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Pais têm resistência a mandar os filhos de novo para a escola

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18/07/2020 | 07:12


Em meio a incertezas sobre o plano de retomada das aulas presenciais no Estado de São Paulo e o risco de contaminação de crianças, parte dos pais de estudantes em São Paulo já decidiu: não vai mandar seus filhos de volta para a escola. O governo estadual afirmou ontem que o planejamento de volta às aulas em setembro está mantido se as condições de saúde permitirem.

O plano prevê que as aulas sejam retomadas em 8 de setembro caso o Estado esteja na fase amarela (em que há menor taxa de infecção e ocupação de leitos) por 28 dias consecutivos.

Mariana Pazitto, mãe de um menino de 2 anos, mantém o plano de não mandar o filho para a escola neste ano mais. O menino estudava em uma escola pública de São Paulo, fechada após o decreto de quarentena. "Ele tem convulsão febril, não pode ter febre. O meu plano é que ele não vá este ano. Como está nessa faixa dos 2 anos, não tem a obrigação de estar no colégio e eu não vejo necessidade, é um risco desnecessário."

Estudante de Pedagogia, ela reconhece a importância da escola, principalmente para a socialização das crianças nessa faixa etária, mas teme pela saúde de parentes que tenham contato com o menino, caso ele volte ao ambiente escolar. "Temo por ele e pela minha família, moro com minha mãe e ela é do grupo de risco (é hipertensa). Como as crianças são assintomáticas, eu não quero arriscar."

Pietro recebe atividades que as professoras mandam pelo WhatsApp e Mariana tenta acompanhar com o filho. Como ela não está trabalhando, considera possível manter o plano de permanecer em casa.

Mãe de dois meninos, João e Pedro, de 2 e 4 anos, respectivamente, a psicóloga Maria Cecília Cinque, de 33 anos, já decidiu: não vai mandar o mais novo para a escola. O pequeno tem diabete. "Ele vai voltar só no ano que vem ou assim que tiver a vacina. Ele não é do grupo de risco porque a criança diabética não faz parte, mas também não vamos pagar para ver."

A dúvida agora é em relação ao mais velho. "Nossa decisão (de não mandar o mais novo) só se mantém coerente se a gente cuidar do retorno do Pedro porque, com ele voltando, há um risco de transmissão." Ela já negociou com o colégio para que Pedro continue acompanhando as aulas remotas, pelo menos por um tempo, em um eventual retorno.

A desistência de frequentar as aulas é mais comum na educação infantil, já que a escola não é obrigatória para crianças com menos de 4 anos, mas pais de alunos do ensino fundamental também avaliam com cuidado a possibilidade de retorno. "A gente vê o platô se alongando por muito tempo, acho prematuro colocar uma data (para o retorno presencial). Se estiver como está hoje, não mandaria. É um risco desnecessário", diz o consultor John Wendell, de 47 anos, pai de um menino de 8.

Diretor da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), Arthur Fonseca Filho, diz que pesquisas sobre impactos da volta às aulas têm de ser avaliadas com cuidado e deve haver cautela para não atemorizar a população. "Temos de reconhecer que o mundo não pode ficar sem escola."

Em parceria com o Hospital Albert Einstein, a Abepar deve fazer um mapeamento da infraestrutura física das escolas e dos modelos de transportes utilizados por alunos e colaboradores. O acordo inclui criação de padrões médicos para o atendimento a casos suspeitos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Pais têm resistência a mandar os filhos de novo para a escola


18/07/2020 | 07:12


Em meio a incertezas sobre o plano de retomada das aulas presenciais no Estado de São Paulo e o risco de contaminação de crianças, parte dos pais de estudantes em São Paulo já decidiu: não vai mandar seus filhos de volta para a escola. O governo estadual afirmou ontem que o planejamento de volta às aulas em setembro está mantido se as condições de saúde permitirem.

O plano prevê que as aulas sejam retomadas em 8 de setembro caso o Estado esteja na fase amarela (em que há menor taxa de infecção e ocupação de leitos) por 28 dias consecutivos.

Mariana Pazitto, mãe de um menino de 2 anos, mantém o plano de não mandar o filho para a escola neste ano mais. O menino estudava em uma escola pública de São Paulo, fechada após o decreto de quarentena. "Ele tem convulsão febril, não pode ter febre. O meu plano é que ele não vá este ano. Como está nessa faixa dos 2 anos, não tem a obrigação de estar no colégio e eu não vejo necessidade, é um risco desnecessário."

Estudante de Pedagogia, ela reconhece a importância da escola, principalmente para a socialização das crianças nessa faixa etária, mas teme pela saúde de parentes que tenham contato com o menino, caso ele volte ao ambiente escolar. "Temo por ele e pela minha família, moro com minha mãe e ela é do grupo de risco (é hipertensa). Como as crianças são assintomáticas, eu não quero arriscar."

Pietro recebe atividades que as professoras mandam pelo WhatsApp e Mariana tenta acompanhar com o filho. Como ela não está trabalhando, considera possível manter o plano de permanecer em casa.

Mãe de dois meninos, João e Pedro, de 2 e 4 anos, respectivamente, a psicóloga Maria Cecília Cinque, de 33 anos, já decidiu: não vai mandar o mais novo para a escola. O pequeno tem diabete. "Ele vai voltar só no ano que vem ou assim que tiver a vacina. Ele não é do grupo de risco porque a criança diabética não faz parte, mas também não vamos pagar para ver."

A dúvida agora é em relação ao mais velho. "Nossa decisão (de não mandar o mais novo) só se mantém coerente se a gente cuidar do retorno do Pedro porque, com ele voltando, há um risco de transmissão." Ela já negociou com o colégio para que Pedro continue acompanhando as aulas remotas, pelo menos por um tempo, em um eventual retorno.

A desistência de frequentar as aulas é mais comum na educação infantil, já que a escola não é obrigatória para crianças com menos de 4 anos, mas pais de alunos do ensino fundamental também avaliam com cuidado a possibilidade de retorno. "A gente vê o platô se alongando por muito tempo, acho prematuro colocar uma data (para o retorno presencial). Se estiver como está hoje, não mandaria. É um risco desnecessário", diz o consultor John Wendell, de 47 anos, pai de um menino de 8.

Diretor da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), Arthur Fonseca Filho, diz que pesquisas sobre impactos da volta às aulas têm de ser avaliadas com cuidado e deve haver cautela para não atemorizar a população. "Temos de reconhecer que o mundo não pode ficar sem escola."

Em parceria com o Hospital Albert Einstein, a Abepar deve fazer um mapeamento da infraestrutura física das escolas e dos modelos de transportes utilizados por alunos e colaboradores. O acordo inclui criação de padrões médicos para o atendimento a casos suspeitos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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