Fechar
Publicidade

Sábado, 28 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Negociações terminam sem acordo sobre desarmamento norte-coreano


Da AFP

26/06/2004 | 10:29


A terceira série de negociações multilaterais, concluída neste sábado, em Pequim (China), não conseguiu chegar a um acordo sobre as modalidades e condições de um desarmamento nuclear da Coréia do Norte. As discussões tiveram a participação de membros do governo das duas Coréias, da China, da Rússia, do Japão e dos Estados Unidos.

Três rodadas de negociações nos últimos dez meses não conseguiram solucionar a crise iniciada em outubro de 2002, quando os Estados Unidos anunciaram que a Coréia do Norte desenvolvia um programa secreto de enriquecimento de urânio.

Atualmente, Pyongyang afirma que está disposta a abandonar seu arsenal nuclear, mas não reconhece a existência do programa relacionado ao urânio.

Porém, apesar de considerar um desmantelamento, exige que o bloqueio de seu programa seja imediatamente recompensado com uma ajuda de dois milhões de quilowatts de eletricidade, o equivalente a 2,6 milhões de toneladas de petróleo bruto.

Os Estados Unidos não aceitam uma simples paralisação e exigem que Pyongyang se comprometa a acabar com seu programa nuclear depois de um período preparatório de três meses, durante o qual Washington estaria disposto a examinar as necessidades econômicas e as garantias de segurança para o regime de Kim Jong-il.

"A Coréia do Norte está disposta a abandonar todas as suas armas nucleares e seus programas militares nucleares de forma transparente", declarou o chefe da delegação chinesa nas negociações, Wang Yi, durante uma entrevista coletiva.

Wang acrescentou que os principais pontos que ainda devem ser discutidos para acabar com a crise são o perímetro e os meios de acabar com o programa nuclear, além do perímetro de um futuro congelamento e suas contrapartidas.

"A Coréia do Norte e os Estados Unidos continuam com graves divergências nestas questões, mas essas divergências diminuíram", acrescentou.

Os Estados Unidos querem que a Coréia do Norte desmantele todos os seus programas nucleares.

A terceira série de negociações esteve a ponto de fracassar quando o chefe da delegação norte-coreana, Kim Kye-Gwan, disse ao representante norte-americano James Kelly que um grupo de pessoas e uma agência estavam interessadas em dotar a Coréia do Norte de armas nucleares para a realização de um teste nuclear.

No entanto, os Estados Unidos e a Coréia do Sul descartaram qualquer ameaça direta. O presidente dos EUA, George W. Bush, sempre disposto a acusar o Iraque de possuir armas de destruição em massa, afirmou que não era a primeira vez que os norte-coreanos falavam em mostrar seus meios dissuasivos.

No entanto, o Japão levou a ameaça a sério. Segundo a agência Kyodo, Pyongyang poderia ter testado um míssil de curto alcance um pouco antes do início das negociações desta semana.

Os Estados Unidos alegaram a falta de progressos nas conversações para vetar uma declaração conjunta, contra a opinião da China e da Coréia do Sul.

A quarta série de negociações está marcada para setembro em Pequim.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;