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Os presentes de Natal da economia brasileira


Leone Farias

25/12/2014 | 07:04


O Papai Noel Neste ano promete saco surpresa de presentes a todos os brasileiros. Cada pacotinho está bem embrulhado e a preços que, há muito tempo, não sabíamos do impacto em nossos bolsos em tão pequeno espaço de tempo. Logo após as eleições, fomos surpreendidos com ações contrárias às prometidas, necessárias, porém cruéis aos interesses dos eleitores.

Ao fim de mais um ciclo parlamentar, como é de costume, nossos fiéis representantes no Congresso Nacional aprovaram, nas duas Últimas sessões, pacote de aumento de salário bastante generoso para todos os cargos dos três Poderes, em média acima de 26%, elevando os salários dos senadores e deputados federais para mais de R$ 33,7 mil, além do aumento proporcional dos benefícios a cada parlamentar, gerando custo anual adicional da ordem de mais de R$ 1 bilhão ao ano, que será patrocinado por nós, contribuintes.

Esperamos que esse novo Congresso que foi diplomado semana passada, além de todas as honras, aumento de salários e benefícios, assuma verdadeiramente o compromisso moral e os deveres de representantes dos interesses da população que acreditou em seus discursos de que proporcionariam dias melhores a todos. Nosso Congresso já entrou em recesso. Todavia, não aprovou o orçamento de 2015, submetido pelo governo, que já propõe rombo de R$ 100 bilhões com gastos considerados essenciais. Com isso, a nova equipe econômica já mostra por que veio: aumentou a taxa Selic por duas reuniões do Copom, tornando os juros de empréstimos para empresas e para pessoas físicas mais caros. Os bancos estão apertando os critérios de liberação de créditos ao consumidor.

Nem os novos governadores eleitos assumiram seus mandatos e já estão anunciando a necessidade de aumento de arrecadação por meio da cobrança do imposto mais cruel, que é o imposto do cheque, que penaliza diretamente os mais humildes. Este foi criado para melhorar a Saúde nos Estados, mas nunca foi aplicado de fato. Toda arrecadação foi desviada para outros fins, como tampar o rombo da previdência pública dos Estados.

O governador de São Paulo também anunciou como medida educativa programa de racionamento indireto, que penaliza os consumidores que gastarem 20% a mais de água. Eles terão reajuste de 50% nas contas. Além da falta d’água generalizada pela ausência de chuvas, também falta competência de planejamento público na previsibilidade do crescimento populacional. Dados históricos já apontavam efeitos similares da escassez de chuva nos últimos 30 anos. Vemos principalmente a incapacidade de melhorar, reparar e manter em pleno funcionamento a rede de distribuição da Sabesp, cujas perdas no sistema de tubulação é acima de 25% do volume distribuído. Em cada bilhão de litros d’água distribuídos, são perdidos mais de 250 milhões de litros por falta de manutenção e ampliação da rede de distribuição.

Nem as importações chinesas estão ajudando a baixar os preços no comércio. Com a sombra do desemprego assustando os trabalhadores, as famílias estão mais cautelosas. Elas estão decididas a poupar as economias, principalmente o 13º salário, para manter reserva para qualquer situação adversa no futuro. De qualquer maneira, vamos celebrar o espírito natalino com esperança e fé em tempos melhores a todos nós.



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