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EUA é o único país que ainda não destruiu amostras de vírus mortal


Da AFP

18/04/2005 | 17:37


Todos os países, com exceção dos Estados Unidos, destruíram as amostras de um vírus mortal da gripe que o CAP (Colégio de Patologistas Americanos, sigla em inglês) havia enviado por engano, anunciou nesta segunda-feira a OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Todo mundo destruiu estas cepas, exceto os Estados Unidos", afirmou a porta-voz da entidade, Maria Cheng, destacando que as autoridades sanitárias americanas já começaram a fazê-lo e concluirão "nos próximos dias".

A agência especializada da ONU (Organização das Nações Unidas) pediu a abertura de uma investigação nos Estados Unidos.

Engano mortal - Os patologistas americanos enviaram para mais de 3,7 mil laboratórios de 19 países, por engano, cepas do vírus 'H2N2' como parte de uma análise interna de controle de qualidade para ver se detectavam o agente patogênico.

Esta remessa ativou um alerta mundial e uma corrida contra o relógio para encontrar as amostras. Noventa por cento dos laboratórios que receberam estas cepas ficam na América do Norte.

O vírus 'H2N2' é similar ao que matou quatro milhões de pessoas no mundo no final dos anos 1950 e que, segundo a OMS, não devia fazer parte dos controles de qualidade rotineiros.

Segundo Cheng, duas amostras, supostamente desaparecidas a caminho do Líbano e do México, foram destruídas.

A amostra libanesa foi encontrada em um laboratório do país, embora a OMS não possa dizer se este foi o seu destino original. Já a mexicana foi devolvida ao remetente por problemas com documentos de importação. Cheng também revelou que uma terceira amostra, da qual não se havia prestado conta, foi mandada de volta ao Chile pela mesma razão.

A OMS continuará em alerta durante outros vinte dias antes de encerrar o assunto. "Manteremos um período de incubação antes de dar esta questão por encerrada", concluiu Cheng.

Os especialistas sanitários minimizaram os riscos de infecção, explicando que as amostras, liofilizadas, se deterioram rapidamente em contato com a temperatura ambiente, a água ou a luz solar.

Brasil - O Ministério da Saúde, por intermédio da SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde), informou no dia 13 de abril que as amostras do vírus causador da epidemia de influenza de 1957 (H2N2), enviados a dois laboratórios brasileiros, foram destruídas na noite anterior.



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EUA é o único país que ainda não destruiu amostras de vírus mortal

Da AFP

18/04/2005 | 17:37


Todos os países, com exceção dos Estados Unidos, destruíram as amostras de um vírus mortal da gripe que o CAP (Colégio de Patologistas Americanos, sigla em inglês) havia enviado por engano, anunciou nesta segunda-feira a OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Todo mundo destruiu estas cepas, exceto os Estados Unidos", afirmou a porta-voz da entidade, Maria Cheng, destacando que as autoridades sanitárias americanas já começaram a fazê-lo e concluirão "nos próximos dias".

A agência especializada da ONU (Organização das Nações Unidas) pediu a abertura de uma investigação nos Estados Unidos.

Engano mortal - Os patologistas americanos enviaram para mais de 3,7 mil laboratórios de 19 países, por engano, cepas do vírus 'H2N2' como parte de uma análise interna de controle de qualidade para ver se detectavam o agente patogênico.

Esta remessa ativou um alerta mundial e uma corrida contra o relógio para encontrar as amostras. Noventa por cento dos laboratórios que receberam estas cepas ficam na América do Norte.

O vírus 'H2N2' é similar ao que matou quatro milhões de pessoas no mundo no final dos anos 1950 e que, segundo a OMS, não devia fazer parte dos controles de qualidade rotineiros.

Segundo Cheng, duas amostras, supostamente desaparecidas a caminho do Líbano e do México, foram destruídas.

A amostra libanesa foi encontrada em um laboratório do país, embora a OMS não possa dizer se este foi o seu destino original. Já a mexicana foi devolvida ao remetente por problemas com documentos de importação. Cheng também revelou que uma terceira amostra, da qual não se havia prestado conta, foi mandada de volta ao Chile pela mesma razão.

A OMS continuará em alerta durante outros vinte dias antes de encerrar o assunto. "Manteremos um período de incubação antes de dar esta questão por encerrada", concluiu Cheng.

Os especialistas sanitários minimizaram os riscos de infecção, explicando que as amostras, liofilizadas, se deterioram rapidamente em contato com a temperatura ambiente, a água ou a luz solar.

Brasil - O Ministério da Saúde, por intermédio da SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde), informou no dia 13 de abril que as amostras do vírus causador da epidemia de influenza de 1957 (H2N2), enviados a dois laboratórios brasileiros, foram destruídas na noite anterior.

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