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Cidade no Uzbequistão continua cercada pelas forças de ordem


Da AFP

15/05/2005 | 15:33


A cidade uzbeque de Andijan está praticamente isolada do mundo neste domingo. Cordões de segurança de blindados e caminhões militares cercam a cidades três dias depois da insurreição à qual se seguiu uma repressão sangrenta das autoridades e deixou dezenas de mortos.

Moradores desta cidade do vale de Ferghana continuam procurando os corpos de parentes. O necrotério e os hospitais, que estão praticamente inacessíveis, são vigiados por militares.

Testemunhas diretas, como o encarregado da organização de direitos humanos, Apellatsia Luftulo Shamssutdinov, declararam ter visto pelo menos 300 corpos. Esse número é 10 vezes maior que o anunciado pelas autoridades.

A organização não-governamental americana de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch acusou, neste domingo, as autoridades uzbeques de terem disparado contra os manifestantes com o argumento de guerra contra o terrorismo. "Não se trata de terrorismo, mas de pessoas que se expressam contra a pobreza e a repressão", disse a encarregada da Ásia Central da organização, Holly Cartner.

A Osce (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa) instruiu a direção uzbeque a levar em conta o direito das pessoas que participaram dos distúrbios. Seu representante em Tashkent, Miroslav Jenea, propôs a assistência da Osce para investigar as causas profundas dos distúrbios com a finalidade de buscar uma solução viável.

O ministro de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, denunciou neste domingo as violações dos direitos humanos e a ausência da democracia no Uzbequistão. No sábado, o presidente uzbeque, Islam Karimov, desmentiu que tenha dado a ordem para abrir fogo, justificando no entanto a repressão de um movimento que estaria dirigido, segundo ele, por islamitas do partido proibido Hizbi Tahrir. O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em visita a Viena, questionou a presença de alguns representantes de grupos de talibãs.

Na sede da administração do poder regional, superprotegida por soldados e tanques, uma fumaça negra saía do edifício onde foi declarado incêndio na tarde de sábado. "Estamos em guerra", afirmou uma mulher, sobre as mostras da extrema tensão que o país vive.

A insurreição de sexta-feira foi lançada para protestar contra o processo em curso de 23 pessoas acusadas de propagar idéias islamitas radicais e, assim, obter sua liberação. Os insurgentes invadiram uma guarnição e uma prisão de segurança máxima antes de tomar a sede da administração regional, recebendo o apoio de milhares de pessoas.



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Cidade no Uzbequistão continua cercada pelas forças de ordem

Da AFP

15/05/2005 | 15:33


A cidade uzbeque de Andijan está praticamente isolada do mundo neste domingo. Cordões de segurança de blindados e caminhões militares cercam a cidades três dias depois da insurreição à qual se seguiu uma repressão sangrenta das autoridades e deixou dezenas de mortos.

Moradores desta cidade do vale de Ferghana continuam procurando os corpos de parentes. O necrotério e os hospitais, que estão praticamente inacessíveis, são vigiados por militares.

Testemunhas diretas, como o encarregado da organização de direitos humanos, Apellatsia Luftulo Shamssutdinov, declararam ter visto pelo menos 300 corpos. Esse número é 10 vezes maior que o anunciado pelas autoridades.

A organização não-governamental americana de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch acusou, neste domingo, as autoridades uzbeques de terem disparado contra os manifestantes com o argumento de guerra contra o terrorismo. "Não se trata de terrorismo, mas de pessoas que se expressam contra a pobreza e a repressão", disse a encarregada da Ásia Central da organização, Holly Cartner.

A Osce (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa) instruiu a direção uzbeque a levar em conta o direito das pessoas que participaram dos distúrbios. Seu representante em Tashkent, Miroslav Jenea, propôs a assistência da Osce para investigar as causas profundas dos distúrbios com a finalidade de buscar uma solução viável.

O ministro de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, denunciou neste domingo as violações dos direitos humanos e a ausência da democracia no Uzbequistão. No sábado, o presidente uzbeque, Islam Karimov, desmentiu que tenha dado a ordem para abrir fogo, justificando no entanto a repressão de um movimento que estaria dirigido, segundo ele, por islamitas do partido proibido Hizbi Tahrir. O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em visita a Viena, questionou a presença de alguns representantes de grupos de talibãs.

Na sede da administração do poder regional, superprotegida por soldados e tanques, uma fumaça negra saía do edifício onde foi declarado incêndio na tarde de sábado. "Estamos em guerra", afirmou uma mulher, sobre as mostras da extrema tensão que o país vive.

A insurreição de sexta-feira foi lançada para protestar contra o processo em curso de 23 pessoas acusadas de propagar idéias islamitas radicais e, assim, obter sua liberação. Os insurgentes invadiram uma guarnição e uma prisão de segurança máxima antes de tomar a sede da administração regional, recebendo o apoio de milhares de pessoas.

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