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Bom senso como remédio


Do Diário do Grande Abc

31/03/2020 | 10:59


A parceria entre a Prefeitura de Mauá e um hospital particular se transforma em marco no combate à Covid-19. Pela primeira vez o poder público e uma instituição privada se unem para oferecer apoio às pessoas que, fatalmente, serão atingidas pelo crescimento exponencial do novo coronavírus e ficarão doentes.

Pelo acordo, o Hospital Vital vai disponibilizar cinco leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e outros 24 de enfermaria para abrigar munícipes que não possuem convênio médico e que irão precisar de assistência. Claro que o serviço não será gratuito. O Executivo mauaense repassará à instituição valores correspondentes à tabela do SUS (Sistema Único da Saúde), sendo R$ 1.313 pelos espaços na UTI e R$ 280 pelas diárias de enfermaria.

Ter onde socorrer os doentes torna-se alento. Essa é uma das razões para o incentivo ao isolamento social. A permanência dos indivíduos em casa tem como único objetivo retardar o pico da infecção e, desta forma, o serviço de saúde ter como atender aos que necessitam. Se todos ficassem doentes ao mesmo tempo, não haveria equipamentos nem profissionais que dessem conta.

O Grande ABC possui outros grandes centros hospitalares. Alguns deles, inclusive, pertencentes a redes com unidades distribuídas por várias partes do País. Locais bem equipados e modernos. Entretanto, ao que tudo indica, ficarão restritos ao uso daqueles que podem pagar pelo direito de ter um plano de saúde.

Será que a parceria formalizada em Mauá não poderia servir de inspiração? Será que todos os leitos da iniciativa privada vão ser usados? Será que com um pouco de conversa entre prefeitos, secretários de Saúde e administradores dessas redes não poderiam surgir outras parcerias?

Toda acomodação será necessária e bem-vinda. Por isso, é fundamental que os envolvidos em questão tão delicada, que significa a manutenção da vida ou a morte de um ser humano, tenham bom senso. A população do Grande ABC só tem a agradecer.
 



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Bom senso como remédio

Do Diário do Grande Abc

31/03/2020 | 10:59


A parceria entre a Prefeitura de Mauá e um hospital particular se transforma em marco no combate à Covid-19. Pela primeira vez o poder público e uma instituição privada se unem para oferecer apoio às pessoas que, fatalmente, serão atingidas pelo crescimento exponencial do novo coronavírus e ficarão doentes.

Pelo acordo, o Hospital Vital vai disponibilizar cinco leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e outros 24 de enfermaria para abrigar munícipes que não possuem convênio médico e que irão precisar de assistência. Claro que o serviço não será gratuito. O Executivo mauaense repassará à instituição valores correspondentes à tabela do SUS (Sistema Único da Saúde), sendo R$ 1.313 pelos espaços na UTI e R$ 280 pelas diárias de enfermaria.

Ter onde socorrer os doentes torna-se alento. Essa é uma das razões para o incentivo ao isolamento social. A permanência dos indivíduos em casa tem como único objetivo retardar o pico da infecção e, desta forma, o serviço de saúde ter como atender aos que necessitam. Se todos ficassem doentes ao mesmo tempo, não haveria equipamentos nem profissionais que dessem conta.

O Grande ABC possui outros grandes centros hospitalares. Alguns deles, inclusive, pertencentes a redes com unidades distribuídas por várias partes do País. Locais bem equipados e modernos. Entretanto, ao que tudo indica, ficarão restritos ao uso daqueles que podem pagar pelo direito de ter um plano de saúde.

Será que a parceria formalizada em Mauá não poderia servir de inspiração? Será que todos os leitos da iniciativa privada vão ser usados? Será que com um pouco de conversa entre prefeitos, secretários de Saúde e administradores dessas redes não poderiam surgir outras parcerias?

Toda acomodação será necessária e bem-vinda. Por isso, é fundamental que os envolvidos em questão tão delicada, que significa a manutenção da vida ou a morte de um ser humano, tenham bom senso. A população do Grande ABC só tem a agradecer.
 

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