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Região terá menor bancada da história na Assembleia

Vitórias de Morando e Atila reduzirá a quatro o número de representantes do Grande ABC no Legislativo a partir de 2017


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

03/11/2016 | 07:00


As vitórias dos deputados estaduais Orlando Morando (PSDB) e Atila Jacomussi (PSB), ocorridas no domingo nas disputas pelas prefeituras de São Bernardo e Mauá, respectivamente, conferiram ao Grande ABC recorde negativo sob o aspecto de representação regional na Assembleia Legislativa. A partir de janeiro, quando Morando e Atila serão empossados nos Executivos locais, a região terá somente quatro representantes no Parlamento estadual.

Seus lugares serão passados a suplentes de suas respectivas coligações da eleição de 2014. Porém, em ambos os casos, os políticos são do Interior do Estado, casos de Gustavo Petta (PCdoB-Campinas) e Marco Vinholi (PSDB-Catanduva) (leia mais abaixo).

Além da redução da bancada, a política regional na Assembleia terá só parlamentares de oposição ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), uma vez que os políticos são do PT: Luiz Fernando Teixeira, Ana do Carmo e Teonílio Barba, por São Bernardo, e Luiz Turco, de Santo André. Morando e Atila integravam base de sustentação de Alckmin.

Antes da eleição de domingo, a bancada já havia contabilizado uma baixa. Em abril, Vanessa Damo (PMDB-Mauá) teve o mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por crime eleitoral cometido na eleição de 2012, quando disputou o Paço. Morando exercia seu quarto mandato parlamentar; Atila era estreante.

Ao longo de 26 anos, o Grande ABC teve participação numerosa no Legislativo paulista, alternando entre sete e nove lugares. As maiores bancadas foram registradas nas eleições de 2002 e 2006, quando a região elegeu nove representantes.

A disputa municipal de 2012 também provocou redução de cadeiras da região na Assembleia. Na ocasião, a bancada, que era composta por oito nomes, foi desfalcada depois que Carlos Grana (PT-Santo André) e Donisete Braga (PT-Mauá) venceram confrontos eleitorais pelos comandos das prefeituras de suas cidades. Regina Gonçalves (PV-Diadema) exerceu nesta legislatura, entre 2011 e 2014, na condição de suplente.

ARGUMENTO
Integrantes da bancada regional, Luiz Fernando e Luiz Turco tentaram enxergar fatores positivos na baixa dos políticos locais no Parlamento estadual. Os petistas admitiram que a diminuição prejudicará força política do Grande ABC na Assembleia. Porém, salientaram a possibilidade de atuação mais unificada não ainda não iniciada.

“De uma maneira geral, é ruim ver redução no número de lideranças nas discussões que são do interesse da nossa população. Contudo, o trabalho continua e todos que permanecem já têm trabalho iniciado para auxiliar os municípios com emendas e debates”, comentou Luiz Fernando. “De fato, sempre considerei a possibilidade de se conversar mais para conseguirmos colocar em prática ações conjuntas para a região e isso não avançou. Nosso papel é fiscalizar e fazer oposição ao governo Alckmin, porém a ação perante as cidades vão continuar”, avaliou Turco.

Substitutos prometem manter ações

A partir de janeiro, a cadeira que era ocupada por Orlando Morando (PSDB) na Assembleia Legislativa será destinada a Marco Vinholi (PSDB), de Catanduva, no Interior paulista.

Filho do atual prefeito local, Geraldo Vinholi (PSDB), e coordenador do Projeto Vivaleite, do governo estadual, Vinholi, 32 anos, afirmou ser amigo de Morando e disse que vai manter muitas das ações do colega do partido.

“Conheço bem o Orlando e espero representá-lo à altura (na Assembleia). Ele tem muito trabalho iniciado e minha meta será dar continuidade. Não vou deixar o Grande ABC de lado ao assumir minha vaga”, citou Vinholi.

No pleito de 2014, Morando conquistou seu quarto mandato no Parlamento estadual depois de receber terceira maior votação do Estado: 237.020 votos, pela coligação do PSDB com DEM, PPS e PRB. Vinholi foi o quarto suplente (67.570 sufrágios), porém, herda a vaga porque Dilador Borges (PSDB), de Araçatuba, e Gilson de Souza (DEM), de Franca, conquistaram os Executivos em suas cidades. Antes, João Caramez (PSDB), de Itapevi, já havia sido alçado à bancada tucana. Ele substituiu Mauro Bragato (PSDB), que teve o mandato cassado pela Justiça de Presidente Prudente, também no Interior, apontado como um dos responsáveis por irregularidades em processo licitatório no município.

Já a vaga de Atila Jacomussi (PSB) ficará com o vereador reeleito de Campinas pelo PCdoB Gustavo Petta. Há dois anos, Atila integrava fileira comunista quando concorreu pela primeira vez a cargo na Assembleia, sendo eleito junto com Leci Brandão (PCdoB), após receber 62.856 votos. Em março, o prefeito eleito de Mauá trocou o PCdoB pelo PSB para se candidatar ao Paço mauaense. A primeira suplência comunista ficaria com Júnior Aprillanti, de Jundiaí, mas ele ficou impedido de assumir posto por trocar de partido. Hoje ele também está no PSB.

“É claro que precisarei me dedicar muito a intervenções para a região de Campinas. Contudo, tenho um bom relacionamento com o Atila e uma das minhas prioridades será dar continuidade aos seus projetos, mantendo foco no Grande ABC”, destacou Petta. 



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