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Policial é investigado por lavagem de dinheiro


Artur Rodrigues e
Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

09/12/2006 | 19:37


Um policial civil é acusado de pertencer à máfia que lava dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de postos de gasolina. O investigador Fábio Garcez de Lucca, que atua na Delegacia Sede de Mauá, foi indiciado por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha pela Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) e a denúncia foi encaminhada à Corregedoria.

Ele tem sociedade no Auto Posto Boca Rica Nova Dutra, em Santa Isabel, na Região Metropolitana, com Silvia Pinheiro Mello, também indiciada. O investigador, segundo o inquérito 974/06, é sócio do noivo de Silvia, Marivaldo Gilberto Lopes,o Pisca, e de Ivan Ferreira da Silva, acusados de também fazerem o transporte do combustível adulterado.

Mesmo depois de indiciado, Fábio continua trabalhando na polícia. Na sexta-feira, aniversário de Mauá, atuava no Paço Municipal. Um indício que leva a polícia a crer que o investigador atue como laranja no esquema é que um posto adquirido por Ivan foi pago com cheques do Auto Posto Nova Dutra.

Fábio nega qualquer relação comercial com os dois. Um Audi A3, que estava no nome do investigador, teria sido apreendido com Marivaldo – informação negada pelo policial, que alega que o veículo estava com um ex-sócio, Adriano Gardiano. Há suspeita de que o carro tenha o chassi adulterado. O acusado afirma que já havia passado o veículo para frente e que, se comprovada a adulteração, o devolveria para o antigo dono.

O investigador afirma que desconhece que seu posto venda combustível adulterado, outra acusação da polícia. Ele conta que comprou o estabelecimento há cerca de dois anos, um investimento de R$ 90 mil, em uma sociedade meio a meio com Silvia. Um carro de R$ 40 mil e parcelas de R$ 5 mil mensais, pagas com o lucro do comércio, foram dados como pagamento. O capital inicial para a compra do local seria resultado da venda de um terreno que sofreu valorização.

Resolveu comprar no fim do ano passado outro posto, o HJ, de Gildásio Siqueira dos Santos, por R$ 300 mil. Três carros e uma moto foram usados no pagamento, em um total de R$ 192 mil. Uma obrigatoriedade da Cetesb de reformar todo o estabelecimento e o fato de o lucro não corresponder ao esperado teriam feito com que devolvesse o ponto comercial três meses depois. Do total gasto, disse só ter obtido R$ 40 mil de volta, referente a um Honda Civic.

Fábio diz que não conhecia o suposto envolvimento de Gildásio com o PCC, e que só depois acabou descobrindo as conexões dele com o crime. Conta conhecer de vista alguns dos citados no inquérito, pelo fato de estar no ramo de revenda de combustíveis. Procurada, a Dise não se pronunciou.



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