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Mesmo rastreado, acusado de queimar casal foge da polícia


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

19/05/2005 | 07:57


A Polícia Civil de São Paulo por pouco não conseguiu prender, terça à noite, Mardone Gonçalves de Lima, 27 anos, acusado de incendiar o casal de namorados que residia no Grande ABC, Rafael Tiago Sartori, 22, e Caroline Bonomi, 23. Ambos morreram.

Investigadores do 42º DP (Parque São Lucas, Zona Leste da capital) ficaram a 200 metros de Lima, que estava nas proximidades de um posto de gasolina na zona Norte de São Paulo. Os policiais rastrearam o celular que o acusado estava utilizando, mas não conseguiram identificá-lo a tempo para realizar a prisão.

Um dos investigadores telefonou para Lima e, fingindo ser outra pessoa, tentou entretê-lo na conversa. No entanto, a tentativa não resultou na detenção do acusado. “Foi uma pena, estávamos a poucos metros dele”, afirmou um policial envolvido na ação. “Estamos bem perto”, garantiu o escrivão João Cândido.

Em novembro do ano passado, Mardone foi preso na Vila Vitória, em Mauá, onde vivia com a mãe. Foi acusado de fazer parte de uma quadrilha que roubava cheques de confecções de Monte Sião, em Minas Gerais. Com um mandado de prisão temporária, policiais mineiros vieram para Mauá e solicitaram ajuda aos investigadores do 2º DP da cidade para efetivarem a prisão.

Mardone foi detido quando se dirigia à residência de um amigo. Apesar de ser alto e forte, ele não esboçou nenhuma reação e ficou “tremendo de medo”, segundo relatos de policiais envolvidos na prisão.

Alguns cheques roubados de confecções foram depositados numa conta de Mardone. Levado a Monte Sião pela polícia, ele delatou o restante da quadrilha que atuava na cidade. Lima ficou apenas três meses preso em Minas Gerais, pois a pena para receptação de produto roubado é pequena: um ano, no máximo.

Após sair da prisão, passou a “atormentar” a ex-mulher, Keli Fernanda Sartori, 23 anos, segundo ela relatou à polícia. Após a separação, no início de 2004, a família de Keli não deixava Mardone vê-la, bem como a filha de 2 anos do ex-casal. Esse foi o motivo do crime bárbaro, segundo as vítimas contaram à polícia momentos antes de morrerem com queimaduras de terceiro grau por quase todo o corpo.

Na madrugada de domingo, segundo a polícia, Mardone invadiu a casa onde os namorados estavam, no Jardim Salgueiro, em Mauá, amordaçou os dois e os colocou em um carro. O acusado foi até uma praça na Vila Califórnia, em São Paulo, jogou gasolina no casal, ateou fogo e fugiu. Uma testemunha chamou a PM e o Corpo de Bombeiros ao ver “dois fogos se mexendo”. Os namorados morreram no Hospital Municipal do Tatuapé, na capital.



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Mesmo rastreado, acusado de queimar casal foge da polícia

Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

19/05/2005 | 07:57


A Polícia Civil de São Paulo por pouco não conseguiu prender, terça à noite, Mardone Gonçalves de Lima, 27 anos, acusado de incendiar o casal de namorados que residia no Grande ABC, Rafael Tiago Sartori, 22, e Caroline Bonomi, 23. Ambos morreram.

Investigadores do 42º DP (Parque São Lucas, Zona Leste da capital) ficaram a 200 metros de Lima, que estava nas proximidades de um posto de gasolina na zona Norte de São Paulo. Os policiais rastrearam o celular que o acusado estava utilizando, mas não conseguiram identificá-lo a tempo para realizar a prisão.

Um dos investigadores telefonou para Lima e, fingindo ser outra pessoa, tentou entretê-lo na conversa. No entanto, a tentativa não resultou na detenção do acusado. “Foi uma pena, estávamos a poucos metros dele”, afirmou um policial envolvido na ação. “Estamos bem perto”, garantiu o escrivão João Cândido.

Em novembro do ano passado, Mardone foi preso na Vila Vitória, em Mauá, onde vivia com a mãe. Foi acusado de fazer parte de uma quadrilha que roubava cheques de confecções de Monte Sião, em Minas Gerais. Com um mandado de prisão temporária, policiais mineiros vieram para Mauá e solicitaram ajuda aos investigadores do 2º DP da cidade para efetivarem a prisão.

Mardone foi detido quando se dirigia à residência de um amigo. Apesar de ser alto e forte, ele não esboçou nenhuma reação e ficou “tremendo de medo”, segundo relatos de policiais envolvidos na prisão.

Alguns cheques roubados de confecções foram depositados numa conta de Mardone. Levado a Monte Sião pela polícia, ele delatou o restante da quadrilha que atuava na cidade. Lima ficou apenas três meses preso em Minas Gerais, pois a pena para receptação de produto roubado é pequena: um ano, no máximo.

Após sair da prisão, passou a “atormentar” a ex-mulher, Keli Fernanda Sartori, 23 anos, segundo ela relatou à polícia. Após a separação, no início de 2004, a família de Keli não deixava Mardone vê-la, bem como a filha de 2 anos do ex-casal. Esse foi o motivo do crime bárbaro, segundo as vítimas contaram à polícia momentos antes de morrerem com queimaduras de terceiro grau por quase todo o corpo.

Na madrugada de domingo, segundo a polícia, Mardone invadiu a casa onde os namorados estavam, no Jardim Salgueiro, em Mauá, amordaçou os dois e os colocou em um carro. O acusado foi até uma praça na Vila Califórnia, em São Paulo, jogou gasolina no casal, ateou fogo e fugiu. Uma testemunha chamou a PM e o Corpo de Bombeiros ao ver “dois fogos se mexendo”. Os namorados morreram no Hospital Municipal do Tatuapé, na capital.

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