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Furtos deixam crianças de creche no escuro

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Suspeitos invadiram unidade de Santo André e levaram cabos de energia e equipamentos


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

05/09/2013 | 07:00


A série de furtos cometidos por vândalos em uma creche municipal do Jardim Santo André, em Santo André, vem prejudicando as 324 crianças matriculadas no local e fazendo com que se alimentem mal e tenham atividades no escuro desde sexta-feira.

A falta de luz no local recomeçou na semana passada, mas o problema é antigo, segundo pais e funcionários da Creche Francisca Zuk. Inaugurado no segundo semestre de 2011, o local, amplo e moderno, vem sofrendo invasões durante a madrugada há três meses.

Os suspeitos levam de equipamentos pedagógicos e eletrônicos a alimentos que seriam destinados às crianças. Como se não bastasse, desde que a Prefeitura designou vigia para o período noturno, passaram também a furtar cabos de energia, deixando o local às escuras constantemente.

Os incidentes, que são investigados pela Polícia Civil, interferem na vida dos pais. Os pequenos não têm alimentação adequada pelo fato de os monitores não conseguirem esquentar a comida, não tomam banho por falta de água quente e são dispensados às 16h, duas horas antes do previsto, por conta da falta de luz natural.

“A gente deixa o filho na creche para ter tranquilidade e acontece isso. Estou aqui trabalhando, mas minha cabeça está lá, com eles (seus filhos)”, destacou a vendedora Juliana Rodrigues, 27 anos, que tem os dois filhos, de 5 e 3, matriculados no local.

Se ela precisa do auxílio da mãe para ir buscar os filhos no horário antecipado, o operador de máquinas Carlos Alberto da Cruz, 40, teve de se sacrificar e sair mais cedo do trabalho devido ao problema. “Temos que nos virar”, destacou.

Precavido, ele diz que já leva a mamadeira do filho, de 4. “Desde que começou esse problema, ele reclama de fome tão logo saímos”, apontou Cruz. Endossando os pedidos por mais segurança, ele promete que vai ajudar na vigilância para descobrir os responsáveis pelos furtos. “Passo aqui na porta todo dia às 5h para ir trabalhar. Se eu flagrar, faço questão de ir tirar satisfação pessoalmente com esses vândalos. Deve ser gente de fora, pois ninguém aqui no bairro teria coragem de fazer algo assim.”

A polícia suspeita que os responsáveis pelos crimes sejam menores de idade. E diz que as grades, de tamanho baixo e sem nenhum tipo de sistema de segurança, facilitam a ação deles.

A Prefeitura concorda. Em nota, reconhece as duas últimas invasões ocorridas, nas madrugadas de sexta-feira e de ontem. Diz ainda que uma foi frustrada pelo vigia. Em caráter de urgência, designará dois guardas-civis municipais para ficar de plantão na creche e, assim, inibir a atuação dos vândalos. Promete também intensificar as patrulhas da corporação nas cercanias. Funcionários disseram ao Diário que a energia elétrica seria restabelecida hoje.  



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Furtos deixam crianças de creche no escuro

Suspeitos invadiram unidade de Santo André e levaram cabos de energia e equipamentos

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

05/09/2013 | 07:00


A série de furtos cometidos por vândalos em uma creche municipal do Jardim Santo André, em Santo André, vem prejudicando as 324 crianças matriculadas no local e fazendo com que se alimentem mal e tenham atividades no escuro desde sexta-feira.

A falta de luz no local recomeçou na semana passada, mas o problema é antigo, segundo pais e funcionários da Creche Francisca Zuk. Inaugurado no segundo semestre de 2011, o local, amplo e moderno, vem sofrendo invasões durante a madrugada há três meses.

Os suspeitos levam de equipamentos pedagógicos e eletrônicos a alimentos que seriam destinados às crianças. Como se não bastasse, desde que a Prefeitura designou vigia para o período noturno, passaram também a furtar cabos de energia, deixando o local às escuras constantemente.

Os incidentes, que são investigados pela Polícia Civil, interferem na vida dos pais. Os pequenos não têm alimentação adequada pelo fato de os monitores não conseguirem esquentar a comida, não tomam banho por falta de água quente e são dispensados às 16h, duas horas antes do previsto, por conta da falta de luz natural.

“A gente deixa o filho na creche para ter tranquilidade e acontece isso. Estou aqui trabalhando, mas minha cabeça está lá, com eles (seus filhos)”, destacou a vendedora Juliana Rodrigues, 27 anos, que tem os dois filhos, de 5 e 3, matriculados no local.

Se ela precisa do auxílio da mãe para ir buscar os filhos no horário antecipado, o operador de máquinas Carlos Alberto da Cruz, 40, teve de se sacrificar e sair mais cedo do trabalho devido ao problema. “Temos que nos virar”, destacou.

Precavido, ele diz que já leva a mamadeira do filho, de 4. “Desde que começou esse problema, ele reclama de fome tão logo saímos”, apontou Cruz. Endossando os pedidos por mais segurança, ele promete que vai ajudar na vigilância para descobrir os responsáveis pelos furtos. “Passo aqui na porta todo dia às 5h para ir trabalhar. Se eu flagrar, faço questão de ir tirar satisfação pessoalmente com esses vândalos. Deve ser gente de fora, pois ninguém aqui no bairro teria coragem de fazer algo assim.”

A polícia suspeita que os responsáveis pelos crimes sejam menores de idade. E diz que as grades, de tamanho baixo e sem nenhum tipo de sistema de segurança, facilitam a ação deles.

A Prefeitura concorda. Em nota, reconhece as duas últimas invasões ocorridas, nas madrugadas de sexta-feira e de ontem. Diz ainda que uma foi frustrada pelo vigia. Em caráter de urgência, designará dois guardas-civis municipais para ficar de plantão na creche e, assim, inibir a atuação dos vândalos. Promete também intensificar as patrulhas da corporação nas cercanias. Funcionários disseram ao Diário que a energia elétrica seria restabelecida hoje.  

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