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Felino sem manchas

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Do Diário do Grande ABC

24/04/2011 | 07:00


Nada de rosetas (pintas que parecem flor) ou manchas. A pelagem do gato-mourisco é diferente da maioria dos parentes, como a onça-pintada e a jaguatirica. A coloração dos pelos varia bastante, podendo ser marrom-escura, acinzentada ou avermelhada. Além disso, é o único que tem pupila redonda (parecida com a nossa) e não vertical como a dos outros felinos.

Tem porte médio e corpo bem alongado, medindo cerca de 65 cm. A cauda também é comprida: 40 cm. A cabeça é pequena e achatada e as orelhas curtas e arredondadas.

Sabe-se que é solitário e diurno, por isso, é a espécie brasileira mais facilmente avistada. No entanto, também pode se movimentar à noite. Carnívoro, alimenta-se de pequenos e médios mamíferos, répteis, anfíbios, peixes, além de frutas e invertebrados.

É encontrado desde o Sul dos Estados Unidos até o Norte da Argentina. Está no Brasil todo, com exceção do Rio Grande do Sul. O habitat é bastante variado; inclui florestas tropicais e subtropicais, caatinga e pantanal. É visto com frequência perto da água.

A gestação dura cerca de 75 dias. A fêmea tem de um a quatro filhotes por vez, que são alimentados e abrigados em tocas ou em buracos nos troncos de árvores. Está pronto para se reproduzir a partir dos 2 anos.

 

Saiba mais

- Apesar de viver principalmente em áreas abertas, o gato-mourisco tem garras fortes e muita habilidade para escalar árvores.

- A destruição do habitat natural é a principal ameaça ao felino, que pode atacar galinheiros em busca de alimento. Apesar disso, tem bom nível de conservação no Brasil; não está ameaçado de extinção nacionalmente, apenas em algumas áreas. A situação da espécie é grave nos Estados Unidos, onde se tornou rara.

A coluna Bicho do mês é feita com a colaboração da bióloga Catia Melo, da Divisão de Ensino e Divulgação do Zoológico de São Paulo

 

São fundamentais para a natureza

No mundo existem 36 espécies de felinos. Oito delas podem ser encontradas no Brasil: onça-pintada, suçuarana, jaguatirica, maracajá, gato-mourisco, gato-palheiro, gato-do-mato-pequeno e gato-do-mato-grande.

De todas as espécies brasileiras, apenas o gato-do-mato-pequeno faz parte da lista mundial da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) de animais ameaçados de extinção. Entretanto, isso não significa que outras não possam desaparecer em pouco tempo.

A onça-pintada, por exemplo, integra a lista nacional de animais ameaçados. O maior felino do País corre muito perigo principalmente na Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado. A situação do bicho é pouco melhor somente na Amazônia.

E por que esses animais são tão importantes? É que contribuem com a riqueza de espécies de uma área. Outros animais e até a vegetação do lugar são influenciados por eles. Caso desapareçam, vai acontecer desequilíbrio da natureza; o número de alguns bichos pode aumentar muito e outros podem desaparecer.

Além da caça ilegal, a perda de habitat natural para a agropecuária e atropelamento em rodovias são as principais ameaças aos felinos.

 

Consultoria de Tadeu Gomes de Oliveira, professor da Universidade Estadual do Maranhão e pesquisador do Instituto Pró-Carnívoros



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Felino sem manchas

Do Diário do Grande ABC

24/04/2011 | 07:00


Nada de rosetas (pintas que parecem flor) ou manchas. A pelagem do gato-mourisco é diferente da maioria dos parentes, como a onça-pintada e a jaguatirica. A coloração dos pelos varia bastante, podendo ser marrom-escura, acinzentada ou avermelhada. Além disso, é o único que tem pupila redonda (parecida com a nossa) e não vertical como a dos outros felinos.

Tem porte médio e corpo bem alongado, medindo cerca de 65 cm. A cauda também é comprida: 40 cm. A cabeça é pequena e achatada e as orelhas curtas e arredondadas.

Sabe-se que é solitário e diurno, por isso, é a espécie brasileira mais facilmente avistada. No entanto, também pode se movimentar à noite. Carnívoro, alimenta-se de pequenos e médios mamíferos, répteis, anfíbios, peixes, além de frutas e invertebrados.

É encontrado desde o Sul dos Estados Unidos até o Norte da Argentina. Está no Brasil todo, com exceção do Rio Grande do Sul. O habitat é bastante variado; inclui florestas tropicais e subtropicais, caatinga e pantanal. É visto com frequência perto da água.

A gestação dura cerca de 75 dias. A fêmea tem de um a quatro filhotes por vez, que são alimentados e abrigados em tocas ou em buracos nos troncos de árvores. Está pronto para se reproduzir a partir dos 2 anos.

 

Saiba mais

- Apesar de viver principalmente em áreas abertas, o gato-mourisco tem garras fortes e muita habilidade para escalar árvores.

- A destruição do habitat natural é a principal ameaça ao felino, que pode atacar galinheiros em busca de alimento. Apesar disso, tem bom nível de conservação no Brasil; não está ameaçado de extinção nacionalmente, apenas em algumas áreas. A situação da espécie é grave nos Estados Unidos, onde se tornou rara.

A coluna Bicho do mês é feita com a colaboração da bióloga Catia Melo, da Divisão de Ensino e Divulgação do Zoológico de São Paulo

 

São fundamentais para a natureza

No mundo existem 36 espécies de felinos. Oito delas podem ser encontradas no Brasil: onça-pintada, suçuarana, jaguatirica, maracajá, gato-mourisco, gato-palheiro, gato-do-mato-pequeno e gato-do-mato-grande.

De todas as espécies brasileiras, apenas o gato-do-mato-pequeno faz parte da lista mundial da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) de animais ameaçados de extinção. Entretanto, isso não significa que outras não possam desaparecer em pouco tempo.

A onça-pintada, por exemplo, integra a lista nacional de animais ameaçados. O maior felino do País corre muito perigo principalmente na Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado. A situação do bicho é pouco melhor somente na Amazônia.

E por que esses animais são tão importantes? É que contribuem com a riqueza de espécies de uma área. Outros animais e até a vegetação do lugar são influenciados por eles. Caso desapareçam, vai acontecer desequilíbrio da natureza; o número de alguns bichos pode aumentar muito e outros podem desaparecer.

Além da caça ilegal, a perda de habitat natural para a agropecuária e atropelamento em rodovias são as principais ameaças aos felinos.

 

Consultoria de Tadeu Gomes de Oliveira, professor da Universidade Estadual do Maranhão e pesquisador do Instituto Pró-Carnívoros

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