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Grupo dá exemplo no Los Angeles


Cristie Buchdid
Do Diário do Grande ABC

26/03/2007 | 07:02


O cheiro forte, quase insuportável da Billings no Parque Los Angeles, em São Bernardo, não foi empecilho para os cerca de 150 adultos e crianças que acordaram cedo domingo para participar da Operação Represa Limpa. Das 8h às 11h, foram recolhidos no local 350 sacos grandes de lixo, em cerca de 2,5 quilômetros da margem. “Tem de tudo: chinelo, tênis, garrafa e até perna de boneca”, observou o secretário de Habitação e Meio Ambiente da cidade, Ademir Silvestre.

A sujeira está por toda parte. “Encontramos lixo em até 7m de distância da margem”, disse a diretora do departamento de Meio Ambiente de São Bernardo, Sônia Lima.

Em alguns pontos, na beira d’água, não é possível ver o lixo. Mas ao puxar com o rastelo, lá está o vilão. “Vou procurar a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) nesta semana e pedir para que eles rastelem a beirada da represa na antevéspera da operação, para facilitar o recolhimento. O lixo seco tem menos volume e peso”, afirmou Silvestre.

Um dos criadores da operação e representante da sociedade civil no comitê de Bacias Hidrográficas do Alto Tietê Adeílson Arruda Silva afirma que a quantidade de lixo é crescente. “Pelo menos, as pessoas estão ajudando mais na limpeza. Começamos o trabalho em 1999, com dez voluntários. Hoje, reunimos moradores de outros bairros”, contou.

Esta segunda-feira é o último dia para registrar adesão ao abaixo-assinado contra a poluição da represa, lançado pelo Diário.

A professora de ciências Maria Helena Maluf aproveitou a iniciativa de domingo para dar uma aula prática aos alunos. “Aqui eles têm noção do que está acontecendo com a represa. É muito lixo. Por mais que a gente saiba que a sujeira existe, é sempre um choque ver”.

Uma das organizadoras, Cecília Francolin Martinez, revelou que mesmo com tantos ajudantes, não foi possível remover todo lixo. “Esse trabalho é mensal. Precisamos de doação de luvas não-descartáveis e da conscientização de todos”.


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Grupo dá exemplo no Los Angeles

Cristie Buchdid
Do Diário do Grande ABC

26/03/2007 | 07:02


O cheiro forte, quase insuportável da Billings no Parque Los Angeles, em São Bernardo, não foi empecilho para os cerca de 150 adultos e crianças que acordaram cedo domingo para participar da Operação Represa Limpa. Das 8h às 11h, foram recolhidos no local 350 sacos grandes de lixo, em cerca de 2,5 quilômetros da margem. “Tem de tudo: chinelo, tênis, garrafa e até perna de boneca”, observou o secretário de Habitação e Meio Ambiente da cidade, Ademir Silvestre.

A sujeira está por toda parte. “Encontramos lixo em até 7m de distância da margem”, disse a diretora do departamento de Meio Ambiente de São Bernardo, Sônia Lima.

Em alguns pontos, na beira d’água, não é possível ver o lixo. Mas ao puxar com o rastelo, lá está o vilão. “Vou procurar a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) nesta semana e pedir para que eles rastelem a beirada da represa na antevéspera da operação, para facilitar o recolhimento. O lixo seco tem menos volume e peso”, afirmou Silvestre.

Um dos criadores da operação e representante da sociedade civil no comitê de Bacias Hidrográficas do Alto Tietê Adeílson Arruda Silva afirma que a quantidade de lixo é crescente. “Pelo menos, as pessoas estão ajudando mais na limpeza. Começamos o trabalho em 1999, com dez voluntários. Hoje, reunimos moradores de outros bairros”, contou.

Esta segunda-feira é o último dia para registrar adesão ao abaixo-assinado contra a poluição da represa, lançado pelo Diário.

A professora de ciências Maria Helena Maluf aproveitou a iniciativa de domingo para dar uma aula prática aos alunos. “Aqui eles têm noção do que está acontecendo com a represa. É muito lixo. Por mais que a gente saiba que a sujeira existe, é sempre um choque ver”.

Uma das organizadoras, Cecília Francolin Martinez, revelou que mesmo com tantos ajudantes, não foi possível remover todo lixo. “Esse trabalho é mensal. Precisamos de doação de luvas não-descartáveis e da conscientização de todos”.

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