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Zé Maria: campanha com churrasco e socialismo


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

23/08/2010 | 07:17


Tarde ensolarada, reunião de amigos, churrasco e uma pitada de discurso socialista. Na passagem do candidato à Presidência pelo PSTU, Zé Maria, ontem na comunidade da Gamboa, em Santo André. Na ocasião, o postulante se posicionou contra o que chamou de "império do lucro".

Ele defendeu a inversão do atual sistema econômico "que privilegia os empresários". "A única parte verdadeira dos programas eleitorais (dos adversários) na televisão é a que fala sobre o crescimento da produção e da riqueza. O problema é que esse desenvolvimento não retorna à população, fica tudo nas mãos dos donos das companhias, proprietários de terras e banqueiros", discorreu Zé Maria, durante confraternização de funcionários da Volkswagen no Bar do Gabriel - ao contrário do candidato do PSDB, José Serra, que colocou uma festa falsa, numa favela produzida em estúdio, com pagode e churrasco, em sua inserção na televisão.

O socialista ressaltou que o Grande ABC "concentra a grande contradição" da atual situação brasileira. "Por um lado o País cresce muito, por outro há miséria, desemprego e maus serviços públicos."

Para reverter esse processo, o candidato que se desligou do PT em 1992 sugeriu a estatização das grandes empresas e bancos. "Para fazer um planejamento e dividir os recursos, o que proporcionará melhores salários e outras melhorias para os trabalhadores, que são os responsáveis por essa evolução", frisou Zé Maria, ao lembrar que essa ideologia já foi defendida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos anos 1980. "Mas ele preferiu se render ao sistema para chegar ao poder."

O candidato, que não aparece nas pesquisas de intenção de voto, reconheceu a dificuldade de obter êxito na eleição, mas continuará com a campanha. "Estou ciente do nosso espaço político, mas temos de cumprir nosso papel e levar nossa mensagem ao trabalhador."

Ele também reclamou da mídia "que só reconhece três candidaturas" ao Palácio do Planalto: a de Serra, de Dilma Rousseff (PT) e de Marina Silva (PV). "Somente os três aparecem em debates e entrevistas na televisão. Porque seus projetos pretendem manter o que já existe, privilegiando os empresários. Nós não aparecemos porque não é de interesse dos donos de emissoras. E a população na conhece nossas propostas."

O socialista defendeu o financiamento público de campanha para solucionar a falta de espaço nos meios de comunicação dos demais candidatos. "Mas com pouco dinheiro, só para fazer alguns panfletos. As propostas de cada um deve ser apresentada de maneira igualitária pela televisão."

O presidenciável pretende arrecadar entre R$ 250 mil a R$ 300 mil para financiar sua campanha. E, ao comparar com as outras chapas - a tucana pretende gastar R$ 180 milhões, a petista R$ 157 milhões e a verde, R$ 90 milhões -, mais uma vez critica a legislação eleitoral. "Os doadores dessas candidaturas serão beneficiados no futuro governo. O eleito não vai governar para que votou nele, vai governar para quem colaborou na campanha."

Mancha - O candidato ao governo de São Paulo pelo PSTU, Luiz Carlos Prates, o Mancha, também esteve na confraternização na Gamboa. Ele criticou o capitalismo, "responsável pelo desemprego e pela desigualdade", defendeu calote na dívida pública e disse que a ideologia de seu partido é "a alternativa" para tirar 67 milhões de brasileiros da pobreza.



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Zé Maria: campanha com churrasco e socialismo

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

23/08/2010 | 07:17


Tarde ensolarada, reunião de amigos, churrasco e uma pitada de discurso socialista. Na passagem do candidato à Presidência pelo PSTU, Zé Maria, ontem na comunidade da Gamboa, em Santo André. Na ocasião, o postulante se posicionou contra o que chamou de "império do lucro".

Ele defendeu a inversão do atual sistema econômico "que privilegia os empresários". "A única parte verdadeira dos programas eleitorais (dos adversários) na televisão é a que fala sobre o crescimento da produção e da riqueza. O problema é que esse desenvolvimento não retorna à população, fica tudo nas mãos dos donos das companhias, proprietários de terras e banqueiros", discorreu Zé Maria, durante confraternização de funcionários da Volkswagen no Bar do Gabriel - ao contrário do candidato do PSDB, José Serra, que colocou uma festa falsa, numa favela produzida em estúdio, com pagode e churrasco, em sua inserção na televisão.

O socialista ressaltou que o Grande ABC "concentra a grande contradição" da atual situação brasileira. "Por um lado o País cresce muito, por outro há miséria, desemprego e maus serviços públicos."

Para reverter esse processo, o candidato que se desligou do PT em 1992 sugeriu a estatização das grandes empresas e bancos. "Para fazer um planejamento e dividir os recursos, o que proporcionará melhores salários e outras melhorias para os trabalhadores, que são os responsáveis por essa evolução", frisou Zé Maria, ao lembrar que essa ideologia já foi defendida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos anos 1980. "Mas ele preferiu se render ao sistema para chegar ao poder."

O candidato, que não aparece nas pesquisas de intenção de voto, reconheceu a dificuldade de obter êxito na eleição, mas continuará com a campanha. "Estou ciente do nosso espaço político, mas temos de cumprir nosso papel e levar nossa mensagem ao trabalhador."

Ele também reclamou da mídia "que só reconhece três candidaturas" ao Palácio do Planalto: a de Serra, de Dilma Rousseff (PT) e de Marina Silva (PV). "Somente os três aparecem em debates e entrevistas na televisão. Porque seus projetos pretendem manter o que já existe, privilegiando os empresários. Nós não aparecemos porque não é de interesse dos donos de emissoras. E a população na conhece nossas propostas."

O socialista defendeu o financiamento público de campanha para solucionar a falta de espaço nos meios de comunicação dos demais candidatos. "Mas com pouco dinheiro, só para fazer alguns panfletos. As propostas de cada um deve ser apresentada de maneira igualitária pela televisão."

O presidenciável pretende arrecadar entre R$ 250 mil a R$ 300 mil para financiar sua campanha. E, ao comparar com as outras chapas - a tucana pretende gastar R$ 180 milhões, a petista R$ 157 milhões e a verde, R$ 90 milhões -, mais uma vez critica a legislação eleitoral. "Os doadores dessas candidaturas serão beneficiados no futuro governo. O eleito não vai governar para que votou nele, vai governar para quem colaborou na campanha."

Mancha - O candidato ao governo de São Paulo pelo PSTU, Luiz Carlos Prates, o Mancha, também esteve na confraternização na Gamboa. Ele criticou o capitalismo, "responsável pelo desemprego e pela desigualdade", defendeu calote na dívida pública e disse que a ideologia de seu partido é "a alternativa" para tirar 67 milhões de brasileiros da pobreza.

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