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Repórteres aceitam desafio contra o fumo


Do Diário do Grande ABC

31/05/2007 | 07:08


No Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado nesta quinta-feira, o Diário lança a experiência Desafio contra o fumo. Pelo menos até o dia 29 de agosto, quatro repórteres vão se submeter ao tratamento oferecido pelo Ambulatório de Auxílio ao Tabagista do Hospital Mário Covas, em Santo André. Nesse período, cada paciente vai relatar progressos e crises em um blog do Diário On Line.

O tratamento dura um ano. No início, os pacientes passam por consulta, na qual são avaliados alguns fatores, como vontade de parar de fumar e o grau de dependência. Todos passam por exames laboratoriais, que vão indicar quem precisa utilizar medicamento. Os médicos também avaliam qual a melhor forma de terapia, se individual ou em grupo. No começo do tratamento, que dura seis semanas, os pacientes devem ir ao ambulatório uma vez por semana. Ao longo do tratamento, o dependente é acompanhado por psicólogos e pneumologistas.

O ambulatório funciona há três anos e já atendeu a cerca de 300 pessoas. O coordenador, Adriano Cesar Guazzeli, médico pneumologista, disse não ter estatísticas sobre quantos pacientes conseguiram abandonar o vício com o tratamento. “Muitos desistem no caminho. Mas os estudos mostram que cerca de 20% a 30% conseguem.” Trata-se de uma estimativa otimista, na comparação com números de outras clínicas no exterior. De acordo com Paul Fredrickson, diretor do Centro de Dependência da Nicotina da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, Estados Unidos, 70% dos fumantes tentam parar de fumar no país, mas só 5% conseguem.

De acordo com Guazzeli, o índice é baixo porque não se trata apenas de dependência química. “O cigarro cria também a dependência psicológica, ligada a questões emocionais. Há quem fume para suportar tensões.” Para se candidatar ao tratamento, o interessado precisa morar na região e ter sido encaminhado por alguma unidade de saúde.

O tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer no País. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2004, 17.492 pessoas morreram vítimas de câncer causado pelo hábito de fumar. A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que existam cerca de 1,2 bilhão de fumantes no mundo. No Brasil, são aproximadamente 30 milhões.



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Repórteres aceitam desafio contra o fumo

Do Diário do Grande ABC

31/05/2007 | 07:08


No Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado nesta quinta-feira, o Diário lança a experiência Desafio contra o fumo. Pelo menos até o dia 29 de agosto, quatro repórteres vão se submeter ao tratamento oferecido pelo Ambulatório de Auxílio ao Tabagista do Hospital Mário Covas, em Santo André. Nesse período, cada paciente vai relatar progressos e crises em um blog do Diário On Line.

O tratamento dura um ano. No início, os pacientes passam por consulta, na qual são avaliados alguns fatores, como vontade de parar de fumar e o grau de dependência. Todos passam por exames laboratoriais, que vão indicar quem precisa utilizar medicamento. Os médicos também avaliam qual a melhor forma de terapia, se individual ou em grupo. No começo do tratamento, que dura seis semanas, os pacientes devem ir ao ambulatório uma vez por semana. Ao longo do tratamento, o dependente é acompanhado por psicólogos e pneumologistas.

O ambulatório funciona há três anos e já atendeu a cerca de 300 pessoas. O coordenador, Adriano Cesar Guazzeli, médico pneumologista, disse não ter estatísticas sobre quantos pacientes conseguiram abandonar o vício com o tratamento. “Muitos desistem no caminho. Mas os estudos mostram que cerca de 20% a 30% conseguem.” Trata-se de uma estimativa otimista, na comparação com números de outras clínicas no exterior. De acordo com Paul Fredrickson, diretor do Centro de Dependência da Nicotina da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, Estados Unidos, 70% dos fumantes tentam parar de fumar no país, mas só 5% conseguem.

De acordo com Guazzeli, o índice é baixo porque não se trata apenas de dependência química. “O cigarro cria também a dependência psicológica, ligada a questões emocionais. Há quem fume para suportar tensões.” Para se candidatar ao tratamento, o interessado precisa morar na região e ter sido encaminhado por alguma unidade de saúde.

O tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer no País. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2004, 17.492 pessoas morreram vítimas de câncer causado pelo hábito de fumar. A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que existam cerca de 1,2 bilhão de fumantes no mundo. No Brasil, são aproximadamente 30 milhões.

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