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Exército israelense isola Cisjordânia


Do Diário OnLine
Com Agências

05/08/2002 | 15:36


O exército israelense decidiu nesta segunda-feira isolar as cinco cidades palestinas da Cisjordânia depois de atentados e conflitos que deixaram 19 pessoas mortas em menos de 48 horas. O último assassinato aconteceu na tarde desta segunda. Um jovem palestino de 13 anos de idade foi morto ao ser atingido por um disparo no povoado de Balata, perto de Nablus (Cisjordânia). Humzah Badawi estava em frente de casa quando um tanque israelense disparou contra sua aldeia.

Horas antes foi verificado um ataque nas proximidades de Umm el-Fahm, no Norte de Israel. Uma pessoa morreu e outra ficou gravemente na explosão de um carro. Os envolvidos estariam se dirigindo para um atentado extremista.

“Devido à última onda de ataques está decidido que será completamente restrito o movimento de palestinos nas áreas de Jenin, Nablus, Tulkarem, Qalqilya e Ramallah, com exceção de casos médicos e humanitários”, disse o Exército em um comunicado. Ninguém pode sair ou entrar na Cisjordânia. O governo israelense também proibiu a circulação de carros palestinos no local.

Também nesta segunda, um porta-voz anunciou que o exército cercou a cidade de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza. "Esta medida, que isola Rafah do resto da Faixa de Gaza, foi adotada dentro da continuidade da luta contra as infra-estruturas do terrorismo, para impedir atentados", acrescentou o porta-voz em um comunicado.

Durante a madrugada, dois colonos e dois palestinos morreram na Cisjordânia. Um casal de colonos israelenses que circulava em um automóvel foi alvo de disparos palestinos perto de Ramallah, morrendo ambos, enquanto os dois filhos, de três anos e seis meses, ficaram feridos, segundo fontes militares.

Na cidade de Burka, perto de Nablus, dois palestinos foram mortos em tiroteios com soldados israelenses. Os dois palestinos, Haled Seif e Mohamed Farunieh, foram mortos por soldados israelenses que invadiram a casa onde eles estavam em Burka. Outros quatro palestinos foram presos.

Durante o domingo foram registrados seis ataques palestinos, um deles um atentado suicida contra um ônibus no norte de Israel, que matou oito israelenses, dois filipinos e feriu mais de 70 pessoas, apesar da reocupação da Cisjordânia pelo exército israelense, que deveria impedir estes atentados.

Quatro palestinos foram mortos no mesmo dia, três deles nos ataques: um na Faixa de Gaza, outro pela bomba que explodiu no ônibus, um terceiro que disparou contra um veículo da companhia telefônica e o último no tiroteio posterior.

No domingo, o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon afirmou que Israel está "determinado a lutar contra o terrorismo por todos os meios possíveis". "Não existe nenhuma pressão internacional para obstruir esta luta", afirmou, destacando ainda que o exército tem amplos poderes para manter sob toque de recolher as cidades palestinas reocupadas na Cisjordânia.

Nesta segunda-feira o número de mortos desde o começo da Intifada, há 22 meses, era de 2.419, sendo 1.778 palestinos e 598 israelenses.



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Exército israelense isola Cisjordânia

Do Diário OnLine
Com Agências

05/08/2002 | 15:36


O exército israelense decidiu nesta segunda-feira isolar as cinco cidades palestinas da Cisjordânia depois de atentados e conflitos que deixaram 19 pessoas mortas em menos de 48 horas. O último assassinato aconteceu na tarde desta segunda. Um jovem palestino de 13 anos de idade foi morto ao ser atingido por um disparo no povoado de Balata, perto de Nablus (Cisjordânia). Humzah Badawi estava em frente de casa quando um tanque israelense disparou contra sua aldeia.

Horas antes foi verificado um ataque nas proximidades de Umm el-Fahm, no Norte de Israel. Uma pessoa morreu e outra ficou gravemente na explosão de um carro. Os envolvidos estariam se dirigindo para um atentado extremista.

“Devido à última onda de ataques está decidido que será completamente restrito o movimento de palestinos nas áreas de Jenin, Nablus, Tulkarem, Qalqilya e Ramallah, com exceção de casos médicos e humanitários”, disse o Exército em um comunicado. Ninguém pode sair ou entrar na Cisjordânia. O governo israelense também proibiu a circulação de carros palestinos no local.

Também nesta segunda, um porta-voz anunciou que o exército cercou a cidade de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza. "Esta medida, que isola Rafah do resto da Faixa de Gaza, foi adotada dentro da continuidade da luta contra as infra-estruturas do terrorismo, para impedir atentados", acrescentou o porta-voz em um comunicado.

Durante a madrugada, dois colonos e dois palestinos morreram na Cisjordânia. Um casal de colonos israelenses que circulava em um automóvel foi alvo de disparos palestinos perto de Ramallah, morrendo ambos, enquanto os dois filhos, de três anos e seis meses, ficaram feridos, segundo fontes militares.

Na cidade de Burka, perto de Nablus, dois palestinos foram mortos em tiroteios com soldados israelenses. Os dois palestinos, Haled Seif e Mohamed Farunieh, foram mortos por soldados israelenses que invadiram a casa onde eles estavam em Burka. Outros quatro palestinos foram presos.

Durante o domingo foram registrados seis ataques palestinos, um deles um atentado suicida contra um ônibus no norte de Israel, que matou oito israelenses, dois filipinos e feriu mais de 70 pessoas, apesar da reocupação da Cisjordânia pelo exército israelense, que deveria impedir estes atentados.

Quatro palestinos foram mortos no mesmo dia, três deles nos ataques: um na Faixa de Gaza, outro pela bomba que explodiu no ônibus, um terceiro que disparou contra um veículo da companhia telefônica e o último no tiroteio posterior.

No domingo, o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon afirmou que Israel está "determinado a lutar contra o terrorismo por todos os meios possíveis". "Não existe nenhuma pressão internacional para obstruir esta luta", afirmou, destacando ainda que o exército tem amplos poderes para manter sob toque de recolher as cidades palestinas reocupadas na Cisjordânia.

Nesta segunda-feira o número de mortos desde o começo da Intifada, há 22 meses, era de 2.419, sendo 1.778 palestinos e 598 israelenses.

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