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Max de Castro lança novo álbum


Ana Carolina Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

24/03/2005 | 12:11


São apenas três discos lançados e poucos anos de carreira, mas Max de Castro aprendeu desde o primeiro álbum, Samba Raro (1999), a fazer uma música madura e cheia de personalidade com experimentações e bons acertos. Depois de Orchestra Klaxon, disco de 2002, o músico lança agora Max de Castro (Trama, R$ 29 em média), gravado ano passado mas que só agora chega às prateleiras recheado com 12 músicas inéditas e letras para lá de inspiradas.

Acostumado a mesclar soul, samba, bossa nova, música eletrônica e samba-rock, a música de Max segue influenciada pela obra de Jorge Ben Jor, Cassiano e Djavan e ganha características próprias à medida que amplia seus horizontes musicais, fato que ocorre em algumas das canções que misturam pitadas sutis de modernidade a elementos clássicos da música popular brasileira sem que um elemento anule ou comprometa o outro.

Com arranjos e letras refinadas pela simplicidade com que mescla efeitos eletrônicos e bateria acústica, as faixas de Max de Castro promovem uma viagem pelo que a música popular brasileira tem de bom, passando pelos mais variados ritmos e estilos.

Uma das composições que melhor expressa a necessidade pela qualidade musical que persegue o músico é Sempre aos Domingos, primeiro single do trabalho, feito em parceria com Lulu Santos. Trata-se de uma crítica social sobre a acomodação provocada pela insistente presença da televisão na vida das pessoas. Com batidas carnavalescas e um refrão que reflete uma característica genuinamente brasileira ("Eu não posso acreditar/ Que não há nada melhor pra fazer/ Numa tarde de domingo que ver/ Televisão"), a canção apresenta a preocupação exagerada do artista por detalhes, nesse caso os riffs sintetizados que fazem toda a diferença.

Há espaço no disco ainda para o bom samba Silêncio no Brooklyn, que vez por outra transita pelo choro. Até mesmo o frevo dá o ar da graça em Stereo, faixa que conta com a participação do trombonista andreense Bocato. O Trio Mocotó e Naná Vasconcelos enriquecem as músicas Rosa, Um Samba para Excluídos e Ciranda, respectivamente.

Um dos melhores momentos do lançamento é a bonita e poética Depois da Festa. Escrita na companhia de Nelson Mota e com percussão a cargo de Lan Lan, a música é uma declaração de amor simples e clara ("Vem me encontrar depois da festa/ Quando se cansar de tanta gente estranha/ Quando não quiser mais rodar na pista/ Vem dançar comigo/ Em nossa cama"), música daquelas para colocar no aparelho e viajar até o som acabar. Assim, o novo disco do cantor, compositor, arranjador e produtor resume-se a quase uma hora de um som à primeira audição despretensioso, mas que acaba por cativar.

Pelo fato de ter sido produzido, arranjado e composto quase em sua totalidade por Max, o disco prova que dará continuidade ao trabalho do músico de maneira que a partir de agora ele possa ser encarado não mais como uma boa promessa da MPB – em 2000 Max recebeu da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) o prêmio de artista revelação –, mas sim como um músico rumo a uma carreira consolidada na música popular brasileira assim como seu pai, Wilson Simonal, teve um dia.



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Max de Castro lança novo álbum

Ana Carolina Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

24/03/2005 | 12:11


São apenas três discos lançados e poucos anos de carreira, mas Max de Castro aprendeu desde o primeiro álbum, Samba Raro (1999), a fazer uma música madura e cheia de personalidade com experimentações e bons acertos. Depois de Orchestra Klaxon, disco de 2002, o músico lança agora Max de Castro (Trama, R$ 29 em média), gravado ano passado mas que só agora chega às prateleiras recheado com 12 músicas inéditas e letras para lá de inspiradas.

Acostumado a mesclar soul, samba, bossa nova, música eletrônica e samba-rock, a música de Max segue influenciada pela obra de Jorge Ben Jor, Cassiano e Djavan e ganha características próprias à medida que amplia seus horizontes musicais, fato que ocorre em algumas das canções que misturam pitadas sutis de modernidade a elementos clássicos da música popular brasileira sem que um elemento anule ou comprometa o outro.

Com arranjos e letras refinadas pela simplicidade com que mescla efeitos eletrônicos e bateria acústica, as faixas de Max de Castro promovem uma viagem pelo que a música popular brasileira tem de bom, passando pelos mais variados ritmos e estilos.

Uma das composições que melhor expressa a necessidade pela qualidade musical que persegue o músico é Sempre aos Domingos, primeiro single do trabalho, feito em parceria com Lulu Santos. Trata-se de uma crítica social sobre a acomodação provocada pela insistente presença da televisão na vida das pessoas. Com batidas carnavalescas e um refrão que reflete uma característica genuinamente brasileira ("Eu não posso acreditar/ Que não há nada melhor pra fazer/ Numa tarde de domingo que ver/ Televisão"), a canção apresenta a preocupação exagerada do artista por detalhes, nesse caso os riffs sintetizados que fazem toda a diferença.

Há espaço no disco ainda para o bom samba Silêncio no Brooklyn, que vez por outra transita pelo choro. Até mesmo o frevo dá o ar da graça em Stereo, faixa que conta com a participação do trombonista andreense Bocato. O Trio Mocotó e Naná Vasconcelos enriquecem as músicas Rosa, Um Samba para Excluídos e Ciranda, respectivamente.

Um dos melhores momentos do lançamento é a bonita e poética Depois da Festa. Escrita na companhia de Nelson Mota e com percussão a cargo de Lan Lan, a música é uma declaração de amor simples e clara ("Vem me encontrar depois da festa/ Quando se cansar de tanta gente estranha/ Quando não quiser mais rodar na pista/ Vem dançar comigo/ Em nossa cama"), música daquelas para colocar no aparelho e viajar até o som acabar. Assim, o novo disco do cantor, compositor, arranjador e produtor resume-se a quase uma hora de um som à primeira audição despretensioso, mas que acaba por cativar.

Pelo fato de ter sido produzido, arranjado e composto quase em sua totalidade por Max, o disco prova que dará continuidade ao trabalho do músico de maneira que a partir de agora ele possa ser encarado não mais como uma boa promessa da MPB – em 2000 Max recebeu da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) o prêmio de artista revelação –, mas sim como um músico rumo a uma carreira consolidada na música popular brasileira assim como seu pai, Wilson Simonal, teve um dia.

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