Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 28 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Confira as profissões em alta na região

Valdecir Galor/SMCS Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Áreas de vendas, RH, logística, tributária estão entre as que mais demandarão neste ano


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

04/01/2018 | 07:09


Quem está em busca de oportunidade de trabalho, seja para mudar de emprego ou para escolher que área estudar, pode se atentar às profissões que estão em alta no Grande ABC neste ano. Levantamento da Robert Half a pedido do Diário lista oito funções que devem ser mais demandadas por companhias dos setores automotivo, bens de consumo e químico. Geralmente, atendem a essas necessidades profissionais graduados em Economia, Administração, Contabilidade, Engenharia e Psicologia. Os salários vão de R$ 3.300 (analistas) a R$ 55 mil (diretores de grandes empresas).

Uma das áreas de atuação que mais irão contratar na região em 2018, conforme a gerente de recrutamento da Robert Half, Isis Borge, é a de vendas. “Com o objetivo de recuperar mercado perdido durante a crise econômica, muitas empresas no Grande ABC estão buscando se reinventar para voltar a crescer. E, para isso, elas procuram por profissionais que se disponham a visitar clientes para alavancar vendas e abrir mercado. Isso vale tanto para o mercadinho de bairro até grandes indústrias”, aponta.

Isis destaca que, como o intuito é contar com profissional de vendas externas, para trazer maior rentabilidade, as empresas estão ampliando seus quadros e trocando profissionais menos proativos por mais hunters (caçadores, na tradução para o português). “A preferência é por quem mora na região, já que essa pessoa tem mais chances de conhecer melhor a atuação da companhia. Além disso, quem tem maior qualidade de vida trabalha mais feliz e rende mais.” Neste caso, os salários vão de R$ 10,5 mil a R$ 55 mil.

Outra função de destaque é a de RH de desenvolvimento organizacional. “Na crise, as empresas reduziram o RH a departamento pessoal e deixaram para lá a parte de treinamento e estímulo. Com a retomada da economia, cresce a preocupação com a motivação dos profissionais e a retenção de talentos”, diz. Vencimentos vão de R$ 6.000 a R$ 15 mil.

Dentro do RH também há demanda por quem entende de folha de pagamento, principalmente por conta de mudanças no e-Social e por maior preocupação em economizar e render mais. “Com a automatização das informações relacionadas aos funcionários e às empresas, o Excel dá vez a softwares, e é preciso ter quem entenda disso. Outro ponto é que esse profissional vai identificar mais os erros e, ao evitá-los, aumentar a rentabilidade do negócio e evitar penalidades por parte do governo.” Neste caso, a renda pode chegar a R$ 18 mil.

Outra função com objetivo similar, que irá relatar as origens e os destinos de cada centavo da companhia, e fazer a interface entre diferentes áreas corporativas, é a de controladoria. “O Grande ABC se caracteriza por abrigar empresas do ramo industrial ou com estrutura familiar que, até então, não se atentavam a essa necessidade. Esse cenário de retomada traz essa preocupação, já existente em empresas de outros setores”, avalia. O rendimento obtido varia de R$ 10,5 mil a R$ 35 mil.

O profissional das áreas tributárias e fiscal também ganha destaque, pois ele ficará atento às mudanças nas leis e oportunidades de gerar caixa. “Firmas que atuam com importação, por exemplo, podem abater ou vender créditos de impostos e, com isso, elevar ganhos ou reduzir gastos. As montadoras também demandam esse perfil de profissional para obter incentivos do Inovar-Auto e do Reintegra.”

Complementarmente a essa área, surge a necessidade por advogado contencioso e tributário, que irá redigir os processos e fazer pleito junto aos governos com o intuito de economizar. O primeiro tem renda de R$ 3.300 a R$ 26 mil e, o segundo, de R$ 4.500 a R$ 18,8 mil.

Outra profissão que está relacionada à redução de custos é o gerente de logística. “A empresa que tem quem pense nesse processo reduz gastos e amplia vendas, ao fazer a ponte entre os diversos fornecedores e a linha de produção. Trata-se de cargo estratégico.” Vencimentos vão de R$ 5.000 a R$ 26 mil.

Por fim, área que algumas firmas estão criando agora é a de inteligência de mercado, que delineia estratégias de vendas da empresa. “Esse profissional fará análise dos fatos e dados e orientará os setores comercial e de marketing, que definirão qual público mirar e em quais regiões. Antes, isso era feito mais por achismo, sem detalhamento numérico. É uma área-chave”, diz. A renda varia de R$ 5.500 a R$ 9.500.

Lais orienta que, para localizar oportunidades, é preciso listar empresas que mais gosta, manter o Linkedin atualizado, fazer networking com quem atua nas áreas de interesse e ir a feiras do setor par fazer contato nos estandes e distribuir cartões de visita. “Muitas empresas do Grande ABC estão contratando nessas áreas. Basta procurar.”
 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;