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Pai e filho de S.Caetano vão correr a São Silvestre juntos pela primeira vez

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Roberto Mota, 72 anos, e Roberto Schultz Mota, 46,
têm encontro marcado para disputar a prova no dia 31


Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

29/12/2014 | 07:00


O sentimento de correr uma São Silvestre, a prova mais charmosa do Brasil, por si só já é especial. Porém, para os Robertos da família Mota, de São Caetano, a edição de 2014 irá além – pai e filho participarão juntos pela primeira vez na quarta-feira, a partir das 9h.

O pai, Roberto Mota, 72 anos, é aposentado e fundador do grupo Robertões, que corre pelas ruas do Grande ABC há quatro anos. Roberto Schultz Mota, o filho, 46, é engenheiro mecânico e embarcou no pique do progenitor, que começou a se exercitar há 14 anos.

“Estou numa fase diferente dele (pai), não tenho tanto tempo para treinar, mas, dentro do possível, procuro fazer o que dá. Ele sempre foi uma pessoa para me espelhar. Para mim é bem gratificante, para ele também. O ritmo dele é bom e consigo acompanhar, mesmo sendo quase 30 anos mais novo (risos)”, disse Schultz.

O filho não precisará se preocupar com a prova. Apesar de disputar a São Silvestre pela primeira vez, ele terá a voz da experiência ao seu lado – esta será a sexta edição de Roberto pai. “Vou pegar uma dicas, onde devo ir mais leve, onde posso soltar um pouco mais”, afirmou o engenheiro mecânico.

E Seu Roberto já se apressa em falar: nada de ter medo da subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, pouco antes da Avenida Paulista.

“Os caras valorizam muito a (subida da) Brigadeiro, mas, para mim, é uma subida normal. Não tem nada de dificuldade nela. É um aclive de dois quilômetros e é bem leve, não é forte, não”, explicou.

“É preciso respeitar a prova, mas não temer”, concorda o filho, que também aguarda com ansiedade o momento da chegada, com o público apoiando os corredores em frente ao número 900 da Avenida Paulista.

“Vai ser muito emocionante. É um momento mágico que todos querem passar. Ainda mais ali, com o público que a gente sempre vê. Já estive muitas vezes como torcedor para participar na festa, é muito bacana”, afirmou Schultz, que tem sua opinião reforçada pelo pai.

“A sensação é forte. É a última prova do ano, é uma multidão que te espera na chegada. Quando a gente está subindo a Avenida Brigadeiro para sair na Avenida Paulista é muito emocionante. A curva é o melhor momento”, destacou.

Porém, Seu Roberto avisa àqueles que vão correr pela primeira vez para não se empolgarem no início e perder ritmo durante os 15 quilômetros.

“Da largada até o km seis é tudo descida. Eu diria para poupar neste início. Na Avenida Brigadeiro também, fazer um ritmo bem leve para subir tranquilo. E, claro, se hidratar bastante. Todo o ano faço isso: no km dez, tomo um copo de água para estar inteirão até o fim da prova”, disse.

E se Seu Roberto falou, está falado. Afinal, para correr a São Silvestre com 72 anos, ele deve estar fazendo alguma coisa certa. 



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