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Nem para todos o feriado é prolongado


Maurício Rodrigues
Da Redaçao

02/11/2000 | 20:19


Trabalhar enquanto os outros se divertem. Essa é a realidade de várias categorias profissionais que nao param durante o feriadao - principalmente para os que exercem funçao em serviços essenciais. Mas para driblar a frustraçao de ver quase todo mundo descansando enquanto se trabalha, muitos plantonistas preferem enumerar as vantagens. As principais seriam: ganhar hora extra e folgar em um período menos concorrido.

"O trânsito nas estradas é menor e as diárias dos hotéis mais baratas fora dos feriados", alega o supervisor clínico Wagner Octavio Boratto, 36 anos, que trabalha no Hospital e Maternidade Santo André. Boratto está de plantao desde quinta-feira. "Trabalhar em Finados, na maioria das vezes, é tranqüilo. Nao é uma data de festa", afirmou o médico. Segundo ele, outro fator importante é o esvaziamento das cidades. "Nao se enfrenta trânsito e há poucas pessoas nas ruas", destacou o supervisor. "Quem trabalha mesmo sao os médicos no litoral ou em locais turísticos."

O supervisor adiantou quando será o maior dia de movimento nos hospitais e clínicas do Grande ABC. "Na segunda-feira, a tendência é que as consultas aumentem. As pessoas se machucam na viagem, recebem o atendimento nos hospitais onde passaram o feriado, mas, na volta, procuram o médico para se certificar do diagnóstico", explicou Boratto.

O capitao José Quesada Farina, 42 anos, chefe do Copom ABC (Centro de Comando da Polícia Militar), também aposta na tranqüilidade durante este feriadao. "É a época que aproveitamos para fazer a manutençao mais completa nos equipamentos, já que o número de ocorrências é bem menor", disse o oficial. Segundo ele, a Polícia Militar, por meio do número 190, é solicitada uma vez a cada três minutos. "Por dia sao registrados 500 boletins de ocorrência no Grande ABC", explicou Quesada.

Para o soldado Carlos Antônio Costa, 39 anos, trabalhar no feriadao nao tem segredo. "Nosso trabalho é essencial; em Finados, o Copom é acionado até para inibir a açao dos guardadores de carros nos cemitérios", afirmou o policial, que há 12 anos trabalha no Copom ABC. "Na verdade, nao é bom ficar muito parado. O tempo nao passa", emendou o cabo José de Souza, 40 anos, e há dez está no setor de operaçoes.

O supervisor Cláudio Pires Barbosa, 40 anos, da Eletropaulo, também encontrou neste feriado prolongado uma boa oportunidade para desenvolver o trabalho com tranqüilidade. "Nessas ocasioes, é possível fazer a manutençao das linhas sem prejudicar a populaçao. Podemos desligar a energia dos grandes consumidores, principalmente indústrias, sem atrapalhar a produçao", explicou Barbosa.



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Nem para todos o feriado é prolongado

Maurício Rodrigues
Da Redaçao

02/11/2000 | 20:19


Trabalhar enquanto os outros se divertem. Essa é a realidade de várias categorias profissionais que nao param durante o feriadao - principalmente para os que exercem funçao em serviços essenciais. Mas para driblar a frustraçao de ver quase todo mundo descansando enquanto se trabalha, muitos plantonistas preferem enumerar as vantagens. As principais seriam: ganhar hora extra e folgar em um período menos concorrido.

"O trânsito nas estradas é menor e as diárias dos hotéis mais baratas fora dos feriados", alega o supervisor clínico Wagner Octavio Boratto, 36 anos, que trabalha no Hospital e Maternidade Santo André. Boratto está de plantao desde quinta-feira. "Trabalhar em Finados, na maioria das vezes, é tranqüilo. Nao é uma data de festa", afirmou o médico. Segundo ele, outro fator importante é o esvaziamento das cidades. "Nao se enfrenta trânsito e há poucas pessoas nas ruas", destacou o supervisor. "Quem trabalha mesmo sao os médicos no litoral ou em locais turísticos."

O supervisor adiantou quando será o maior dia de movimento nos hospitais e clínicas do Grande ABC. "Na segunda-feira, a tendência é que as consultas aumentem. As pessoas se machucam na viagem, recebem o atendimento nos hospitais onde passaram o feriado, mas, na volta, procuram o médico para se certificar do diagnóstico", explicou Boratto.

O capitao José Quesada Farina, 42 anos, chefe do Copom ABC (Centro de Comando da Polícia Militar), também aposta na tranqüilidade durante este feriadao. "É a época que aproveitamos para fazer a manutençao mais completa nos equipamentos, já que o número de ocorrências é bem menor", disse o oficial. Segundo ele, a Polícia Militar, por meio do número 190, é solicitada uma vez a cada três minutos. "Por dia sao registrados 500 boletins de ocorrência no Grande ABC", explicou Quesada.

Para o soldado Carlos Antônio Costa, 39 anos, trabalhar no feriadao nao tem segredo. "Nosso trabalho é essencial; em Finados, o Copom é acionado até para inibir a açao dos guardadores de carros nos cemitérios", afirmou o policial, que há 12 anos trabalha no Copom ABC. "Na verdade, nao é bom ficar muito parado. O tempo nao passa", emendou o cabo José de Souza, 40 anos, e há dez está no setor de operaçoes.

O supervisor Cláudio Pires Barbosa, 40 anos, da Eletropaulo, também encontrou neste feriado prolongado uma boa oportunidade para desenvolver o trabalho com tranqüilidade. "Nessas ocasioes, é possível fazer a manutençao das linhas sem prejudicar a populaçao. Podemos desligar a energia dos grandes consumidores, principalmente indústrias, sem atrapalhar a produçao", explicou Barbosa.

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