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Reajuste de escolas do Grande ABC chega a 11,5%


Frederico Rebello Nehme
e Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

20/11/2004 | 11:29


Os reajustes das mensalidades de escolas particulares do Grande ABC para 2005 devem ficar entre 8% e 11,5%, segundo proprietários e diretores de colégios da região. Para a Aesp-ABC (Associação das Escolas Particulares do Grande ABC), no entanto, os reajustes podem ser maiores.

O setor alega que os acordos trabalhistas fechados com os professores em 2003 e 2004 - que resultaram em reajustes de 16,42% e 5,05%, respectivamente - seriam o principal fator de influência nesse índice. Segundo as escolas, a folha de pagamento de funcionários responde por até 70% de seus custos finais.

Os proprietários e diretores das escolas acreditam que o reajuste segue a maior parte dos dissídios trabalhistas de diferentes categorias em 2004, o que evitaria uma possível evasão de estudantes ou sobrecarga da renda de pais de alunos.

"Acho que esses valores pesariam mais no bolso dos pais se ficassem muito distantes dos reajustes salariais de diversas categorias, que têm conseguido de 8% a 9% de aumento, em média. É claro que se um profissional ficar muito tempo sem aumento enfrentará problemas para pagar mensalidades, mas temos de manter a qualidade de nossos serviços também", afirmou Paolo Cristiano Gambogi, diretor do Colégio e Cursinho Singular. A escola, com sede em Santo André, reajustará suas mensalidades em 9,75%.

Para Daniel Contro, diretor da Pueri Domus de Santo André - que terá reajuste de 11,5% - as escolas e o setor de serviços vivem numa "camisa de força" por causa da relação entre os salários pagos e seus custos finais. "Não é possível deixar de repassar os reajustes salariais para as mensalidades, temos de atualizar nossos preços de alguma maneira", afirmou.

O Sinpro-ABC (Sindicato do Professores do Grande ABC), no entanto, defende que os custos das escolas com os salários de professores e funcionários não ultrapassa a margem de 40%. "O lucro das escolas é abusivo. A participação dos salários nos custos finais é muito menor do que a alegada", afirmou Oswaldo de Oliveira Santos Júnior, diretor do sindicato.

O diretor do Procon de Diadema, Edson Veloso, afirmou que, devido à inexistência de regulamentação oficial sobre os reajustes, o ideal para os pais de alunos é realizar uma pesquisa de preços.

"O mercado é livre. Não existe um tabelamento sobre os reajustes, mas eles devem seguir, em geral, os índices estimados de inflação. A recomendação é que a pessoa leia bem o contrato e compare preços", afirmou.

Particularidades - Para a Oswana Maria Fernandes Famele, presidente da Aesp-ABC e diretora da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares), os reajustes praticados pelas escolas particulares são determinados em função de cada situação administrativa.

"Esse valor dependerá de cada escola. Muitas realizaram investimentos em 2004, ampliaram seus quadros ou pretendem implantar novos programas de ensino. É uma questão de gestão", afirmou.

Mercado - O reajuste para 2005 no ensino privado no Grande ABC acontece no meio de uma crise de oferta excessiva de vagas por escolas na região, que é registrada há pelo menos cinco anos, e atinge também toda a Grande São Paulo.

Segundo dados da Aesp, o número de escolas particulares na região cresceu 116% nos últimos cinco anos, enquanto o volume de alunos do ensino privado teve um aumento de 24% a 25%. Essa situação estaria incentivando a aquisição de escolas com má situação financeira por escolas mais estruturadas.

O colégio Arbos, com unidades em Santo André e São Bernardo, adquiriu o colégio Quarup, de São Caetano, em outubro. Em Santo André, o Pueri Domus adquiriu o Atual, na mesma cidade, em setembro.

O colégio Singular, com sede em Santo André, realizou processo de fusão com o colégio Primi Passi, de São Bernardo, em outubro. O Singular também assimilou alunos do ensino médio do colégio Gradual, de Santo André, e Arthur de Queiróz, na mesma cidade.



