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Finados movimenta cemitérios

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Visitantes aproveitaram a parte da manhã para homenagear entes queridos; vendas agradaram floristas


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

03/11/2018 | 07:00


O feriado de Finados reuniu centenas de pessoas nos cemitérios da região. O movimento daqueles que aproveitaram a data para visitar o túmulo de familiares e amigos foi maior no período da manhã. 

No Cemitério Curuçá, o maior de Santo André, a Prefeitura montou esquema especial para o trânsito, devido ao movimento intenso de veículos. Foram realizadas quatro missas na capela, duas de manhã e outras duas à tarde.

O padre da Igreja Nossa Senhora de Fátima, Vanderlei Ribeiro, 50 anos, celebrou a missa das 10h e destacou a importância das homenagens aos falecidos dentro da Igreja Católica. “É uma recomendação da própria Bíblia. Rezar em sufrágio dos que foram para Deus”, explicou. </CS><CS10.2>Ribeiro lembrou que o Dia de Finados é também um momento de reflexão. “Uma mistura de tristeza e esperança, mas também alegria, de saber que a morte não é o fim.”

A administradora Luciana Porciúncula, 40, foi visitar o túmulo da mãe, morta há 23 anos. “É quando me sinto mais próxima dela”, relatou, sem conter as lágrimas.

No Cemitério da Vila Assunção, também em Santo André, limpadores davam os últimos retoques nos jazigos. Uma delas era Edna Silva Raimundo, 52, que há dez anos ganha a vida com esse trabalho. “Tem família que só lembra de vir aqui no Finados, aí tem que correr para limpar”, relata. A biomédica Renata Scalizi Bonini, 29, e sua mãe, a dona de casa Marilene Scalizi Bonini, 69, são clientes de Edna, mas costumam ir ao cemitério com frequência. “Com o passar do tempo, o sentimento é mais de saudade do que de tristeza”, afirma Marilene.

No Cemitério da Vila Euclides, em São Bernardo, grupo de jovens da Igreja da Graça circulava pelas sepulturas para oferecer consolo a quem estivesse sozinho. “Muitas vezes, as pessoas precisam de um ombro para chorar a perda”, afirmou o estudante Danilo Fernandes, 25. “A gente ouve bastante e, ao final, nota que elas não voltam para casa com aquele peso. É gratificante”, completou a estudante Beatriz Lopes, 16.

No Cemitério da Pauliceia, em São Bernardo, o movimento já era pequeno depois das 13h. A dona de casa Elisa Pacheco, 66, estava em um velório e aproveitou para visitar o jazigo da família. “Venho independentemente da data, sempre que a saudade aperta”, declarou.

VENDAS
De maneira geral, os floristas estavam animados com as vendas, apesar da emenda do feriado ter afastado visitantes. “Compramos menos para não ter prejuízo”, afirmou a comerciante Sidnei de Barros, 53, permissionária em Santo André. 



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Finados movimenta cemitérios

Visitantes aproveitaram a parte da manhã para homenagear entes queridos; vendas agradaram floristas

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

03/11/2018 | 07:00


O feriado de Finados reuniu centenas de pessoas nos cemitérios da região. O movimento daqueles que aproveitaram a data para visitar o túmulo de familiares e amigos foi maior no período da manhã. 

No Cemitério Curuçá, o maior de Santo André, a Prefeitura montou esquema especial para o trânsito, devido ao movimento intenso de veículos. Foram realizadas quatro missas na capela, duas de manhã e outras duas à tarde.

O padre da Igreja Nossa Senhora de Fátima, Vanderlei Ribeiro, 50 anos, celebrou a missa das 10h e destacou a importância das homenagens aos falecidos dentro da Igreja Católica. “É uma recomendação da própria Bíblia. Rezar em sufrágio dos que foram para Deus”, explicou. </CS><CS10.2>Ribeiro lembrou que o Dia de Finados é também um momento de reflexão. “Uma mistura de tristeza e esperança, mas também alegria, de saber que a morte não é o fim.”

A administradora Luciana Porciúncula, 40, foi visitar o túmulo da mãe, morta há 23 anos. “É quando me sinto mais próxima dela”, relatou, sem conter as lágrimas.

No Cemitério da Vila Assunção, também em Santo André, limpadores davam os últimos retoques nos jazigos. Uma delas era Edna Silva Raimundo, 52, que há dez anos ganha a vida com esse trabalho. “Tem família que só lembra de vir aqui no Finados, aí tem que correr para limpar”, relata. A biomédica Renata Scalizi Bonini, 29, e sua mãe, a dona de casa Marilene Scalizi Bonini, 69, são clientes de Edna, mas costumam ir ao cemitério com frequência. “Com o passar do tempo, o sentimento é mais de saudade do que de tristeza”, afirma Marilene.

No Cemitério da Vila Euclides, em São Bernardo, grupo de jovens da Igreja da Graça circulava pelas sepulturas para oferecer consolo a quem estivesse sozinho. “Muitas vezes, as pessoas precisam de um ombro para chorar a perda”, afirmou o estudante Danilo Fernandes, 25. “A gente ouve bastante e, ao final, nota que elas não voltam para casa com aquele peso. É gratificante”, completou a estudante Beatriz Lopes, 16.

No Cemitério da Pauliceia, em São Bernardo, o movimento já era pequeno depois das 13h. A dona de casa Elisa Pacheco, 66, estava em um velório e aproveitou para visitar o jazigo da família. “Venho independentemente da data, sempre que a saudade aperta”, declarou.

VENDAS
De maneira geral, os floristas estavam animados com as vendas, apesar da emenda do feriado ter afastado visitantes. “Compramos menos para não ter prejuízo”, afirmou a comerciante Sidnei de Barros, 53, permissionária em Santo André. 

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