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Em primeiro discurso, Cristina apela à unidade do país



24/10/2011 | 00:29


Em seu primeiro discurso após a arrasadora vitória que a reelegeu para um mandato de mais quatro anos, a presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner apelou à unidade do país e usou grande parte do tempo para homenagear o marido morto no ano passado e agradecer pelas ligações que recebeu de apoio dos colegas latinos. "Quero agradecer o telefonema solidário, amigo e fraternal da amiga Dilma Rousseff, que me disse palavras muito doces", disse Cristina. Com a voz quebrada pela emoção em várias passagens do discurso, Cristina atribuiu sua vitória ao ex-presidente Néstor Kirchner.

"Quero agradecer a alguém que já não pode me ligar, que é o grande fundador da vitória dessa noite porque eu não sou convencida, nunca fui, nem penso em ser. Sem ele, sem sua incomensurável valentia e coragem (...) seria impossível chegar até aqui", disse a presidente logo após a divulgação dos primeiros resultados provisórios oficiais. A presidente reconheceu o complicado momento político vivido em 2009, consequência da crise que travou contra o setor agropecuário e a fez perder o capital político que tinha ao assumir o poder.

"Se não digo, sinto que meu coração vai estalar e não quero. Foi ele também que, em 2009 , se colocou à frente no momento de maior adversidade de nossa gestão. Se ele não tivesse ido à frente, nossa derrota na província de Buenos Aires teria sido terrível e não poderíamos estar aqui", desabafou. O discurso da vitória misturou momentos de mea culpa com emoção e apelos pela unidade. Cristina deu bronca nos militantes que vaiaram quando ela contou que recebeu ligações de opositores.

"Não sejam assim que eu vou me irritar. O pior que pode acontecer com as pessoas é ser pequeno. Não sejamos pequenos, ao contrário, na vitória sempre tem ser ainda maior, mais generoso compreensivo e agradecido", disse Cristina em tom pacificador. "Quero apelar à vocação patriótica de todos os argentinos, todos os dirigentes políticos e sociais, educadores, empresários, todos, todos, porque um país não se constrói só com dirigentes, mas como povo. Quero convocar os argentinos pela unidade nacional para que não nos distraiam com enfrentamentos inúteis", disse a presidente.

Cristina disse que sonha com um país de continuidade com um projeto político. "Sou uma mulher de 58 anos e milito desde muito jovem, cheguei a lugares que nunca pensei em chegar. Não só tive a honra de ser a primeira mulher eleita presidente, mas também a primeira a ser reeleita. Meu companheiro também foi presidente. O que mais posso querer? O único que quero é contribuir, cooperar com a Argentina, com a mais alta responsabilidade de seguir expandido a Argentina, de continuar crescendo e gerar mais valor agregado, desenvolver tecnologia, porque precisamos de mais saúde, educação (...) Mas sozinha não se pode, necessitamos a colaboração e a compreensão de todos os argentinos", afirmou.



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Em primeiro discurso, Cristina apela à unidade do país


24/10/2011 | 00:29


Em seu primeiro discurso após a arrasadora vitória que a reelegeu para um mandato de mais quatro anos, a presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner apelou à unidade do país e usou grande parte do tempo para homenagear o marido morto no ano passado e agradecer pelas ligações que recebeu de apoio dos colegas latinos. "Quero agradecer o telefonema solidário, amigo e fraternal da amiga Dilma Rousseff, que me disse palavras muito doces", disse Cristina. Com a voz quebrada pela emoção em várias passagens do discurso, Cristina atribuiu sua vitória ao ex-presidente Néstor Kirchner.

"Quero agradecer a alguém que já não pode me ligar, que é o grande fundador da vitória dessa noite porque eu não sou convencida, nunca fui, nem penso em ser. Sem ele, sem sua incomensurável valentia e coragem (...) seria impossível chegar até aqui", disse a presidente logo após a divulgação dos primeiros resultados provisórios oficiais. A presidente reconheceu o complicado momento político vivido em 2009, consequência da crise que travou contra o setor agropecuário e a fez perder o capital político que tinha ao assumir o poder.

"Se não digo, sinto que meu coração vai estalar e não quero. Foi ele também que, em 2009 , se colocou à frente no momento de maior adversidade de nossa gestão. Se ele não tivesse ido à frente, nossa derrota na província de Buenos Aires teria sido terrível e não poderíamos estar aqui", desabafou. O discurso da vitória misturou momentos de mea culpa com emoção e apelos pela unidade. Cristina deu bronca nos militantes que vaiaram quando ela contou que recebeu ligações de opositores.

"Não sejam assim que eu vou me irritar. O pior que pode acontecer com as pessoas é ser pequeno. Não sejamos pequenos, ao contrário, na vitória sempre tem ser ainda maior, mais generoso compreensivo e agradecido", disse Cristina em tom pacificador. "Quero apelar à vocação patriótica de todos os argentinos, todos os dirigentes políticos e sociais, educadores, empresários, todos, todos, porque um país não se constrói só com dirigentes, mas como povo. Quero convocar os argentinos pela unidade nacional para que não nos distraiam com enfrentamentos inúteis", disse a presidente.

Cristina disse que sonha com um país de continuidade com um projeto político. "Sou uma mulher de 58 anos e milito desde muito jovem, cheguei a lugares que nunca pensei em chegar. Não só tive a honra de ser a primeira mulher eleita presidente, mas também a primeira a ser reeleita. Meu companheiro também foi presidente. O que mais posso querer? O único que quero é contribuir, cooperar com a Argentina, com a mais alta responsabilidade de seguir expandido a Argentina, de continuar crescendo e gerar mais valor agregado, desenvolver tecnologia, porque precisamos de mais saúde, educação (...) Mas sozinha não se pode, necessitamos a colaboração e a compreensão de todos os argentinos", afirmou.

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