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A dinamite e o desespero de um pai

Ao encontrar explosivos na mochila do filho de 21 anos, o homem, desesperado, muniu-se de uma banana de dinamite, aplicou uma...


Dgabc

15/07/2012 | 00:00


Artigo

A dinamite e o desespero de um pai

Ao encontrar explosivos na mochila do filho de 21 anos, o homem, desesperado, muniu-se de uma banana de dinamite, aplicou uma surra no rapaz e o denunciou à polícia. A atitude extrema desse pai, que colocou em risco a própria vida, a do filho e de todos os presentes no imóvel, dá uma mostra do quadro dramático em que vivem milhares de famílias que se tornaram impotentes para cuidar e encaminhar seus filhos.

A preocupação com o encaminhamento das crianças é antiga. O próprio Pelé, ao comemorar seu milésimo gol, em dezembro de 1969, já advertia que era preciso fazer algo pelas crianças brasileiras. "Pensem no Natal, pensem nas criancinhas."

Nas últimas quatro ou cinco décadas, vimos o Brasil sair do patamar de País eminentemente agrícola para o de uma avançada e hoje globalizada sociedade industrial. Mas, lamentavelmente, os avanços não foram capazes de contemplar o povo que, apesar da tecnologia disponível, a ela não tem acesso. O País ainda não equacionou a mudança do perfil da população rural para a urbana, e o povo sofre. As famílias vivem o drama de não terem como bem encaminhar seus filhos pois até a autoridade, muitas vezes excessiva no passado, lhe foi tirada pelos equivocados métodos modernos.

O mercado de trabalho, que todos um dia terão de enfrentar, é cada dia mais exigente e a escola revela-se menos preparadora. As amarras estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, como a eliminação do trabalho infantil e juvenil, não cumprem o ciclo na medida em que a sociedade não oferece oportunidade de ensino e qualificação a todos. Aí, no vácuo da oportunidade, surgem esquemas criminosos, que cooptam e escravizam jovens e suas famílias.

O encaminhamento e a oportunidade para os jovens, talvez, seja o maior desafio do Brasil contemporâneo. Tudo aquilo que não foi feito a partir do alerta do rei do futebol está fazendo muita falta. Os governantes, as entidades da sociedade civil e todas as cabeças pensantes deste País precisam, sem perda de tempo, se mobilizar em busca da solução para esse grande problema. Em vez da repressão policial, das internações e medidas punitivas, é preciso pensar naqueles que ainda não caíram na degradação e salvá-los para, junto com eles, salvar o futuro do próprio País.

Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo.

Palavra do Leitor

Boi de piranha

O mister ego Lula, o mister vaselina Maluf, Fernando Haddad e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, que gasta R$ 47 milhões com publicidade, encontraram-se para troca de risos amarelos, ânsias de vômitos e má digestão no palácio-casa de Maluf. O mesmo Maluf querido pela Interpol, com a intenção lulista de que Haddad se torne prefeito de São Paulo. E tudo isso acontecendo enquanto a senadora Marta Suplicy passa por suplício dentro do próprio partido em razão de ter sido preterida pelo preferido de Lula. E toda essa montagem demagógica digna dos palcos da Broadway acontece no tempo mesmo em que o Mensalão está sendo tentado ao suicídio atirando-se do alto da Cachoeira. Luiza Erundina deu banho de ética, moral e civismo. Confesso nunca ter gostado dela, mas refletirei mais essa minha posição. Alguma coisa me diz que Haddad está para Lula como boi para piranha.

Cecél Garcia, Santo André

Pai do PAC

O Exército Brasileiro está dando o maior exemplo de gestão e eficácia em mais de 20 obras do PAC, salvando a imagem de quem se diz a mãe do PAC. É lamentável que a mídia não dê o devido destaque a quem realmente merece.

José Carlos Costa, Capital

Resposta

Em resposta à leitora Eunice Gallo (Pedestre, dia 4), a Secretaria de Mobilidade Urbana da Prefeitura de São Caetano informa que o respeito à faixa de pedestres é questão de cidadania. O que esperamos da população é mudança de hábitos, pois respeitar o espaço marcado nas ruas pela faixa nunca foi regra no País, com raras exceções como é o caso de Brasília, Canela e outras poucas cidades. Agora é que São Paulo e o Grande ABC, inclusive São Caetano, estão promovendo este resgate do espaço do pedestre. Mas é claro que é preciso tomar cuidado e observar se o carro para ou não. O pedestre deve fazer sinal com a mão mostrando que ele quer atravessar, olhar para o veículo e tentar negociar visualmente sua travessia. Deve também lembrar, quando estiver dirigindo, de parar na faixa para os outros pedestres atravessarem. São Caetano está fiscalizando e multando os motoristas infratores. Precisamos da colaboração de todos na Campanha Travessia Segura.

Prefeitura de São Caetano

Demóstenes - 1

Em momento algum quero defender o Sr. Demóstenes Torres. Porém, se pudesse sugerir-lhe uma frase para justificar sua defesa, sem dúvida seria: ‘Quem neste Senado não for corrupto, que vote pela minha cassação'. Tenho certeza absoluta de que ele sairia livre.

José Roberto Tonetti, São Caetano

Demóstenes - 2

Foi rápido no gatilho o senhor Wilder Morais(suplente de Demóstenes, financiador da campanha). Nem precisou de votos para assumir uma cadeira no Senado.

Julio Jose de Melo, Sete Lagoas (MG)

Agradecimento

Gostaria de fazer grande agradecimento à Prefeitura de São Caetano por ter retirado carro abandonado há mais de um ano e meio na Rua Padre Mororo, altura do número 505. O veículo estava lotado de ratos.

