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‘Não tem frescura de injeção eletrônica’


Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:46


Pouco investimento, manutenção barata, facilidade de encontrar peças de reposição, simpatia por modelos antigos. Os motivos que levam uma pessoa a se manter fiel a um carro velho e não substituí-lo por um mais novo são muitos. Mas há quem troque de carro somente se for por outro velho. De preferência ainda antigo.

É o caso do representante comercial Fábio Roberto de Oliveira, de Santo André. Ele se desfez do Uno 1998 para comprar um Passat, ano 80, e afirma que “bem reguladinho” o carro não deixa na mão. “Às vezes, eu mesmo arrumo. Só preciso de uma chave de fenda pra deixar o carburador no ponto, bem diferente daquelas frescuras de carro novo, com injeção eletrônica, módulos e componentes elétricos computadorizados”, diz. “Outra vantagem é não ter de fazer seguro. Basta uma chave corta-ignição e ninguém leva. Mesmo que consigam roubar, o prejuízo é pequeno e não me tira o sono.”

Oliveira garante que o segredo de manter em dia um carro mais velho é não deixar vencer o óleo e verificar com freqüência o nível de água do radiador. “Carro é que nem mulher. Tem de dar sempre atenção e não esquecer de comprar algumas ‘coisinhas’ de presente. Quanto mais velho o carro, maior a necessidade de revisões periódicas. Trocar algumas peças antes que quebrem também ajuda”, acrescenta o representante comercial, que destaca a possibilidade de ganhar dinheiro em negociações – outra vantagem de um carro de menor valor.

O aposentado Osni de Souza, de Mauá, é o segundo dono da Brasília 1978 que mantém na garagem desde 1986. “Evito sair em dias de muita chuva e não deixo o carro exposto ao sol. Batalhei tanto para comprar esse carro que não pretendo vender tão cedo. Além disso, não encontro uma raridade dessas por aí”, justifica.

Souza afirma que só aceitará vender se por proposta superior a R$ 6 mil. O preço médio do modelo no mercado varia entre R$ 2,3 mil e R$ 3,1 mil. “Já gastei muito mais que isso para deixar tudo com aparência de zero. Desde o motor até as partes mais escondidas da lataria, o estado é impecável. Além disso, é preciso computar o valor afetivo”, diz.



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‘Não tem frescura de injeção eletrônica’

Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:46


Pouco investimento, manutenção barata, facilidade de encontrar peças de reposição, simpatia por modelos antigos. Os motivos que levam uma pessoa a se manter fiel a um carro velho e não substituí-lo por um mais novo são muitos. Mas há quem troque de carro somente se for por outro velho. De preferência ainda antigo.

É o caso do representante comercial Fábio Roberto de Oliveira, de Santo André. Ele se desfez do Uno 1998 para comprar um Passat, ano 80, e afirma que “bem reguladinho” o carro não deixa na mão. “Às vezes, eu mesmo arrumo. Só preciso de uma chave de fenda pra deixar o carburador no ponto, bem diferente daquelas frescuras de carro novo, com injeção eletrônica, módulos e componentes elétricos computadorizados”, diz. “Outra vantagem é não ter de fazer seguro. Basta uma chave corta-ignição e ninguém leva. Mesmo que consigam roubar, o prejuízo é pequeno e não me tira o sono.”

Oliveira garante que o segredo de manter em dia um carro mais velho é não deixar vencer o óleo e verificar com freqüência o nível de água do radiador. “Carro é que nem mulher. Tem de dar sempre atenção e não esquecer de comprar algumas ‘coisinhas’ de presente. Quanto mais velho o carro, maior a necessidade de revisões periódicas. Trocar algumas peças antes que quebrem também ajuda”, acrescenta o representante comercial, que destaca a possibilidade de ganhar dinheiro em negociações – outra vantagem de um carro de menor valor.

O aposentado Osni de Souza, de Mauá, é o segundo dono da Brasília 1978 que mantém na garagem desde 1986. “Evito sair em dias de muita chuva e não deixo o carro exposto ao sol. Batalhei tanto para comprar esse carro que não pretendo vender tão cedo. Além disso, não encontro uma raridade dessas por aí”, justifica.

Souza afirma que só aceitará vender se por proposta superior a R$ 6 mil. O preço médio do modelo no mercado varia entre R$ 2,3 mil e R$ 3,1 mil. “Já gastei muito mais que isso para deixar tudo com aparência de zero. Desde o motor até as partes mais escondidas da lataria, o estado é impecável. Além disso, é preciso computar o valor afetivo”, diz.

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