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Entrevista: especialista dá dicas para viajar à Itália

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Beatriz Ceschim
Do Rota de Férias

11/07/2019 | 14:18


A Itália é um lugar cheio de cultura e história. Cidades famosas, como Roma, Florença e Veneza, são alguns de seus destinos magníficos. Foram cenários como esses que conquistaram o coração de Ana Grassi, travel designer. Apaixonada pelo “país da bota”, a brasileira conversou com o Rota de Férias e compartilhou uma série de dicas para viajar à Itália. Confira:

LEIA MAIS: VERÃO NA ITÁLIA: CONHEÇA ROTEIROS ENCANTADORES
3 LUGARES NA ITÁLIA PARA FÃS DE AYRTON SENNA

Rota de Férias: Como começou a sua paixão pela Itália?

Ana Grassi: A paixão pela Itália nasceu comigo!

Meus avós são imigrantes italianos. Por isso, vivíamos numa mistura da cultura italiana e brasileira, almoçando espaguete com pastel todo domingo. Meu avô cantava serenatas desafinadas em italiano para minha avó e divertia os netos com diversas músicas. Assim, fui me aproximando do país de uma forma emotiva e amorosa. Tinha sede e vontade de conhecê-lo, de entender melhor a cultura e de voltar às raízes.

Foi então que decidi aprender a língua italiana moderna, já que, como todos os imigrantes, meus avós falavam somente o dialeto da região de proveniência. Estudei na Università per Stranieri di Perugia e no “país da bota”, me encontrei. Depois dos estudos voltei ao Brasil, porque queria ser a ponte entre os dois países. Queria ser a pessoa que desmistifica os estereótipos e apresenta a Itália verdadeira como ela é, e não somente como os turistas a enxergam. Desejava mostrar toda a sua magnitude e seu esplendor.

RF: Qual foi a situação mais curiosa que viveu no país?

AG: Infelizmente não vou poder dar muitos detalhes, mas a situação mais inusitada que vivi no país foi ter sido hóspede de uma suposta família mafiosa siciliana.

RF: Quais são os lugares que você mais indica para comer?

AG: Indico os restaurantes “verace” (verídico, em italiano), aqueles onde quem pilota o fogão é apaixonado pela tradição culinária de sua região. Claro que vale a pena conhecer a cozinha conceitual dos famosos chefes estrelados, mas quando você experimentar um prato que foi preparado com o amor, com ingredientes colhidos a poucos metros do restaurante, vai sentir o que é realmente “alimentar a alma”.

RF: Quais são os costumes mais diferentes do país?

AG: Meus clientes pedem “restaurante com música” e isso na Itália é quase uma heresia. Para eles, comer ouvindo uma banda é um desrespeito à comida e aos artistas. Além disso, existem vários pequenos costumes, a maior parte deles relacionados à comida. Entre eles, não tomar cappuccino depois das 11h nem após o almoço, não quebrar o spaghetti, comer somente doce no café da manhã, comer pizza com a mão e sempre com cerveja.

RF: Você tem algumas dicas para brasileiros que já conhecem a Itália? Sobre coisas interessantes que só os locais sabem?

AG: A maior dica que posso dar aos brasileiros que visitam a Itália é: escutem o coração de vocês na hora de definir o itinerário. O que vejo muito são pessoas que visitam esta ou aquela cidade porque alguém indicou. Mas, na verdade, o que faz sentido para uma pessoa pode não fazer para outra. Seja coerente com seu estilo viajante e seus desejos.

Uma outra dica de ouro é: aprender o mínimo de italiano para garimpar dicas diretamente com os locais. Eles sabem exatamente aquele lugarzinho especial que carrega toda a autenticidade da cultura italiana e não é tão frequentado pelos turistas.

RF: Quais são suas dicas para viajar à Itália pela primeira vez?

AG: Após definir o itinerário, a palavra de ordem é “organização”! Compre tudo antecipadamente: bilhetes de trem, ingressos e traslados. Contrate guias e passeios especiais.

RF: Qual a melhor época para viajar para a Itália?

AG: Para destinos de praia, os melhores meses são junho e setembro. Para quem tem interesse em esportes de inverno, a melhor época é entre janeiro e fevereiro. Julho e agosto são os meses com maior fluxo de turistas. Então, se a sua ideia é visitar cidades que fazem parte de um itinerário clássico (Roma, Florença, Veneza), evite-os.

RF: Quais lugares não podem faltar num roteiro pela Itália?

AG: Para quem quer conhecer a Itália clássica, o imperdível ficará sempre no eixo Roma, Florença, Veneza e Milão. Entretanto, em mais de 10 anos trabalhando como Travel Designer, nunca desenhei uma viagem igual a outra. Isso porque as pessoas são diferentes e cada um tem no seu imaginário a Itália dos seus sonhos. E os lugares que não podem ficar de fora de um roteiro são aqueles onde seja possível viver esse sonho!