Fernando Zucatelli, São Caetano



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A dinamite e o desespero de um pai

Ao encontrar explosivos na mochila do filho de 21 anos, o homem, desesperado, muniu-se de uma banana de dinamite, aplicou uma...

Dgabc

15/07/2012 | 00:00


Artigo

A dinamite e o desespero de um pai

Ao encontrar explosivos na mochila do filho de 21 anos, o homem, desesperado, muniu-se de uma banana de dinamite, aplicou uma surra no rapaz e o denunciou à polícia. A atitude extrema desse pai, que colocou em risco a própria vida, a do filho e de todos os presentes no imóvel, dá uma mostra do quadro dramático em que vivem milhares de famílias que se tornaram impotentes para cuidar e encaminhar seus filhos.

A preocupação com o encaminhamento das crianças é antiga. O próprio Pelé, ao comemorar seu milésimo gol, em dezembro de 1969, já advertia que era preciso fazer algo pelas crianças brasileiras. "Pensem no Natal, pensem nas criancinhas."

Nas últimas quatro ou cinco décadas, vimos o Brasil sair do patamar de País eminentemente agrícola para o de uma avançada e hoje globalizada sociedade industrial. Mas, lamentavelmente, os avanços não foram capazes de contemplar o povo que, apesar da tecnologia disponível, a ela não tem acesso. O País ainda não equacionou a mudança do perfil da população rural para a urbana, e o povo sofre. As famílias vivem o drama de não terem como bem encaminhar seus filhos pois até a autoridade, muitas vezes excessiva no passado, lhe foi tirada pelos equivocados métodos modernos.

O mercado de trabalho, que todos um dia terão de enfrentar, é cada dia mais exigente e a escola revela-se menos preparadora. As amarras estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, como a eliminação do trabalho infantil e juvenil, não cumprem o ciclo na medida em que a sociedade não oferece oportunidade de ensino e qualificação a todos. Aí, no vácuo da oportunidade, surgem esquemas criminosos, que cooptam e escravizam jovens e suas famílias.

O encaminhamento e a oportunidade para os jovens, talvez, seja o maior desafio do Brasil contemporâneo. Tudo aquilo que não foi feito a partir do alerta do rei do futebol está fazendo muita falta. Os governantes, as entidades da sociedade civil e todas as cabeças pensantes deste País precisam, sem perda de tempo, se mobilizar em busca da solução para esse grande problema. Em vez da repressão policial, das internações e medidas punitivas, é preciso pensar naqueles que ainda não caíram na degradação e salvá-los para, junto com eles, salvar o futuro do próprio País.

Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo.

Palavra do Leitor

Boi de piranha

O mister ego Lula, o mister vaselina Maluf, Fernando Haddad e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, que gasta R$ 47 milhões com publicidade, encontraram-se para troca de risos amarelos, ânsias de vômitos e má digestão no palácio-casa de Maluf. O mesmo Maluf querido pela Interpol, com a intenção lulista de que Haddad se torne prefeito de São Paulo. E tudo isso acontecendo enquanto a senadora Marta Suplicy passa por suplício dentro do próprio partido em razão de ter sido preterida pelo preferido de Lula. E toda essa montagem demagógica digna dos palcos da Broadway acontece no tempo mesmo em que o Mensalão está sendo tentado ao suicídio atirando-se do alto da Cachoeira. Luiza Erundina deu banho de ética, moral e civismo. Confesso nunca ter gostado dela, mas refletirei mais essa minha posição. Alguma coisa me diz que Haddad está para Lula como boi para piranha.

Cecél Garcia, Santo André

Pai do PAC

O Exército Brasileiro está dando o maior exemplo de gestão e eficácia em mais de 20 obras do PAC, salvando a imagem de quem se diz a mãe do PAC. É lamentável que a mídia não dê o devido destaque a quem realmente merece.

José Carlos Costa, Capital

Resposta

Em resposta à leitora Eunice Gallo (Pedestre, dia 4), a Secretaria de Mobilidade Urbana da Prefeitura de São Caetano informa que o respeito à faixa de pedestres é questão de cidadania. O que esperamos da população é mudança de hábitos, pois respeitar o espaço marcado nas ruas pela faixa nunca foi regra no País, com raras exceções como é o caso de Brasília, Canela e outras poucas cidades. Agora é que São Paulo e o Grande ABC, inclusive São Caetano, estão promovendo este resgate do espaço do pedestre. Mas é claro que é preciso tomar cuidado e observar se o carro para ou não. O pedestre deve fazer sinal com a mão mostrando que ele quer atravessar, olhar para o veículo e tentar negociar visualmente sua travessia. Deve também lembrar, quando estiver dirigindo, de parar na faixa para os outros pedestres atravessarem. São Caetano está fiscalizando e multando os motoristas infratores. Precisamos da colaboração de todos na Campanha Travessia Segura.

Prefeitura de São Caetano

Demóstenes - 1

Em momento algum quero defender o Sr. Demóstenes Torres. Porém, se pudesse sugerir-lhe uma frase para justificar sua defesa, sem dúvida seria: ‘Quem neste Senado não for corrupto, que vote pela minha cassação'. Tenho certeza absoluta de que ele sairia livre.

José Roberto Tonetti, São Caetano

Demóstenes - 2

Foi rápido no gatilho o senhor Wilder Morais(suplente de Demóstenes, financiador da campanha). Nem precisou de votos para assumir uma cadeira no Senado.

Julio Jose de Melo, Sete Lagoas (MG)

Agradecimento

Gostaria de fazer grande agradecimento à Prefeitura de São Caetano por ter retirado carro abandonado há mais de um ano e meio na Rua Padre Mororo, altura do número 505. O veículo estava lotado de ratos.

Fernando Zucatelli, São Caetano

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