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Vida de ex-pugilista Servílio de Oliveira vira documentário


Thiago Postigo Silva
Do Diário do Grande ABC

12/03/2012 | 07:00


Toda boa história merece ser registrada para os mais jovens tê-la como exemplo. E chegou a vez de o ex-pugilista Servílio de Oliveira, único boxeador até hoje a conquistar uma medalha pelo Brasil em jogos Olímpicos (bronze em Guadalajara, no México em 1968) contar a dele. A narrativa de um dos principais nomes do boxe brasileiro ganhará vida nas telonas.

A Petrobras, em parceria com a ESPN Brasil e o Instituto de Políticas Relacionais, produziu o documentário sobre nove atletas brasileiros (leia ao lado) que fizeram história em Olimpíadas e o ex-pugilista foi selecionado.

Ele concedeu horas de entrevistas que culminaram com filme de 26 minutos, batizado A Luta Continua - Um Documentário de 12 Rounds, dirigido por Renata Sette Aguilar e que deve estrear ainda este ano (data ainda não definida).

O ex-pugilista não esconde a felicidade de ter a história registrada, entretanto, já esperava estar na lista. "Nunca abandonei o boxe. Ainda milito na profissão. Trabalhei com escolas e fui comentarista de televisão. Acho que isso fez com que meu nome fosse lembrado. Outros atletas que marcaram história mudaram de área", justificou Servílio.

Segundo o ex-pugilista, o documentário vai mexer com o coração dele, porque revive a história desde a infância até os dias atuais. "Recordo quando comecei a gostar de boxe. Em 1959, fui ao cinema com meu irmão, e antes de o filme começar o Canal 100 passava as notícias. Então, assisti à luta do Éder Jofre. Aquilo foi fantástico", recordou.

O filme também aborda as dificuldades de Servílio para disputar os Jogos de 1968. "Não tinha dinheiro para o boxe. A Confederação Olímpica Brasileira preferia distribuir a verba para os esportes coletivos e tivemos de bater na porta da entidade para conseguir o dinheiro."

A película também conta com momento especial. Além dos depoimentos da família, o técnico Antônio Ângelo Carollo, que morreu em 18 de fevereiro, conseguiu deixar a homenagem ao ex-pupilo - ambos trabalharam juntos em 1968 e durante vários anos em Santo André.

"Fico muito emocionado quando falo dele (Carollo). Ele concedeu a entrevista três dias antes de morrer. É o pai de todos os boxeadores e me ensinou não apenas o esporte, mas a trilhar o caminho do bem na sociedade, que meu direito termina quando começa o do outro. Tudo isso foi ele que nos passou", elogiou.

Para Servílio, o documentário ajuda a resgatar a história do esporte. "Tudo o que for exposição, para bem ou para o mal, dá bom efeito. A meninada que vai disputar os Jogos Olímpicos do Rio e não me viu lutar, vai saber quem sou. É necessário resgatar a memória de quem fez bem para o País", frisou.

Jogos Olímpicos de 1968 também rendem filme

Além de Servílio de Oliveiras, outras histórias vão virar documentários. Ainda será finalizado um filme, de 52 minutos, com o título provisório de Contadores de história, que abordará os Jogos Olímpicos de 1968. O objetivo é fazer paralelo entre o esporte e fatos que marcaram o mundo, como a repressão no Brasil, com o Ato Institucional 5 e a Guerra no Vietnã.

Uma das películas mostra a vida do mesa-tenista Cláudio Kano, morto em acidente de moto em 1996, um dia antes de embarcar para Atlanta (Estados Unidos), onde disputaria a última Olimpíada - participou da de Seul (1988) e Barcelona (1992). Também há o média-metragem da saltadora Aida dos Santos, que disputou os Jogos de 1964, em Tóquio. Ela foi a única mulher da delegação brasileira daquele ano.

José Telles da Conceição (prata em salto em altura em 1952), a nadadora Maria Lenk, Adhemar Ferreira da Silva (bicampeão olímpico no salto triplo 1952 e 1956) e o iatista Reinaldo Conrad, além da equipe de vôlei feminina de 1996 e dos Jogos Olímpicos de 1920, na Antuérpia (Bélgica), quando o Brasil conquistou as primeiras medalhas, também serão personagens para os documentários.



