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Assassinato de Hariri eleva tensões entre poder e oposição no Líbano


Da AFP

15/02/2005 | 14:07


O assassinato de Rafic Hariri aumentou as tensões entre o poder libanês pró-sírio e a oposição, que acusa abertamente a Síria e exige a retirada de seu Exército antes das eleições gerais previstas para maio. Recentemente unida, a oposição composta por cristãos e muçulmanos exigiu que os 'poderes libanês e sírio' assumam sua responsabilidade pelo atentado de segunda-feira contra o ex-primeiro-ministro Hariri, que deixou um total de 15 mortos.

Em um comunicado publicado após uma reunião de emergência, a oposição pediu à comunidade internacional que se ocupasse do crime formando uma comissão de investigação internacional devido à absoluta falta de confiança nas autoridades libanesas. A oposição exigiu a renúncia do poder atual e a formação de um Governo transitório, assim como também a retirada total das tropas sírias antes das eleições legislativas previstas para maio.

Ao rejeitar o chamado ao diálogo lançado pelo presidente Emile Lahoud, a oposição afirmou que suas reuniões acontecem no Congresso Nacional e são sessões abertas. Colaboradores próximos ao ex-primeiro-ministro Hariri, como o deputado Walid Ido, chegaram, inclusive, a manifestar que não querem que o Governo pró-sírio participe nos funerais previstos para quarta-feira. O general libanês Michel Aun, uma das principais vozes da oposição e que vive exilado em Paris, referiu-se abertamente à responsabilidade da Síria no atentado.

"Eles são os responsáveis... são aqueles que controlam a segurança e os sérvios de Inteligência em Beirute", destacou o general. Michel Aun acrescentou que aprovava a iniciativa da França, que pediu uma investigação internacional sobre o assassinato. De acordo com o general, enquanto o Líbano estiver ocupado pela Síria, é impossível celebrar eleições.

Outro deputado de oposição, Marwan Hamadé, que ficou gravemente ferido em setembro em um ataque, após ter ficado contrário à reeleição de Lahoud, também foi direto: "Conhecemos as responsabilidades". "Começam em Damasco, passam pelo palácio presidencial em Baabda e pelos governo e serviços de Inteligência libaneses", explicou.

"Seja ou não a Síria quem ordenou o atentado, Damasco se encontra a partir de agora na mira da comunidade internacional", afirmou Michael Young, em um editorial do jornal libanês de língua inglesa The Daily Star.

As autoridades sírias e libanesas afirmam que o atentado vai contra a estabilidade do Líbano, que a Síria cuidou até agora. Enquanto isso, a imprensa árabe, especialmente a do Golfo Pérsico, parecia dividida, com alguns se referindo a um possível papel da Síria no atentado e outros creditando a ação a Israel.



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Assassinato de Hariri eleva tensões entre poder e oposição no Líbano

Da AFP

15/02/2005 | 14:07


O assassinato de Rafic Hariri aumentou as tensões entre o poder libanês pró-sírio e a oposição, que acusa abertamente a Síria e exige a retirada de seu Exército antes das eleições gerais previstas para maio. Recentemente unida, a oposição composta por cristãos e muçulmanos exigiu que os 'poderes libanês e sírio' assumam sua responsabilidade pelo atentado de segunda-feira contra o ex-primeiro-ministro Hariri, que deixou um total de 15 mortos.

Em um comunicado publicado após uma reunião de emergência, a oposição pediu à comunidade internacional que se ocupasse do crime formando uma comissão de investigação internacional devido à absoluta falta de confiança nas autoridades libanesas. A oposição exigiu a renúncia do poder atual e a formação de um Governo transitório, assim como também a retirada total das tropas sírias antes das eleições legislativas previstas para maio.

Ao rejeitar o chamado ao diálogo lançado pelo presidente Emile Lahoud, a oposição afirmou que suas reuniões acontecem no Congresso Nacional e são sessões abertas. Colaboradores próximos ao ex-primeiro-ministro Hariri, como o deputado Walid Ido, chegaram, inclusive, a manifestar que não querem que o Governo pró-sírio participe nos funerais previstos para quarta-feira. O general libanês Michel Aun, uma das principais vozes da oposição e que vive exilado em Paris, referiu-se abertamente à responsabilidade da Síria no atentado.

"Eles são os responsáveis... são aqueles que controlam a segurança e os sérvios de Inteligência em Beirute", destacou o general. Michel Aun acrescentou que aprovava a iniciativa da França, que pediu uma investigação internacional sobre o assassinato. De acordo com o general, enquanto o Líbano estiver ocupado pela Síria, é impossível celebrar eleições.

Outro deputado de oposição, Marwan Hamadé, que ficou gravemente ferido em setembro em um ataque, após ter ficado contrário à reeleição de Lahoud, também foi direto: "Conhecemos as responsabilidades". "Começam em Damasco, passam pelo palácio presidencial em Baabda e pelos governo e serviços de Inteligência libaneses", explicou.

"Seja ou não a Síria quem ordenou o atentado, Damasco se encontra a partir de agora na mira da comunidade internacional", afirmou Michael Young, em um editorial do jornal libanês de língua inglesa The Daily Star.

As autoridades sírias e libanesas afirmam que o atentado vai contra a estabilidade do Líbano, que a Síria cuidou até agora. Enquanto isso, a imprensa árabe, especialmente a do Golfo Pérsico, parecia dividida, com alguns se referindo a um possível papel da Síria no atentado e outros creditando a ação a Israel.

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