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Grupo que estava perdido na Serra do Mar é resgatado


Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

17/03/2011 | 07:03


Equipes do Corpo de Bombeiros e do COE (Comando de Operações Especiais) da Polícia Militar, com ajuda do Helicóptero Águia, encontraram na manhã de ontem os seis homens que estavam perdidos desde o fim da tarde de domingo no Parque Estadual da Serra do Mar. Eles foram encontrados sem ferimentos graves.

Foi por volta das 9h30 que o Helicóptero Águia da Polícia Militar, com bombeiros a bordo, localizou o grupo no fim de uma trilha que leva ao Rio Mogi, dentro do parque estadual, área conhecida como Vale da Morte, próximo de Cubatão. Segundo o capitão Salvador Alves Diniz Filho, dos Bombeiros de Santos, o primeiro homem foi resgatado com ajuda de uma cesta por estar com os pés machucados. Depois, o helicóptero ficou mais próximo ao chão e jogou uma escada, por onde os homens subiram. Toda a operação levou cerca de uma hora.

Segundo o Pronto-Socorro Municipal de Cubatão, para onde foram levados, eles apresentaram quadro de hipotermia e náuseas devido à exposição ao frio e chuva e à falta de alimentação. Todos passam bem e foram liberados no início da tarde de ontem. São eles: Luciano de Oliveira, 31 anos, Antonio Ribeiro de Barros, 30, e Alberto Ribeiro de Barros, 28, de Mauá; Vagner Felipelli, 51, escrivão de polícia, de Santo André; Sebastião Barbosa da Silva, 57, de Santo André; e José Carlos Duarte Sapucaia, 52, da Capital.

O motorista Sérgio César Ernandes, 37, também fazia parte do grupo, mas foi ele quem conseguiu caminhar até a Rodovia Piaçaguera e chegar em Santos, na segunda-feira, e avisar familiares, que acionaram os bombeiros.

O grupo de quatro pessoas saiu no domingo pela manhã para passear na trilha da Cachoeira da Fumaça, na altura do km 43 da Rodovia Antônio Adib Chammas (SP-122), em Paranapiacaba, Santo André. De lá, avistaram a Cachoeira da Garganta do Diabo e decidiram ir até lá. No caminho de volta, já perdidos, encontraram outras três pessoas que também não achavam o caminho de volta.

Bombeiros contabilizam seis casos no ano 

Levantamento do Corpo de Bombeiros contabiliza seis resgates em 2010. No ano anterior, cinco pessoas foram resgatadas também com auxílio de helicóptero. Em outubro de 2007, o cabeleireiro André Luiz Pimentel, 21 anos, conseguiu sair da mata depois de passar 75 horas desaparecido no Vale da Morte, uma das trilhas mais perigosas da Serra do Mar, que vai de Paranapiacaba até Cubatão. Ele foi encontrado cambaleando na trilha, próximo da SP-122.

"Quase todos os fins de semana temos casos de pessoas perdidas. No domingo passado (dia 6) encontrei duas adolescentes, uma de Ribeirão Pires e outra de Rio Grande da Serra. Elas seguiram com a gente o restante do caminho e as deixei em segurança", contou o monitor ambiental Pedro Nascimento, 45 anos, que é coordenador de comissão de monitores da Vila de Paranapiacaba.

Ele classifica a trilha que vai para a Cachoeira da Garganta do Diabo, onde os homens se perderam, como perigosa. "Até a cachoeira da Fumaça leva cerca de duas horas e meia, e a trilha tem nível médio. Para descer de lá até a garganta, num paredão mais abaixo, é mais difícil. Mas para ir é possível. O complicado é encontrar o caminho de volta", disse.



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Grupo que estava perdido na Serra do Mar é resgatado

Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

17/03/2011 | 07:03


Equipes do Corpo de Bombeiros e do COE (Comando de Operações Especiais) da Polícia Militar, com ajuda do Helicóptero Águia, encontraram na manhã de ontem os seis homens que estavam perdidos desde o fim da tarde de domingo no Parque Estadual da Serra do Mar. Eles foram encontrados sem ferimentos graves.

Foi por volta das 9h30 que o Helicóptero Águia da Polícia Militar, com bombeiros a bordo, localizou o grupo no fim de uma trilha que leva ao Rio Mogi, dentro do parque estadual, área conhecida como Vale da Morte, próximo de Cubatão. Segundo o capitão Salvador Alves Diniz Filho, dos Bombeiros de Santos, o primeiro homem foi resgatado com ajuda de uma cesta por estar com os pés machucados. Depois, o helicóptero ficou mais próximo ao chão e jogou uma escada, por onde os homens subiram. Toda a operação levou cerca de uma hora.

Segundo o Pronto-Socorro Municipal de Cubatão, para onde foram levados, eles apresentaram quadro de hipotermia e náuseas devido à exposição ao frio e chuva e à falta de alimentação. Todos passam bem e foram liberados no início da tarde de ontem. São eles: Luciano de Oliveira, 31 anos, Antonio Ribeiro de Barros, 30, e Alberto Ribeiro de Barros, 28, de Mauá; Vagner Felipelli, 51, escrivão de polícia, de Santo André; Sebastião Barbosa da Silva, 57, de Santo André; e José Carlos Duarte Sapucaia, 52, da Capital.

O motorista Sérgio César Ernandes, 37, também fazia parte do grupo, mas foi ele quem conseguiu caminhar até a Rodovia Piaçaguera e chegar em Santos, na segunda-feira, e avisar familiares, que acionaram os bombeiros.

O grupo de quatro pessoas saiu no domingo pela manhã para passear na trilha da Cachoeira da Fumaça, na altura do km 43 da Rodovia Antônio Adib Chammas (SP-122), em Paranapiacaba, Santo André. De lá, avistaram a Cachoeira da Garganta do Diabo e decidiram ir até lá. No caminho de volta, já perdidos, encontraram outras três pessoas que também não achavam o caminho de volta.

Bombeiros contabilizam seis casos no ano 

Levantamento do Corpo de Bombeiros contabiliza seis resgates em 2010. No ano anterior, cinco pessoas foram resgatadas também com auxílio de helicóptero. Em outubro de 2007, o cabeleireiro André Luiz Pimentel, 21 anos, conseguiu sair da mata depois de passar 75 horas desaparecido no Vale da Morte, uma das trilhas mais perigosas da Serra do Mar, que vai de Paranapiacaba até Cubatão. Ele foi encontrado cambaleando na trilha, próximo da SP-122.

"Quase todos os fins de semana temos casos de pessoas perdidas. No domingo passado (dia 6) encontrei duas adolescentes, uma de Ribeirão Pires e outra de Rio Grande da Serra. Elas seguiram com a gente o restante do caminho e as deixei em segurança", contou o monitor ambiental Pedro Nascimento, 45 anos, que é coordenador de comissão de monitores da Vila de Paranapiacaba.

Ele classifica a trilha que vai para a Cachoeira da Garganta do Diabo, onde os homens se perderam, como perigosa. "Até a cachoeira da Fumaça leva cerca de duas horas e meia, e a trilha tem nível médio. Para descer de lá até a garganta, num paredão mais abaixo, é mais difícil. Mas para ir é possível. O complicado é encontrar o caminho de volta", disse.

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