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Atentado com carro-bomba deixa nove mortos na Indonésia


Da AFP

09/09/2004 | 12:43


Um atentado com carro-bomba contra a embaixada da Austrália em Jacarta, na Indonésia, deixou pelo menos nove mortos e 182 feridos nesta quinta-feira. O ataque aconteceu logo após Estados Unidos e Austrália, países aliados no Iraque, terem recomendado a seus cidadãos que evitem os grandes hotéis da capital indonésia.

O primeiro-ministro australiano, John Howard, enviou a Jacarta seu ministro das Relações Exteriores, Alexander Downer, que já declarou que a Austrália foi alvo de um "atentado terrorista". "Trata-se claramente de um atentado terrorista. Ocorreu no exterior da embaixada e podemos concluir que estávamos diretamente na mira".

Nove especialistas em explosivos da polícia australiana viajarão a Jacarta ainda nesta quinta para investigar o ataque. Howard explicou que a bomba era de grande potência. Segundo ele, o artefato foi detonado a quatro metros da grade externa. Entre os oito mortos, podem estar pessoas do serviço de segurança local, segundo a polícia australiana.

A fachada da sede diplomática ficou danificada e vários carros de bombeiros e ambulâncias foram enviados ao local, que foi isolado pela polícia. As vidraças de um shopping center próximo foram destruídas pelo impacto da explosão, que ocorreu às 10h30 local (1h30 de Brasília). Um veículo da polícia que protegia o prédio também ficou destruído.

A maioria dos feridos teve alta do hospital após ser atendida. Só 24 feridos continuam hospitalizados.

A explosão ocorreu 11 dias antes do segundo turno das eleições presidenciais na Indonésia e a cinco dias da abertura oficial da campanha. O arquipélago foi alvo de vários atentados nos últimos anos, especialmente o de Bali, que causou 202 mortes em outubro de 2002 - incluindo vários australianos -, e um contra o hotel americano Marriott de Jacarta, em agosto de 2003, que teve balanço de 12 mortos.

Segundo o chefe de polícia de Jacarta, Da'i Bachtiar, as suspeitas indicam que tudo leva a um grupo islâmico ao qual pertencem os especialistas em explosivos malaios Noordin Mohammad Top e Azahari Husin. Os dois são procurados há algum tempo, já que a polícia suspeita que eles eram do comando responsável pelos atentados de Bali, atribuído à Jemaah Islamiyah.



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