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Metalúrgico ganha
R$ 3,7 mil na região


Vinicius Gorczeski
Especial para o Diário

08/04/2011 | 07:10


Mesmo com a utilização cada vez maior de máquinas pelas indústrias metalúrgicas, o salário médio desses funcionários segue alto. Ainda mais no Grande ABC. A região, tradicional por sediar grande volume de empresas do setor, detém a segunda maior renda do Estado de São Paulo, pagando, em média, R$ 3.700.

O Grande ABC perde apenas para Gavião Peixoto, que oferece salário médio de R$ 4.024 aos seus metalúrgicos, graças à força do setor aeroespacial; a cidade sedia uma unidade da Embraer. No Estado, os salários giram em torno de R$ 2.296.

Isso é o que aponta estudo divulgado ontem pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos).

A entidade se baseou em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e da FEM/CUTSP (Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores), que tem 14 sindicatos e representa 260 mil trabalhadores no Estado. A região Sudeste comporta 70% das vagas no ramo no País.

A média superior no Grande ABC, que compõe 43% da base de trabalhadores do Estado, com 104.023 metalúrgicos filiados à CUT - representada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que abrange São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra -, é reflexo da atuação de sindicatos tradicionais, com capacidade de integração maior.

Isso ajudou na organização dos metalúrgicos, com maior poder de reivindicar direitos e ganhos, segundo o técnico do Dieese da FEM/CUTSP, André Cardoso. "Essa capacidade de mobilização, com negociações que vêm sendo travadas há muito mais tempo (do que o período do estudo) contribuiu."

A média salarial do Estado, da base da CUT, é 24% maior do que a soma das demais centrais sindicais, segundo o técnico. No estudo, 25,1% dos cutistas tinham renda superior a sete salários-mínimos, contra 14% das demais centrais.

Cardoso ainda frisou que o bom momento da economia, com novas políticas sociais e com o crescimento do emprego, além da melhoria na distribuição de renda, ajudam a sustentar a evolução dos ganhos.

FORÇA SINDICAL

Ao todo, a região emprega 143 mil metalúrgicos, sendo 39 mil pertencentes à base da Força Sindical.

No Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, que tem 25 mil trabalhadores, a renda média é de R$ 2.000. Já em São Caetano, onde existem 14 mil metalúrgicos, o ganho médio é de R$ 1.650. "Porém, 10 mil estão empregados na GM (General Motors), com média salarial de R$ 2.800", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Inácio Aparecido da Silva, o Cidão.

ESTUDO

O estudo revela ainda a melhora na escolaridade dos metalúrgicos. Até 2009, 54,1% tinham Ensino Médio completo e, 12,6%, Superior completo. A idade média dos trabalhadores no Estado é de 30 a 39 anos.

As mulheres continuam sendo minoria no segmento. A base da CUT, no País, tem 17,5% delas. Em São Paulo, até novembro, o percentual era de 15,5%. O estudo alertou para o fato de, apesar de o ramo ter se oxigenado após mau momento, devido à crise, o nível de demissões está elevado. Foram 30 mil em 2010. A meta é aprovar convenção de trabalho que proíbe demissões sem motivo.



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Metalúrgico ganha
R$ 3,7 mil na região

Vinicius Gorczeski
Especial para o Diário

08/04/2011 | 07:10


Mesmo com a utilização cada vez maior de máquinas pelas indústrias metalúrgicas, o salário médio desses funcionários segue alto. Ainda mais no Grande ABC. A região, tradicional por sediar grande volume de empresas do setor, detém a segunda maior renda do Estado de São Paulo, pagando, em média, R$ 3.700.

O Grande ABC perde apenas para Gavião Peixoto, que oferece salário médio de R$ 4.024 aos seus metalúrgicos, graças à força do setor aeroespacial; a cidade sedia uma unidade da Embraer. No Estado, os salários giram em torno de R$ 2.296.

Isso é o que aponta estudo divulgado ontem pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos).

A entidade se baseou em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e da FEM/CUTSP (Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores), que tem 14 sindicatos e representa 260 mil trabalhadores no Estado. A região Sudeste comporta 70% das vagas no ramo no País.

A média superior no Grande ABC, que compõe 43% da base de trabalhadores do Estado, com 104.023 metalúrgicos filiados à CUT - representada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que abrange São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra -, é reflexo da atuação de sindicatos tradicionais, com capacidade de integração maior.

Isso ajudou na organização dos metalúrgicos, com maior poder de reivindicar direitos e ganhos, segundo o técnico do Dieese da FEM/CUTSP, André Cardoso. "Essa capacidade de mobilização, com negociações que vêm sendo travadas há muito mais tempo (do que o período do estudo) contribuiu."

A média salarial do Estado, da base da CUT, é 24% maior do que a soma das demais centrais sindicais, segundo o técnico. No estudo, 25,1% dos cutistas tinham renda superior a sete salários-mínimos, contra 14% das demais centrais.

Cardoso ainda frisou que o bom momento da economia, com novas políticas sociais e com o crescimento do emprego, além da melhoria na distribuição de renda, ajudam a sustentar a evolução dos ganhos.

FORÇA SINDICAL

Ao todo, a região emprega 143 mil metalúrgicos, sendo 39 mil pertencentes à base da Força Sindical.

No Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, que tem 25 mil trabalhadores, a renda média é de R$ 2.000. Já em São Caetano, onde existem 14 mil metalúrgicos, o ganho médio é de R$ 1.650. "Porém, 10 mil estão empregados na GM (General Motors), com média salarial de R$ 2.800", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Inácio Aparecido da Silva, o Cidão.

ESTUDO

O estudo revela ainda a melhora na escolaridade dos metalúrgicos. Até 2009, 54,1% tinham Ensino Médio completo e, 12,6%, Superior completo. A idade média dos trabalhadores no Estado é de 30 a 39 anos.

As mulheres continuam sendo minoria no segmento. A base da CUT, no País, tem 17,5% delas. Em São Paulo, até novembro, o percentual era de 15,5%. O estudo alertou para o fato de, apesar de o ramo ter se oxigenado após mau momento, devido à crise, o nível de demissões está elevado. Foram 30 mil em 2010. A meta é aprovar convenção de trabalho que proíbe demissões sem motivo.

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