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Reajuste de escolas do Grande ABC chega a 11,5%

Frederico Rebello Nehme
e Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

20/11/2004 | 11:29


Os reajustes das mensalidades de escolas particulares do Grande ABC para 2005 devem ficar entre 8% e 11,5%, segundo proprietários e diretores de colégios da região. Para a Aesp-ABC (Associação das Escolas Particulares do Grande ABC), no entanto, os reajustes podem ser maiores.

O setor alega que os acordos trabalhistas fechados com os professores em 2003 e 2004 - que resultaram em reajustes de 16,42% e 5,05%, respectivamente - seriam o principal fator de influência nesse índice. Segundo as escolas, a folha de pagamento de funcionários responde por até 70% de seus custos finais.

Os proprietários e diretores das escolas acreditam que o reajuste segue a maior parte dos dissídios trabalhistas de diferentes categorias em 2004, o que evitaria uma possível evasão de estudantes ou sobrecarga da renda de pais de alunos.

"Acho que esses valores pesariam mais no bolso dos pais se ficassem muito distantes dos reajustes salariais de diversas categorias, que têm conseguido de 8% a 9% de aumento, em média. É claro que se um profissional ficar muito tempo sem aumento enfrentará problemas para pagar mensalidades, mas temos de manter a qualidade de nossos serviços também", afirmou Paolo Cristiano Gambogi, diretor do Colégio e Cursinho Singular. A escola, com sede em Santo André, reajustará suas mensalidades em 9,75%.

Para Daniel Contro, diretor da Pueri Domus de Santo André - que terá reajuste de 11,5% - as escolas e o setor de serviços vivem numa "camisa de força" por causa da relação entre os salários pagos e seus custos finais. "Não é possível deixar de repassar os reajustes salariais para as mensalidades, temos de atualizar nossos preços de alguma maneira", afirmou.

O Sinpro-ABC (Sindicato do Professores do Grande ABC), no entanto, defende que os custos das escolas com os salários de professores e funcionários não ultrapassa a margem de 40%. "O lucro das escolas é abusivo. A participação dos salários nos custos finais é muito menor do que a alegada", afirmou Oswaldo de Oliveira Santos Júnior, diretor do sindicato.

O diretor do Procon de Diadema, Edson Veloso, afirmou que, devido à inexistência de regulamentação oficial sobre os reajustes, o ideal para os pais de alunos é realizar uma pesquisa de preços.

"O mercado é livre. Não existe um tabelamento sobre os reajustes, mas eles devem seguir, em geral, os índices estimados de inflação. A recomendação é que a pessoa leia bem o contrato e compare preços", afirmou.

Particularidades - Para a Oswana Maria Fernandes Famele, presidente da Aesp-ABC e diretora da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares), os reajustes praticados pelas escolas particulares são determinados em função de cada situação administrativa.

"Esse valor dependerá de cada escola. Muitas realizaram investimentos em 2004, ampliaram seus quadros ou pretendem implantar novos programas de ensino. É uma questão de gestão", afirmou.

Mercado - O reajuste para 2005 no ensino privado no Grande ABC acontece no meio de uma crise de oferta excessiva de vagas por escolas na região, que é registrada há pelo menos cinco anos, e atinge também toda a Grande São Paulo.

Segundo dados da Aesp, o número de escolas particulares na região cresceu 116% nos últimos cinco anos, enquanto o volume de alunos do ensino privado teve um aumento de 24% a 25%. Essa situação estaria incentivando a aquisição de escolas com má situação financeira por escolas mais estruturadas.

O colégio Arbos, com unidades em Santo André e São Bernardo, adquiriu o colégio Quarup, de São Caetano, em outubro. Em Santo André, o Pueri Domus adquiriu o Atual, na mesma cidade, em setembro.

O colégio Singular, com sede em Santo André, realizou processo de fusão com o colégio Primi Passi, de São Bernardo, em outubro. O Singular também assimilou alunos do ensino médio do colégio Gradual, de Santo André, e Arthur de Queiróz, na mesma cidade.

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