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Rita Pavone volta ao Brasil

Marinetta Saglio/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sucesso nos anos 1960, artista italiana se apresenta em São Paulo na quinta; ainda há ingressos


Vinícius Castelli

13/05/2018 | 07:00


Quem viveu os anos 1960 se lembra de uma jovem cantora italiana de cabelos curtinhos e ruivos, olhos grandes e sardas no rosto. Foi com canções como Datemi un Martello, Amore Twist e Il Ballo Del Mattone que Rita Pavone conquistou não só a Itália, mas também o Brasil. Cantou aqui pela primeira vez em 1964 e enlouqueceu a juventude. Voltou, em 1987.

Agora, aos 72, a artista, que nasceu em Turim e vive há 50 anos na Suíça, mata a saudade dos fãs e apresenta quinta-feira, no Tom Brasil (Rua Bragança Paulista, 1.281), em São Paulo, às 22h, o show Rita is Back. As entradas custam de R$ 70 a R$ 160 (www.ingressorapido.com.br).

Animada com o retorno ao País, Rita garante que fará concerto que surpreenderá pela sua frescura e modernidade. “E isso também na ‘releitura’ de obras musicais que fazem parte da minha história”, explica ao Diário. A artista acredita que nos shows deve oferecer ao público as coisas que o fizeram se apaixonar por sua arte. Ela garante cantar músicas como Cuore, Che m’Importa del Mondo,  Fortissimo,  Datemi un Martello, Questo Nostro Amore e Come Te Non C’è Nessuno. <EM>Rita, que adora se apresentar no País, conta se recordar bem de sua vinda ao Brasil em 1964. “Eu sabia do sucesso de Datemi un Martello nas paradas da Billboard, mas também conhecia os rankings dos meus discos vendidos igualmente bem na Alemanha, na França e no Japão. É claro que não imaginei encontrar (no Brasil) uma recepção comparável à dos Beatles. Cenas histéricas, garotas gritando. Senti como se estivesse na Itália”, diz.

Ela conta que foi paixão à primeira vista com os brasileiros. “É um amor que dura até hoje. A ‘pavonite’ atingiu a todos. Bebês que foram batizados no registro com meu nome e sobrenome. E eu tenho um desses certificados”, recorda-se. Rita se lembra, inclusive, que teve um bonde, no Rio de Janeiro, cuja linha se chamava Bonde Rita Pavone, por causa das alças elétricas que faziam lembrar dos suspensórios que ela usava. “Coisas incríveis e lindas. Conto tudo isso na minha autobiografia Tutti Pazzi Per Rita, lançada há dois anos e escrita em duas mãos em conjunto com o jornalista e escritor Emilio Targia.”

Além de cantar, Rita divide seu tempo com seu jardim – ela mora na Suíça há 50 anos – e família. “Duas ‘atividades’ que faço maravilhosamente bem e que adoro fazer”, diz. Mas quando o assunto é música, ela é direta. “A arte é maneira de educar para a vida. Se houvesse mais pessoas atentas à beleza que temos por aí, haveria muito menos crimes e criminosos”, acredita.

Rita ficou afastada dos palcos por um bom tempo. Havia decidido que, aos 60 anos, faria turnê de despedida, pois havia começado a cantar cedo e passado sua adolescência com várias responsabilidades. “É claro que eu não imaginava que o destino me faria, de um dia para o outro, ter uma intervenção cardiovascular bastante invasiva no tronco da aorta, obrigando-me a parar mesmo contra a minha vontade. Isso aconteceu em outubro de 2003.”

Em 2005 retomou forças e voltou aos palcos para dizer ‘adeus’. E disse. Passou anos cantando “só no chuveiro”. Até que o destino a colocou de volta à vida artística. Um amigo de sua juventude, Renato Zero, a chamou para alguns shows. “Ele insistiu tanto que eu fui lá. E fiz a melhor escolha da minha vida.” Em seguida, foi ao estúdio e gravou Masters, seu último disco, de 2013. “Música foi minha redenção. Foi a alavanca que me deu força e prestígio. E eu nunca serei grata o suficiente.” 



