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Dólar fecha no menor valor desde 28 de fevereiro por otimismo com Previdência

Marcello Casal Jr./Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


10/07/2019 | 18:22


O dólar operou o dia todo em queda e fechou na menor cotação desde 28 de fevereiro, quando terminou em R$ 3,7535. Otimismo com a reforma da Previdência, que pode ser aprovada hoje no plenário da Câmara em primeiro turno, e a sinalização do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que está pronto para cortar os juros na maior economia do mundo, levaram os investidores a vender a moeda americana. O dólar à vista encerrou a quarta-feira em R$ 3,7568, em queda de 0,77%, o terceiro maior recuo em uma lista de 34 moedas internacionais.

Operadores veem chance de quedas adicionais do dólar se o texto-base for aprovado na noite desta quarta-feira. "Se a aprovação vier hoje à noite, a moeda abre amanhã ainda mais para baixo", destaca o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem. A dúvida, porém, é para quanto a moeda pode recuar. Ele acredita que se a Previdência seguir avançando e outras reformas também caminharem, como a tributária, a moeda americana pode cair para a casa dos R$ 3,50.

O economista-chefe para América Latina do ING, Gustavo Rangel, vê a moeda americana mais perto dos R$ 3,60 em um cenário com as reformas aprovadas do que dos R$ 3,40. "O real deve ter um rali, mas de extensão limitada." Uma das razões é que a aprovação deve levar o Banco Central a cortar os juros, em um ciclo que pode chegar a 150 pontos-base, o que reduz a atratividade internacional do real e estimula ainda mais o uso da moeda brasileira como hedge para outras operações, movimento que já vem acontecendo nas últimas semanas.

Operadores destacam que o real já vem mostrando um "atraso" em relação a outros ativos, como o Ibovespa, que hoje chegou a superar os inéditos 106 mil pontos, e os juros futuros, com as taxas em queda há várias semanas. O gestor de investimentos da Western Asset, Adauto Lima, observa que a reação mais lenta do câmbio pode ser reflexo da busca da moeda brasileira por hedge pelos investidores, além da forte saída de recursos de estrangeiros em junho. Lima ressalta que a perspectiva de aprovação de uma reforma da Previdência com economia fiscal importante e as sinalizações de corte de juros nos EUA estão por trás do otimismo dos agentes.

No mercado internacional, o dólar operou em queda generalizada, tanto ante divisas de países desenvolvidos, como o euro e a libra, como ante moedas emergentes. Tanto o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, no Congresso, como a ata da última reunião de política monetária dos dirigentes da instituição, sinalizaram corte de juros em breve.



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Dólar fecha no menor valor desde 28 de fevereiro por otimismo com Previdência


10/07/2019 | 18:22


O dólar operou o dia todo em queda e fechou na menor cotação desde 28 de fevereiro, quando terminou em R$ 3,7535. Otimismo com a reforma da Previdência, que pode ser aprovada hoje no plenário da Câmara em primeiro turno, e a sinalização do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que está pronto para cortar os juros na maior economia do mundo, levaram os investidores a vender a moeda americana. O dólar à vista encerrou a quarta-feira em R$ 3,7568, em queda de 0,77%, o terceiro maior recuo em uma lista de 34 moedas internacionais.

Operadores veem chance de quedas adicionais do dólar se o texto-base for aprovado na noite desta quarta-feira. "Se a aprovação vier hoje à noite, a moeda abre amanhã ainda mais para baixo", destaca o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem. A dúvida, porém, é para quanto a moeda pode recuar. Ele acredita que se a Previdência seguir avançando e outras reformas também caminharem, como a tributária, a moeda americana pode cair para a casa dos R$ 3,50.

O economista-chefe para América Latina do ING, Gustavo Rangel, vê a moeda americana mais perto dos R$ 3,60 em um cenário com as reformas aprovadas do que dos R$ 3,40. "O real deve ter um rali, mas de extensão limitada." Uma das razões é que a aprovação deve levar o Banco Central a cortar os juros, em um ciclo que pode chegar a 150 pontos-base, o que reduz a atratividade internacional do real e estimula ainda mais o uso da moeda brasileira como hedge para outras operações, movimento que já vem acontecendo nas últimas semanas.

Operadores destacam que o real já vem mostrando um "atraso" em relação a outros ativos, como o Ibovespa, que hoje chegou a superar os inéditos 106 mil pontos, e os juros futuros, com as taxas em queda há várias semanas. O gestor de investimentos da Western Asset, Adauto Lima, observa que a reação mais lenta do câmbio pode ser reflexo da busca da moeda brasileira por hedge pelos investidores, além da forte saída de recursos de estrangeiros em junho. Lima ressalta que a perspectiva de aprovação de uma reforma da Previdência com economia fiscal importante e as sinalizações de corte de juros nos EUA estão por trás do otimismo dos agentes.

No mercado internacional, o dólar operou em queda generalizada, tanto ante divisas de países desenvolvidos, como o euro e a libra, como ante moedas emergentes. Tanto o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, no Congresso, como a ata da última reunião de política monetária dos dirigentes da instituição, sinalizaram corte de juros em breve.

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