Fotos da Itália



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Entrevista: especialista dá dicas para viajar à Itália

Beatriz Ceschim
Do Rota de Férias

11/07/2019 | 14:18


A Itália é um lugar cheio de cultura e história. Cidades famosas, como Roma, Florença e Veneza, são alguns de seus destinos magníficos. Foram cenários como esses que conquistaram o coração de Ana Grassi, travel designer. Apaixonada pelo “país da bota”, a brasileira conversou com o Rota de Férias e compartilhou uma série de dicas para viajar à Itália. Confira:

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3 LUGARES NA ITÁLIA PARA FÃS DE AYRTON SENNA

Rota de Férias: Como começou a sua paixão pela Itália?

Ana Grassi: A paixão pela Itália nasceu comigo!

Meus avós são imigrantes italianos. Por isso, vivíamos numa mistura da cultura italiana e brasileira, almoçando espaguete com pastel todo domingo. Meu avô cantava serenatas desafinadas em italiano para minha avó e divertia os netos com diversas músicas. Assim, fui me aproximando do país de uma forma emotiva e amorosa. Tinha sede e vontade de conhecê-lo, de entender melhor a cultura e de voltar às raízes.

Foi então que decidi aprender a língua italiana moderna, já que, como todos os imigrantes, meus avós falavam somente o dialeto da região de proveniência. Estudei na Università per Stranieri di Perugia e no “país da bota”, me encontrei. Depois dos estudos voltei ao Brasil, porque queria ser a ponte entre os dois países. Queria ser a pessoa que desmistifica os estereótipos e apresenta a Itália verdadeira como ela é, e não somente como os turistas a enxergam. Desejava mostrar toda a sua magnitude e seu esplendor.

RF: Qual foi a situação mais curiosa que viveu no país?

AG: Infelizmente não vou poder dar muitos detalhes, mas a situação mais inusitada que vivi no país foi ter sido hóspede de uma suposta família mafiosa siciliana.

RF: Quais são os lugares que você mais indica para comer?

AG: Indico os restaurantes “verace” (verídico, em italiano), aqueles onde quem pilota o fogão é apaixonado pela tradição culinária de sua região. Claro que vale a pena conhecer a cozinha conceitual dos famosos chefes estrelados, mas quando você experimentar um prato que foi preparado com o amor, com ingredientes colhidos a poucos metros do restaurante, vai sentir o que é realmente “alimentar a alma”.

RF: Quais são os costumes mais diferentes do país?

AG: Meus clientes pedem “restaurante com música” e isso na Itália é quase uma heresia. Para eles, comer ouvindo uma banda é um desrespeito à comida e aos artistas. Além disso, existem vários pequenos costumes, a maior parte deles relacionados à comida. Entre eles, não tomar cappuccino depois das 11h nem após o almoço, não quebrar o spaghetti, comer somente doce no café da manhã, comer pizza com a mão e sempre com cerveja.

RF: Você tem algumas dicas para brasileiros que já conhecem a Itália? Sobre coisas interessantes que só os locais sabem?

AG: A maior dica que posso dar aos brasileiros que visitam a Itália é: escutem o coração de vocês na hora de definir o itinerário. O que vejo muito são pessoas que visitam esta ou aquela cidade porque alguém indicou. Mas, na verdade, o que faz sentido para uma pessoa pode não fazer para outra. Seja coerente com seu estilo viajante e seus desejos.

Uma outra dica de ouro é: aprender o mínimo de italiano para garimpar dicas diretamente com os locais. Eles sabem exatamente aquele lugarzinho especial que carrega toda a autenticidade da cultura italiana e não é tão frequentado pelos turistas.

RF: Quais são suas dicas para viajar à Itália pela primeira vez?

AG: Após definir o itinerário, a palavra de ordem é “organização”! Compre tudo antecipadamente: bilhetes de trem, ingressos e traslados. Contrate guias e passeios especiais.

RF: Qual a melhor época para viajar para a Itália?

AG: Para destinos de praia, os melhores meses são junho e setembro. Para quem tem interesse em esportes de inverno, a melhor época é entre janeiro e fevereiro. Julho e agosto são os meses com maior fluxo de turistas. Então, se a sua ideia é visitar cidades que fazem parte de um itinerário clássico (Roma, Florença, Veneza), evite-os.

RF: Quais lugares não podem faltar num roteiro pela Itália?

AG: Para quem quer conhecer a Itália clássica, o imperdível ficará sempre no eixo Roma, Florença, Veneza e Milão. Entretanto, em mais de 10 anos trabalhando como Travel Designer, nunca desenhei uma viagem igual a outra. Isso porque as pessoas são diferentes e cada um tem no seu imaginário a Itália dos seus sonhos. E os lugares que não podem ficar de fora de um roteiro são aqueles onde seja possível viver esse sonho!

Fotos da Itália

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