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Vida de ex-pugilista Servílio de Oliveira vira documentário

Thiago Postigo Silva
Do Diário do Grande ABC

12/03/2012 | 07:00


Toda boa história merece ser registrada para os mais jovens tê-la como exemplo. E chegou a vez de o ex-pugilista Servílio de Oliveira, único boxeador até hoje a conquistar uma medalha pelo Brasil em jogos Olímpicos (bronze em Guadalajara, no México em 1968) contar a dele. A narrativa de um dos principais nomes do boxe brasileiro ganhará vida nas telonas.

A Petrobras, em parceria com a ESPN Brasil e o Instituto de Políticas Relacionais, produziu o documentário sobre nove atletas brasileiros (leia ao lado) que fizeram história em Olimpíadas e o ex-pugilista foi selecionado.

Ele concedeu horas de entrevistas que culminaram com filme de 26 minutos, batizado A Luta Continua - Um Documentário de 12 Rounds, dirigido por Renata Sette Aguilar e que deve estrear ainda este ano (data ainda não definida).

O ex-pugilista não esconde a felicidade de ter a história registrada, entretanto, já esperava estar na lista. "Nunca abandonei o boxe. Ainda milito na profissão. Trabalhei com escolas e fui comentarista de televisão. Acho que isso fez com que meu nome fosse lembrado. Outros atletas que marcaram história mudaram de área", justificou Servílio.

Segundo o ex-pugilista, o documentário vai mexer com o coração dele, porque revive a história desde a infância até os dias atuais. "Recordo quando comecei a gostar de boxe. Em 1959, fui ao cinema com meu irmão, e antes de o filme começar o Canal 100 passava as notícias. Então, assisti à luta do Éder Jofre. Aquilo foi fantástico", recordou.

O filme também aborda as dificuldades de Servílio para disputar os Jogos de 1968. "Não tinha dinheiro para o boxe. A Confederação Olímpica Brasileira preferia distribuir a verba para os esportes coletivos e tivemos de bater na porta da entidade para conseguir o dinheiro."

A película também conta com momento especial. Além dos depoimentos da família, o técnico Antônio Ângelo Carollo, que morreu em 18 de fevereiro, conseguiu deixar a homenagem ao ex-pupilo - ambos trabalharam juntos em 1968 e durante vários anos em Santo André.

"Fico muito emocionado quando falo dele (Carollo). Ele concedeu a entrevista três dias antes de morrer. É o pai de todos os boxeadores e me ensinou não apenas o esporte, mas a trilhar o caminho do bem na sociedade, que meu direito termina quando começa o do outro. Tudo isso foi ele que nos passou", elogiou.

Para Servílio, o documentário ajuda a resgatar a história do esporte. "Tudo o que for exposição, para bem ou para o mal, dá bom efeito. A meninada que vai disputar os Jogos Olímpicos do Rio e não me viu lutar, vai saber quem sou. É necessário resgatar a memória de quem fez bem para o País", frisou.

Jogos Olímpicos de 1968 também rendem filme

Além de Servílio de Oliveiras, outras histórias vão virar documentários. Ainda será finalizado um filme, de 52 minutos, com o título provisório de Contadores de história, que abordará os Jogos Olímpicos de 1968. O objetivo é fazer paralelo entre o esporte e fatos que marcaram o mundo, como a repressão no Brasil, com o Ato Institucional 5 e a Guerra no Vietnã.

Uma das películas mostra a vida do mesa-tenista Cláudio Kano, morto em acidente de moto em 1996, um dia antes de embarcar para Atlanta (Estados Unidos), onde disputaria a última Olimpíada - participou da de Seul (1988) e Barcelona (1992). Também há o média-metragem da saltadora Aida dos Santos, que disputou os Jogos de 1964, em Tóquio. Ela foi a única mulher da delegação brasileira daquele ano.

José Telles da Conceição (prata em salto em altura em 1952), a nadadora Maria Lenk, Adhemar Ferreira da Silva (bicampeão olímpico no salto triplo 1952 e 1956) e o iatista Reinaldo Conrad, além da equipe de vôlei feminina de 1996 e dos Jogos Olímpicos de 1920, na Antuérpia (Bélgica), quando o Brasil conquistou as primeiras medalhas, também serão personagens para os documentários.

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