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Renovação de contrato do hospital de campanha de Mauá vai ao MP

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pré-candidato a prefeito pede que MP apure novo convênio com Atlantic, por suspeita de superfaturamento


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

29/07/2020 | 10:00


Pré-candidato do PSD à Prefeitura de Mauá, João Veríssimo anexou mais pedidos de apuração ao processo que ele moveu junto ao Ministério Público contra o governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB) para investigar a contratação de empresas para montagem e gestão do hospital de campanha contra a Covid-19 montado no estacionamento do Paço.

O pessedista pediu ao MP análise pormenorizada da extensão contratual com a Atlantic – Transparência e Apoio à Saúde Pública, OS (Organização Social) contratada pela gestão Atila para gerir o equipamento – o Diário mostrou no dia 18 que a Prefeitura havia recontratado a empresa. Com sede em Caieiras, na Região Metropolitana de São Paulo, a Atlantic foi alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por suspeita de superfaturamento do contrato com Mauá. A base de comparação foi o gasto da Prefeitura de Santo André com seus hospitais de campanha.

Veríssimo também solicitou averiguação de levantamento feito pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), que apontou que Mauá é a cidade da região que mais empenha recursos públicos por paciente contaminado com a Covid-19, mas, ao mesmo tempo, é o município com menor índice de testagens de diagnosticados com o vírus.

“A referida contratação é cercada de indícios de irregularidades e a execução contratual tem gerado várias suspeitas, conforme painel do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo publicado nesta semana, que apontou que o Município de Mauá é o que mais gasta no combate ao coronavírus na região, sendo, entretanto, município com maior letalidade entre as sete cidades, além de ser a que menos realiza testes para a Covid-19. Segundo o painel, Mauá realiza apenas três testes a cada 1.000 habitantes. Além disso, a Prefeitura realizou aditamento que envolve mais um pagamento de R$ 1,05 milhão para a ONG (Atlantic) já investigada e que tem sua sede localizada em terreno baldio, sem a devida publicidade dos termos deste aditamento”, listou o pessedista, no documento enviado ao MP. “Sendo assim, encaminhamos mais uma vez indícios de má utilização dos recursos públicos por parte da administração pública mauaense.”

Além de Veríssimo, os vereadores Adelto Cachorrão (Republicanos), Professor Betinho, Sinvaldo Carteiro (ambos do PSL) e Marcelo Oliveira (PT) – todos de oposição a Atila – apresentaram representação, em abril, contra o governo Atila sobre a contratação de empresas para o hospital de campanha – a Pilar Organizações e Festas Ltda foi admitida para montagem do equipamento.

Atila tem negado qualquer irregularidade nos contratos para o hospital de campanha. Diz ser vítima de perseguição do Ministério Público e que a comparação feita com Santo André é injusta, uma vez que o município vizinho desmembrou os serviços para montagem e administração do equipamento de saúde em vários contratos, enquanto ele concentrou em dois. 



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Renovação de contrato do hospital de campanha de Mauá vai ao MP

Pré-candidato a prefeito pede que MP apure novo convênio com Atlantic, por suspeita de superfaturamento

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

29/07/2020 | 10:00


Pré-candidato do PSD à Prefeitura de Mauá, João Veríssimo anexou mais pedidos de apuração ao processo que ele moveu junto ao Ministério Público contra o governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB) para investigar a contratação de empresas para montagem e gestão do hospital de campanha contra a Covid-19 montado no estacionamento do Paço.

O pessedista pediu ao MP análise pormenorizada da extensão contratual com a Atlantic – Transparência e Apoio à Saúde Pública, OS (Organização Social) contratada pela gestão Atila para gerir o equipamento – o Diário mostrou no dia 18 que a Prefeitura havia recontratado a empresa. Com sede em Caieiras, na Região Metropolitana de São Paulo, a Atlantic foi alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por suspeita de superfaturamento do contrato com Mauá. A base de comparação foi o gasto da Prefeitura de Santo André com seus hospitais de campanha.

Veríssimo também solicitou averiguação de levantamento feito pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), que apontou que Mauá é a cidade da região que mais empenha recursos públicos por paciente contaminado com a Covid-19, mas, ao mesmo tempo, é o município com menor índice de testagens de diagnosticados com o vírus.

“A referida contratação é cercada de indícios de irregularidades e a execução contratual tem gerado várias suspeitas, conforme painel do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo publicado nesta semana, que apontou que o Município de Mauá é o que mais gasta no combate ao coronavírus na região, sendo, entretanto, município com maior letalidade entre as sete cidades, além de ser a que menos realiza testes para a Covid-19. Segundo o painel, Mauá realiza apenas três testes a cada 1.000 habitantes. Além disso, a Prefeitura realizou aditamento que envolve mais um pagamento de R$ 1,05 milhão para a ONG (Atlantic) já investigada e que tem sua sede localizada em terreno baldio, sem a devida publicidade dos termos deste aditamento”, listou o pessedista, no documento enviado ao MP. “Sendo assim, encaminhamos mais uma vez indícios de má utilização dos recursos públicos por parte da administração pública mauaense.”

Além de Veríssimo, os vereadores Adelto Cachorrão (Republicanos), Professor Betinho, Sinvaldo Carteiro (ambos do PSL) e Marcelo Oliveira (PT) – todos de oposição a Atila – apresentaram representação, em abril, contra o governo Atila sobre a contratação de empresas para o hospital de campanha – a Pilar Organizações e Festas Ltda foi admitida para montagem do equipamento.

Atila tem negado qualquer irregularidade nos contratos para o hospital de campanha. Diz ser vítima de perseguição do Ministério Público e que a comparação feita com Santo André é injusta, uma vez que o município vizinho desmembrou os serviços para montagem e administração do equipamento de saúde em vários contratos, enquanto ele concentrou em dois. 

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