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Música e luteria para trabalhar o ser-humano


Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

31/10/2004 | 13:12


“A arte é um caminho. O que a gente está trabalhando mesmo é o ser humano”. A frase é do músico Fernando Sardo, que comanda a oficina de música e luteria instrumental oferecida na Emia (Escola Municipal de Iniciação Artística), em Santo André. Os alunos aprendem a construir instrumentos musicais a partir de materiais alternativos, como sucata e bambu.

Os cursos na Emia – há também atividades em artes visuais e cênicas – têm duração de um ano. Sardo dá aula para duas turmas, uma de crianças (de 9 a 16 anos) e outra de adultos (a partir de 17). No início do ano que vem serão abertas 20 vagas para cada turma. Os telefones para informações são 4479-2744 e 4472-3893.

Um dos frutos da oficina de luteria (confecção de instrumentos musicais) é o GEM (Grupo Experimental de Música), que a partir de 2005 pode ganhar vida própria. Nascido entre a turma de adultos, o conjunto reúne sete integrantes, um deles o próprio Sardo. Em 2003, eles começaram o projeto de construção de uma instalação sonora. Trata-se de um instrumento de 3m de altura (em seu ponto mais alto) por 7,5m de largura, que ganhou o nome de dessintetizador e é composto por vários outros pequenos instrumentos, cada um chamado de fonte sonora. A partir deste ano, os artistas trabalharam na composição de músicas para essa instalação. Em 2005, com a intenção de se tornar um grupo desvinculado da Emia, o GEM pretende lançar seu primeiro CD, atualmente em fase de gravação.

Na quarta-feira passada (27), o GEM apresentou pela primeira vez todas as suas dez composições em um show no Teatro Municipal de Santo André. Um público de cerca de 300 espectadores prestigiou o evento. “Foi ótimo. Depois da apresentação, as pessoas subiram no palco para conversar conosco e ver de perto o dessintetizador”, afirma Sardo.

A instalação sonora fica guardada em uma sala da Emia Aron Feldman (Parque Regional da Criança – av. Itamaraty, 536). Para quem tem curiosidade de conhecê-la, o melhor horário para visita é às sextas-feiras, das 11h às 14h, quando o GEM ensaia.

Ateliê vivo – Segundo Sardo, só é possível realizar trabalhos de qualidade quando há tempo. O modelo da Emia, com cursos que duram um ano, é adequado. “Temos tempo para um relacionamento profundo. Conseguimos trabalhar o desenvolvimento da concepção e da criatividade, a auto-expressão e a reflexão de mundo. Não ficamos filosofando. É na base da brincadeira”, diz.

O músico destaca também a característica de as oficinas permitirem ao professor continuar seu trabalho de criação artística. “Gosto muito dessa idéia de ateliê vivo, podendo nas aulas desenvolver o fazer artístico e compartilhá-lo com os alunos”, afirma.

Outra particularidade desse modelo de oficina é a ausência de cartilha e obrigatoriedade. Para Sardo, o sistema de ensino acadêmico inibe a criatividade, pois os alunos devem seguir regras preestabelecidas e estudar para conseguir notas. “Nas oficinas, as pessoas vão por conta própria e escolhem o que querem fazer ou não”, diz.



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Música e luteria para trabalhar o ser-humano

Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

31/10/2004 | 13:12


“A arte é um caminho. O que a gente está trabalhando mesmo é o ser humano”. A frase é do músico Fernando Sardo, que comanda a oficina de música e luteria instrumental oferecida na Emia (Escola Municipal de Iniciação Artística), em Santo André. Os alunos aprendem a construir instrumentos musicais a partir de materiais alternativos, como sucata e bambu.

Os cursos na Emia – há também atividades em artes visuais e cênicas – têm duração de um ano. Sardo dá aula para duas turmas, uma de crianças (de 9 a 16 anos) e outra de adultos (a partir de 17). No início do ano que vem serão abertas 20 vagas para cada turma. Os telefones para informações são 4479-2744 e 4472-3893.

Um dos frutos da oficina de luteria (confecção de instrumentos musicais) é o GEM (Grupo Experimental de Música), que a partir de 2005 pode ganhar vida própria. Nascido entre a turma de adultos, o conjunto reúne sete integrantes, um deles o próprio Sardo. Em 2003, eles começaram o projeto de construção de uma instalação sonora. Trata-se de um instrumento de 3m de altura (em seu ponto mais alto) por 7,5m de largura, que ganhou o nome de dessintetizador e é composto por vários outros pequenos instrumentos, cada um chamado de fonte sonora. A partir deste ano, os artistas trabalharam na composição de músicas para essa instalação. Em 2005, com a intenção de se tornar um grupo desvinculado da Emia, o GEM pretende lançar seu primeiro CD, atualmente em fase de gravação.

Na quarta-feira passada (27), o GEM apresentou pela primeira vez todas as suas dez composições em um show no Teatro Municipal de Santo André. Um público de cerca de 300 espectadores prestigiou o evento. “Foi ótimo. Depois da apresentação, as pessoas subiram no palco para conversar conosco e ver de perto o dessintetizador”, afirma Sardo.

A instalação sonora fica guardada em uma sala da Emia Aron Feldman (Parque Regional da Criança – av. Itamaraty, 536). Para quem tem curiosidade de conhecê-la, o melhor horário para visita é às sextas-feiras, das 11h às 14h, quando o GEM ensaia.

Ateliê vivo – Segundo Sardo, só é possível realizar trabalhos de qualidade quando há tempo. O modelo da Emia, com cursos que duram um ano, é adequado. “Temos tempo para um relacionamento profundo. Conseguimos trabalhar o desenvolvimento da concepção e da criatividade, a auto-expressão e a reflexão de mundo. Não ficamos filosofando. É na base da brincadeira”, diz.

O músico destaca também a característica de as oficinas permitirem ao professor continuar seu trabalho de criação artística. “Gosto muito dessa idéia de ateliê vivo, podendo nas aulas desenvolver o fazer artístico e compartilhá-lo com os alunos”, afirma.

Outra particularidade desse modelo de oficina é a ausência de cartilha e obrigatoriedade. Para Sardo, o sistema de ensino acadêmico inibe a criatividade, pois os alunos devem seguir regras preestabelecidas e estudar para conseguir notas. “Nas oficinas, as pessoas vão por conta própria e escolhem o que querem fazer ou não”, diz.

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