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Secretário de Transportes será sabatinado por vereadores


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

27/02/2009 | 08:15


O Legislativo de Diadema está sabatinando o alto escalão do prefeito Mário Reali (PT). Coincidência ou não, os convidados são sempre os que vieram de fora da cidade. O próximo da lista será o secretário de Transportes, Ricardo Perez, que atuou em outras administrações petistas do Grande ABC, para falar de assunto indigesto: radares de velocidade.

A ideia de convidar Perez surgiu na sessão de ontem à tarde, após o vereador Célio Lucas de Almeida, o Célio Boi (PSB), tomar a tribuna para reclamar dos radares estáticos (móveis) espalhados pelas ruas do município.

"São radares escondidos dentro de moitas para meter a mão no bolso do trabalhador que ali passa", criticou o socialista. Irritado, Célio Boi prometeu até o fim do seu mandato, em uma ação politicamente incorreta, "jogar uma pedra" em um desses equipamentos. "Eu juro que vou quebrar qualquer dia desses", afirmou.

O colega de bancada do PSB, Wagner Feitoza, o Vaguinho do Conselho, criticou a insistência da Prefeitura em manter radares móveis e que funcionam em sistema de rodízio para pegar os motoristas de surpresa. "A indústria da multa em nossa cidade continua", afirmou Vaguinho, que há cerca de quatro anos tocou um abaixo-assinado que propunha um projeto de iniciativa popular para o fim dos radares móveis em Diadema - com pelo menos 13 mil adesões coletadas.

Em 2005, o líder do PT na Casa, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), hoje presidente, foi o autor de projeto com a mesma finalidade. Porém, a matéria foi adiada por 120 dias a pedido do então prefeito José de Filippi Júnior (PT). Depois, derrubada por nove votos a seis no plenário. Quatro anos depois, Maninho disse que mantém o mesmo pensamento. "Sou contra os radares móveis, mas não tenho expectativa e ilusão de que os vereadores votariam a favor desse projeto hoje", afirmou o petista, ao lembrar ter sido "voto vencido" na ocasião.

Os vereadores encaminharão ofício hoje para o secretário de Transportes. A reunião está marcada, a princípio, para o dia 5, às 10h, na Casa.

Prefeitura - A Prefeitura de Diadema informou que "funcionam na cidade 21 radares, sendo 17 fixos e quatro estáticos (móveis) - em 2005, eram 29 radares e quatro lombadas eletrônicas. A implementação do sistema de monitoramento por radar começou em 2001. O contrato com a prestadora do serviço vai até 2010".

Segundo a administração, "o município tem registrado queda no valor arrecadado com as infrações de trânsito. Em 2005, foram R$ 16,6 milhões em multas. Já em 2006, cerca de R$ 13 milhões; em 2007, R$ 12,6 milhões".



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Secretário de Transportes será sabatinado por vereadores

Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

27/02/2009 | 08:15


O Legislativo de Diadema está sabatinando o alto escalão do prefeito Mário Reali (PT). Coincidência ou não, os convidados são sempre os que vieram de fora da cidade. O próximo da lista será o secretário de Transportes, Ricardo Perez, que atuou em outras administrações petistas do Grande ABC, para falar de assunto indigesto: radares de velocidade.

A ideia de convidar Perez surgiu na sessão de ontem à tarde, após o vereador Célio Lucas de Almeida, o Célio Boi (PSB), tomar a tribuna para reclamar dos radares estáticos (móveis) espalhados pelas ruas do município.

"São radares escondidos dentro de moitas para meter a mão no bolso do trabalhador que ali passa", criticou o socialista. Irritado, Célio Boi prometeu até o fim do seu mandato, em uma ação politicamente incorreta, "jogar uma pedra" em um desses equipamentos. "Eu juro que vou quebrar qualquer dia desses", afirmou.

O colega de bancada do PSB, Wagner Feitoza, o Vaguinho do Conselho, criticou a insistência da Prefeitura em manter radares móveis e que funcionam em sistema de rodízio para pegar os motoristas de surpresa. "A indústria da multa em nossa cidade continua", afirmou Vaguinho, que há cerca de quatro anos tocou um abaixo-assinado que propunha um projeto de iniciativa popular para o fim dos radares móveis em Diadema - com pelo menos 13 mil adesões coletadas.

Em 2005, o líder do PT na Casa, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), hoje presidente, foi o autor de projeto com a mesma finalidade. Porém, a matéria foi adiada por 120 dias a pedido do então prefeito José de Filippi Júnior (PT). Depois, derrubada por nove votos a seis no plenário. Quatro anos depois, Maninho disse que mantém o mesmo pensamento. "Sou contra os radares móveis, mas não tenho expectativa e ilusão de que os vereadores votariam a favor desse projeto hoje", afirmou o petista, ao lembrar ter sido "voto vencido" na ocasião.

Os vereadores encaminharão ofício hoje para o secretário de Transportes. A reunião está marcada, a princípio, para o dia 5, às 10h, na Casa.

Prefeitura - A Prefeitura de Diadema informou que "funcionam na cidade 21 radares, sendo 17 fixos e quatro estáticos (móveis) - em 2005, eram 29 radares e quatro lombadas eletrônicas. A implementação do sistema de monitoramento por radar começou em 2001. O contrato com a prestadora do serviço vai até 2010".

Segundo a administração, "o município tem registrado queda no valor arrecadado com as infrações de trânsito. Em 2005, foram R$ 16,6 milhões em multas. Já em 2006, cerca de R$ 13 milhões; em 2007, R$ 12,6 milhões".

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