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Marilson tenta o tri em Nova York


Marta Teixeira
Do Diário do Grande ABC

18/09/2009 | 07:00


O brasiliense Marilson Gomes dos Santos (da BM&F/São Caetano) volta a disputar a Maratona de Nova York em busca de sua terceira vitória. Campeão em 2006 e 2008, o fundista confirmou ontem sua participação no dia 1º de novembro. "É uma prova que gosto e tem o percurso que mais se adequa às minhas características", afirma o corredor, que terá concorrência de peso.

Além de Marilson, a organização confirmou o ex-recordista mundial da distância, Paul Tergat, que venceu a corrida em 2005, e de seu compatriota queniano Martin Lel, campeão em 2003 e 2007, além do sul-africano Hendrick Ramaala, vencedor em 2004. O grupo briga por uma fatia da premiação recorde de US$ 800 mil, cerca de R$ 1,44 milhão, além do bônus de US$ 70 mil para um ex-campeão, que volte a vencer a prova. Neste caso, o ganhador embolsará US$ 200 mil, aproximadamente R$ 360 mil.

"Sei que vai ser difícil", reconhece Marilson, que já seguiu para Campos do Jordão, onde fará o treinamento em altitude. Mesmo assim, está confiante. "O percurso tem subidas e descidas e o clima parece com o de Santo André, onde treino."

Marilson tem a melhor marca nacional de 2009 na maratona, com 2h15min13 no Mundial de Berlim, em que foi 16º. O corredor esperava bater seu recorde pessoal (2h08min37). "Não deu certo, mas a gente sabe que maratona é mesmo assim."

Em Nova York, ele não pensa em melhorar sua marca porque o percurso não é ideal para isto. Mas tanto ele quanto seu técnico, Adauto Domingues, têm em mente não apenas o recorde pessoal, mas o sul-americano para em breve. "O recorde mundial (2h03min59) está um pouco distante, mas estamos trabalhando para melhorar a marca brasileira e sul-americana (2h06min05). É um objetivo que está muito perto", destaca Adauto.

Mas o fato de não ter a cronometragem como grande desafio em Nova York não diminui a responsabilidade de Marilson para novembro. "Ele não entra mais para participar simplesmente, é para buscar a vitória. Temos expectativa de lutar pelos melhores lugares", avisa o treinador.

Corredor afirma que Brasil vive crise na maratona

Apesar de já ter tido um recordista mundial na distância, Ronaldo da Costa, em 1998, e contar com Marilson Gomes dos Santos como um dos poucos não africanos na elite das maratonas, o Brasil tem muito com que se preocupar na distância.

"Estamos em decadência de atletas, principalmente maratonistas. Em relação a outros anos, não temos tantos corredores", admite Marilson, 32 anos, que, apesar disso, não perde a esperança. "Mas estão surgindo novos nomes."

Para o técnico, Adauto Domingues, a dificuldade é que a prova depende da evolução dos atletas. "Ninguém começa na maratona", explica, comparando a situação brasileira com a norte-americana. "Os Estados Unidos viveram um boom de corridas nos anos 1970. Aqui isto aconteceu também, mas não há tanto tempo."



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