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Oferta da Petrobras abre caminho para nova safra de IPOs



26/09/2010 | 07:08


Até a semana passada, enorme obstáculo separava um punhado de empresas brasileiras do objetivo de ter ações negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo): a capitalização da Petrobras. Passada a megaoperação de US$ 70 bilhões (R$ 120 bilhões), a expectativa no mercado é de que os IPOs (aberturas de capital) deslanchem daqui até o fim do ano.

Ninguém se arrisca a fazer projeções publicamente, mas, nos bastidores, fala-se em até oito negócios, que podem movimentar algo como US$ 10 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões). É mais que o dobro do valor acumulado no ano até agora, que não passa dos R$ 8 bilhões, distribuídos em sete operações.

"A capitalização da Petrobras atrapalhava o investidor porque tirava a atenção de outras operações. Agora, a estrada ficou livre para que os IPOs voltem a acontecer", diz o presidente executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto. "Acreditamos que o resto de 2010 será bastante ativo para os IPOs", emenda o vice-presidente da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), Alberto Kiraly.

A avaliação de Edemir, Kiraly e outros especialistas apoia-se, principalmente, no otimismo dos investidores internacionais com o Brasil. Na terça-feira, a agência Bloomberg divulgou pesquisa, feita com 1.408 profissionais do mercado, que mostra o Brasil em primeiro lugar como destino preferido para investimentos, ao lado da China.

Cada país teve 33% das indicações, à frente da Índia, com 31%, e dos Estados Unidos, com 24% (os consultados podiam escolher dois países, daí a conta não fechar em 100%).

O sócio responsável pela área de investment banking do BTG Pactual, Guilherme Paes, observa que a fatia de estrangeiros nos IPOs de empresas brasileiras tende a subir, após um curto período de ceticismo.

Segundo ele, entre 2005 e 2007, investidores dos Estados Unidos compraram, em média, cerca de 50% dos papéis nas ofertas do País. Os europeus foram responsáveis por 25% e os próprios brasileiros, pelos outros 25%. No primeiro semestre de 2010, as participações atingiram, respectivamente, 40%, 20% e 40%.

"Foi um momento em que a captação de fundos internacionais ficou mais parada", afirmou Paes. "Daqui para a frente, devemos voltar para os níveis históricos, com maior demanda dos estrangeiros." Os investidores internacionais retraíram-se, sobretudo, por causa da crise da Grécia. Durante grande parte do primeiro semestre, ficaram nervosos com a possibilidade de o governo do país, que integra a zona do euro, dar calote em sua dívida.

Quando os problemas gregos amainaram, o assunto capitalização da Petrobras já dominava as atenções. É essa conjunção de fatores que explica por que as perspectivas positivas desenhadas para os IPOs no início de 2010 não se concretizaram.



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Oferta da Petrobras abre caminho para nova safra de IPOs


26/09/2010 | 07:08


Até a semana passada, enorme obstáculo separava um punhado de empresas brasileiras do objetivo de ter ações negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo): a capitalização da Petrobras. Passada a megaoperação de US$ 70 bilhões (R$ 120 bilhões), a expectativa no mercado é de que os IPOs (aberturas de capital) deslanchem daqui até o fim do ano.

Ninguém se arrisca a fazer projeções publicamente, mas, nos bastidores, fala-se em até oito negócios, que podem movimentar algo como US$ 10 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões). É mais que o dobro do valor acumulado no ano até agora, que não passa dos R$ 8 bilhões, distribuídos em sete operações.

"A capitalização da Petrobras atrapalhava o investidor porque tirava a atenção de outras operações. Agora, a estrada ficou livre para que os IPOs voltem a acontecer", diz o presidente executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto. "Acreditamos que o resto de 2010 será bastante ativo para os IPOs", emenda o vice-presidente da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), Alberto Kiraly.

A avaliação de Edemir, Kiraly e outros especialistas apoia-se, principalmente, no otimismo dos investidores internacionais com o Brasil. Na terça-feira, a agência Bloomberg divulgou pesquisa, feita com 1.408 profissionais do mercado, que mostra o Brasil em primeiro lugar como destino preferido para investimentos, ao lado da China.

Cada país teve 33% das indicações, à frente da Índia, com 31%, e dos Estados Unidos, com 24% (os consultados podiam escolher dois países, daí a conta não fechar em 100%).

O sócio responsável pela área de investment banking do BTG Pactual, Guilherme Paes, observa que a fatia de estrangeiros nos IPOs de empresas brasileiras tende a subir, após um curto período de ceticismo.

Segundo ele, entre 2005 e 2007, investidores dos Estados Unidos compraram, em média, cerca de 50% dos papéis nas ofertas do País. Os europeus foram responsáveis por 25% e os próprios brasileiros, pelos outros 25%. No primeiro semestre de 2010, as participações atingiram, respectivamente, 40%, 20% e 40%.

"Foi um momento em que a captação de fundos internacionais ficou mais parada", afirmou Paes. "Daqui para a frente, devemos voltar para os níveis históricos, com maior demanda dos estrangeiros." Os investidores internacionais retraíram-se, sobretudo, por causa da crise da Grécia. Durante grande parte do primeiro semestre, ficaram nervosos com a possibilidade de o governo do país, que integra a zona do euro, dar calote em sua dívida.

Quando os problemas gregos amainaram, o assunto capitalização da Petrobras já dominava as atenções. É essa conjunção de fatores que explica por que as perspectivas positivas desenhadas para os IPOs no início de 2010 não se concretizaram.

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