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Rita Pavone volta ao Brasil

Sucesso nos anos 1960, artista italiana se apresenta em São Paulo na quinta; ainda há ingressos

Vinícius Castelli

13/05/2018 | 07:00


Quem viveu os anos 1960 se lembra de uma jovem cantora italiana de cabelos curtinhos e ruivos, olhos grandes e sardas no rosto. Foi com canções como Datemi un Martello, Amore Twist e Il Ballo Del Mattone que Rita Pavone conquistou não só a Itália, mas também o Brasil. Cantou aqui pela primeira vez em 1964 e enlouqueceu a juventude. Voltou, em 1987.

Agora, aos 72, a artista, que nasceu em Turim e vive há 50 anos na Suíça, mata a saudade dos fãs e apresenta quinta-feira, no Tom Brasil (Rua Bragança Paulista, 1.281), em São Paulo, às 22h, o show Rita is Back. As entradas custam de R$ 70 a R$ 160 (www.ingressorapido.com.br).

Animada com o retorno ao País, Rita garante que fará concerto que surpreenderá pela sua frescura e modernidade. “E isso também na ‘releitura’ de obras musicais que fazem parte da minha história”, explica ao Diário. A artista acredita que nos shows deve oferecer ao público as coisas que o fizeram se apaixonar por sua arte. Ela garante cantar músicas como Cuore, Che m’Importa del Mondo,  Fortissimo,  Datemi un Martello, Questo Nostro Amore e Come Te Non C’è Nessuno. <EM>Rita, que adora se apresentar no País, conta se recordar bem de sua vinda ao Brasil em 1964. “Eu sabia do sucesso de Datemi un Martello nas paradas da Billboard, mas também conhecia os rankings dos meus discos vendidos igualmente bem na Alemanha, na França e no Japão. É claro que não imaginei encontrar (no Brasil) uma recepção comparável à dos Beatles. Cenas histéricas, garotas gritando. Senti como se estivesse na Itália”, diz.

Ela conta que foi paixão à primeira vista com os brasileiros. “É um amor que dura até hoje. A ‘pavonite’ atingiu a todos. Bebês que foram batizados no registro com meu nome e sobrenome. E eu tenho um desses certificados”, recorda-se. Rita se lembra, inclusive, que teve um bonde, no Rio de Janeiro, cuja linha se chamava Bonde Rita Pavone, por causa das alças elétricas que faziam lembrar dos suspensórios que ela usava. “Coisas incríveis e lindas. Conto tudo isso na minha autobiografia Tutti Pazzi Per Rita, lançada há dois anos e escrita em duas mãos em conjunto com o jornalista e escritor Emilio Targia.”

Além de cantar, Rita divide seu tempo com seu jardim – ela mora na Suíça há 50 anos – e família. “Duas ‘atividades’ que faço maravilhosamente bem e que adoro fazer”, diz. Mas quando o assunto é música, ela é direta. “A arte é maneira de educar para a vida. Se houvesse mais pessoas atentas à beleza que temos por aí, haveria muito menos crimes e criminosos”, acredita.

Rita ficou afastada dos palcos por um bom tempo. Havia decidido que, aos 60 anos, faria turnê de despedida, pois havia começado a cantar cedo e passado sua adolescência com várias responsabilidades. “É claro que eu não imaginava que o destino me faria, de um dia para o outro, ter uma intervenção cardiovascular bastante invasiva no tronco da aorta, obrigando-me a parar mesmo contra a minha vontade. Isso aconteceu em outubro de 2003.”

Em 2005 retomou forças e voltou aos palcos para dizer ‘adeus’. E disse. Passou anos cantando “só no chuveiro”. Até que o destino a colocou de volta à vida artística. Um amigo de sua juventude, Renato Zero, a chamou para alguns shows. “Ele insistiu tanto que eu fui lá. E fiz a melhor escolha da minha vida.” Em seguida, foi ao estúdio e gravou Masters, seu último disco, de 2013. “Música foi minha redenção. Foi a alavanca que me deu força e prestígio. E eu nunca serei grata o suficiente.” 

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