciou a criação de um fundo de financiamento de 100 milhões de euros para a atuação de pequenas e médias empresas italianas que desejem atuar no Brasil. “Há a possibilidade de alavancar esta cifra”, disse.

O presidente Lula manifestou segunda-feira, em seu programa de rádio Café com o Presidente, a intenção de realizar parcerias com os italianos especialmente nas áreas de produção de remédios, de etanol e de biodiesel.


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Prodi quer investir em biocombustíveis

Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

27/03/2007 | 07:13


O primeiro-ministro italiano Romano Prodi, que chegou segunda-feira ao Brasil para uma visita de dois dias, afirmou na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que deseja aprimorar as relações bilaterais entre os dois países, especialmente no segmento de biocombustíveis. A Itália manifestou a intenção de investir US$ 480 milhões na construção de quatro fábricas de biodiesel no Brasil.

“Estudamos uma proposta na União Européia para que 20% do total das energias sejam renovadas. Não temos características físicas para ser auto-suficientes no setor energético e sabemos que o Brasil está anos à frente de outros países em tecnologia de biocombustíveis”, afirmou o premiê.

Nesta terça-feira, Romano Prodi se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, para discutir sobre o tema. O primeiro-ministro italiano disse segunda-feira que a Petrobras e a empresa petrolífera italiana ENI (Ente Nazionale Idrocarburi) deverão desenvolver um projeto de cooperação para a produção de etanol de cana-de-açúcar. A parceria, que deverá ser feita na forma de joint venture, também envolverá alguns países africanos, como Angola.

O premiê italiano também manifestou interesse em aprimorar as relações bilaterais em outros segmentos. “Quero reforçar que existe um empenho do meu governo para priorizar a América Latina, especialmente o Brasil, que desempenha atualmente um papel prioritário no âmbito internacional. Irei enfatizar para o presidente Lula que as empresas italianas querem estar mais presentes no País. O comércio bilateral ainda é modesto e as exportações italianas para o Brasil são iguais a de países cem vezes menores que o Brasil. Isso não é satisfatório”, afirmou.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, afirmou segunda-feira que as trocas comerciais entre os dois países possuem grande potencial de crescimento. Em 2002 totalizaram US$ 3,6 bilhões, montante que saltou para US$ 6,4 bilhões no ano passado. Segundo Skaf, o fluxo comercial da Itália no mundo é de US$ 800 bilhões, sendo que o Brasil participa apenas com 0,5% deste total.

Romano Prodi também manifestou interesse pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. “Confirmo que existe interesse italiano em participar da construção e gestão de infra-estrutura no País”, disse. O premiê ainda afirmou que há possibilidade de aumento das exportações de produtos agrícolas brasileiros para a União Européia, mesmo com a atual política que impera no continente.

O primeiro-ministro também anunciou a criação de um fundo de financiamento de 100 milhões de euros para a atuação de pequenas e médias empresas italianas que desejem atuar no Brasil. “Há a possibilidade de alavancar esta cifra”, disse.

O presidente Lula manifestou segunda-feira, em seu programa de rádio Café com o Presidente, a intenção de realizar parcerias com os italianos especialmente nas áreas de produção de remédios, de etanol e de biodiesel.

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