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Após ficar no quase nos Jogos, ex-velocista realiza sonho

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sílvio Morais ficou fora dos 100 m por dois décimos de segundo; hoje, conduzirá tocha


Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

23/07/2016 | 07:00


Respira fundo, espera o sinal e... corre! Essa foi a rotina de boa parte da vida do ex-velocista são-bernardense Sílvio Morais, 42 anos, que, por dois décimos de segundo, não representou o Grande ABC na prova dos 100 m nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona, e em 1996, em Atlanta. Ficou no quase. Mas não desta vez. O ex-atleta poderá realizar o sonho de participar do maior evento esportivo do mundo carregando a Tocha Olímpica em São Caetano.

“Já formatei várias coisas na cabeça, mas não sei qual vai ser minha reação. Sou emotivo por natureza e isso vai aflorar. Mas também vejo como um reconhecimento”, afirmou Morais.

Ele começou no atletismo em 1987, em São Bernardo, por ser veloz e ter participado dos Jogos Escolares. Ganhou títulos, mas a estrutura oferecida à época era um peso que o atrasava. A falta de pista para treinamentos era o principal obstáculo. Três anos depois do início, por orientação do técnico Jamir Silva, conhecido como Pneu, se transferiu para o Sesi de São Caetano, onde deslanchou orientado por treinadores como Pedro Rivail Attilio, o Pedrão, e Ezio Magalhães. Treinou ao lado de nomes como o andreense André Domingues, dono de duas medalhas olímpicas, e viveu a melhor fase esportiva. No entanto, ficou no quase em duas Olimpíadas.

“Em 1992, em Barcelona, fiquei a dois décimos do índice olímpico. Aconteceu o mesmo em Atlanta”, lembrou Morais, que, nas duas oportunidades, marcou tempo na casa dos 10s5, quando a marca a ser atingida era 10s3.

Em 1997, uma ruptura muscular na coxa esquerda o forçou a abandonar a carreira. “Talvez em 2000 tivesse grande chance, porque o amadurecimento do velocista é entre os 22 e os 28 anos”, projetou.

Um ano antes da lesão, ele havia se formado em Educação Física e decidiu passar o que aprendeu a crianças e jovens. Deu aula em diversos colégios em São Caetano, e foi coordenador do tênis de mesa da cidade entre 2004 e 2013, revelando parte dos atletas da Seleção Brasileira da modalidade. “Formamos esses atletas pelo trabalho de base. É gratificante porque hoje é uma referência. Mudou a gestão e o trabalho continuou. E hoje vemos o resultado”, completou.

Agora é possível entender porque Rose Morais, mulher do ex-velocista, o indicou para carregar o símbolo por intermédio da Nissan. Além de agradecer à ela, ele se lembra de quem o ajudou na carreira.

“Esses três técnicos (Pneu, Pedrão e Ezio) me deram condição de ser o atleta que fui e a pessoa que sou. Uma parte dessa conquista também devo a eles. Não fiz nada sozinho”, finalizou Morais.

Agora, ele não mais correrá para atingir um índice efêmero que lhe escapou por dois décimos de segundo, mas sim entrará para a história com uma corrida de 200 metros que, para ele, durará para a eternidade.

Zanetti e Marcelo Melo roubam a cena em São Caetano

Maior esperança brasileira de medalha de ouro olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, o ginasta Arthur Zanetti terá a honra de conduzir a tocha no último trecho em São Caetano, cidade onde nasceu e treina forte em busca do bicampeonato. Além dele, estará o tenista mineiro Marcelo Melo, número 6 do ranking mundial das duplas – ele já ocupou o topo da lista –, dono de 19 títulos nas quadras, sendo o mais importante deles o de Roland Garros, em 2015, ao lado do croata Ivan Dodig.

Além dos destaques esportivos, um australiano chamará atenção no revezamento – Geoffrey Papi-Watson. O jovem de 17 anos foi convidado pela Coca-Coca, patrocinadora dos Jogos, por ter um trabalho social voluntário que envolve bicicletas na Tasmânia, na Austrália.

“Estou empolgado para representar a Tasmânia e a Austrália no revezamento da tocha”, disse à imprensa australiana.



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