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Situação da Saúde gera atos violentos

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Neste ano ao menos seis enfermeiros foram
agredidos verbal ou fisicamente no Grande ABC


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

27/05/2017 | 07:00


 A falta de estrutura que precariza o serviço de Saúde desperta a revolta da população, fazendo muitas vezes com que essa ira se transforme em violência, verbal ou física, contra os profissionais que atuam na área, principalmente os do setor de enfermagem, contato inicial dos pacientes. Neste ano, ao menos seis trabalhadores do setor público – quatro em Santo André e dois em São Caetano – sofreram algum tipo de agressão. As prefeituras das demais cidades não forneceram informações a respeito do assunto.

No município andreense, as notificações foram comunicadas ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. A Prefeitura não informou se as quatro violências foram verbais ou físicas. Após o ocorrido, dois profissionais pediram afastamento do trabalho. Em São Caetano, durante internação de um paciente, familiar se desentendeu com duas funcionárias e, após alta, o parente retornou para agredi-las. Ambas ficaram afastadas por um mês.

Pesquisa realizada pelo Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo) revelou que 77% dos profissionais de enfermagem já sofreram violência no ambiente profissional. Pacientes e acompanhantes correspondem a 66,5% dos agressores. “Vivemos situação socioeconômica complicada. Com isso, a demanda por serviços de Saúde tem aumentado demasiadamente, serviços estes que estão aquém da complexidade de atendimento e isso pode gerar estresse”, fala a professora de Enfermagem da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Silvana Tognini. “A violência é um contexto sério, que deve ser levada a discussões amplas para que se elabore projetos que melhorem a qualidade de assistência da Saúde”, completa.

Dois anos atrás, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) União/Alvarenga, em São Bernardo, o auxiliar de enfermagem Luciano Rodrigues, 46 anos, foi agredido com tapa na orelha pelo namorado de uma mulher que aguardava atendimento. “A UPA estava lotada e foi durante a triagem, onde avaliamos quais casos precisam de prioridade.”

A enfermeira Amanda Rodrigues Guedes Fernandes, 30, que trabalha em um hospital público em Santo André, conta que a violência verbal é quase que diária. “A falta de estrutura e a superlotação dos serviços acabam caindo sobre a enfermagem, que está sempre na linha de frente nos serviços de Saúde. Mas precisam entender que somos importantes para a recuperação ou prevenção de doenças.”

Hoje, às 8h30, o Coren-SP promove caminhada em Santo André, partindo da Praça do Carmo, visando mostrar que a violência não resolve os problemas da Saúde. O ato deve contar com o prefeito Paulo Serra (PSDB).



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Situação da Saúde gera atos violentos

Neste ano ao menos seis enfermeiros foram
agredidos verbal ou fisicamente no Grande ABC

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

27/05/2017 | 07:00


 A falta de estrutura que precariza o serviço de Saúde desperta a revolta da população, fazendo muitas vezes com que essa ira se transforme em violência, verbal ou física, contra os profissionais que atuam na área, principalmente os do setor de enfermagem, contato inicial dos pacientes. Neste ano, ao menos seis trabalhadores do setor público – quatro em Santo André e dois em São Caetano – sofreram algum tipo de agressão. As prefeituras das demais cidades não forneceram informações a respeito do assunto.

No município andreense, as notificações foram comunicadas ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. A Prefeitura não informou se as quatro violências foram verbais ou físicas. Após o ocorrido, dois profissionais pediram afastamento do trabalho. Em São Caetano, durante internação de um paciente, familiar se desentendeu com duas funcionárias e, após alta, o parente retornou para agredi-las. Ambas ficaram afastadas por um mês.

Pesquisa realizada pelo Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo) revelou que 77% dos profissionais de enfermagem já sofreram violência no ambiente profissional. Pacientes e acompanhantes correspondem a 66,5% dos agressores. “Vivemos situação socioeconômica complicada. Com isso, a demanda por serviços de Saúde tem aumentado demasiadamente, serviços estes que estão aquém da complexidade de atendimento e isso pode gerar estresse”, fala a professora de Enfermagem da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Silvana Tognini. “A violência é um contexto sério, que deve ser levada a discussões amplas para que se elabore projetos que melhorem a qualidade de assistência da Saúde”, completa.

Dois anos atrás, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) União/Alvarenga, em São Bernardo, o auxiliar de enfermagem Luciano Rodrigues, 46 anos, foi agredido com tapa na orelha pelo namorado de uma mulher que aguardava atendimento. “A UPA estava lotada e foi durante a triagem, onde avaliamos quais casos precisam de prioridade.”

A enfermeira Amanda Rodrigues Guedes Fernandes, 30, que trabalha em um hospital público em Santo André, conta que a violência verbal é quase que diária. “A falta de estrutura e a superlotação dos serviços acabam caindo sobre a enfermagem, que está sempre na linha de frente nos serviços de Saúde. Mas precisam entender que somos importantes para a recuperação ou prevenção de doenças.”

Hoje, às 8h30, o Coren-SP promove caminhada em Santo André, partindo da Praça do Carmo, visando mostrar que a violência não resolve os problemas da Saúde. O ato deve contar com o prefeito Paulo Serra (PSDB).

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