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Ribeirão: novo teatro sem data para sair do papel


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

06/04/2009 | 07:00


A partir desta edição, e até o próximo sábado, o Diário publica entrevistas com os responsáveis pelas secretarias de Cultura no Grande ABC. As reportagens abordam a situação de cada município nesse setor e, principalmente, questionam a execução de promessas feitas pelos prefeitos durante o período eleitoral.

Ribeirão Pires - que inicia a série, juntamente com Rio Grande da Serra - começou o ano com uma reforma administrativa que resultou na criação do cargo de secretário-adjunto de Educação e Cultura. Desde o início de março, a função é exercida pelo advogado e ex-assessor de gabinete do prefeito Clóvis Volpi (PV), Claudio Deberaldine.

Ele divide a responsabilidade pela implantação de políticas públicas com a secretária Rosi de Marco, que gerencia uma pasta com estimativa de gastos para este ano de R$ 1 milhão. Ambos admitiram que o Teatro Euclides Menato (com capacidade para 200 lugares e sem acesso para deficientes físicos) não tem condições de comportar todas as atividades culturais do município. Por conta disso, investem na descentralização de eventos, enquanto o prefeito não põe em prática um de seus principais planos para a área: a construção de um teatro maior, a partir de 2010.

"A proposta continua de pé, mas a construção está prevista para os próximos quatro anos. Temos três meses de governo ainda. Nossa ideia agora é levar a cultura para os bairros", afirma o secretário-adjunto. Durante o processo de mudanças administrativas no Executivo, também foram criadas as seguintes coordenadorias: dança, artes plásticas, teatro, música, bibliotecas e patrimônio histórico.

Cultura nas ruas - Entre as iniciativas voltadas à democratização do acesso às produções artísticas, Deberaldine destacou o projeto Cultura nas Ruas.

Em março, o programa promoveu apresentações musicais de artistas locais em bairros periféricos, dentro da agenda de comemorações do 55º aniversário da emancipação político-administrativa da cidade (comemorado no dia 19). "Fizemos shows em caráter experimental no Jardim Caçula, Ouro Fino, Quarta Divisão e Parque Aliança. Funcionou maravilhosamente. Percebemos que as pessoas ficavam distantes das coisas que acontecem aqui", ressalta Deberaldine.

O incentivo a celebrações tradicionais, como a Festa do Pilar, e a promoção de projetos como a Feira Literária, prevista para maio, e o Festival de Cinema, em novembro, também foram mencionados pelo secretário-adjunto. Ainda este mês, a Prefeitura deve estrear um hotsite para o cadastro de artistas do município.

Pinacoteca - Durante a campanha pela reeleição, Volpi prometeu reformar o Complexo Educacional Ibrahim Alves de Lima, no Centro, onde já funcionou uma fábrica de sal. O chefe do Executivo pretendia construir uma pinacoteca no local, onde está localizada a Escola de Música, a Biblioteca Olavo Bilac e o Anfiteatro Dom Helder Câmara.

"Fizemos a reforma de toda a estrutura elétrica em setembro do ano passado. Mas 50% desse trabalho já está comprometido porque temos um problema muito sério de corrosão. Antes de a obra ser erguida, não foi feito o tratamento do solo. Mas, com certeza, a Administração encontrará uma forma de recuperar o Complexo", afirma a secretária Rosi.



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Ribeirão: novo teatro sem data para sair do papel

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

06/04/2009 | 07:00


A partir desta edição, e até o próximo sábado, o Diário publica entrevistas com os responsáveis pelas secretarias de Cultura no Grande ABC. As reportagens abordam a situação de cada município nesse setor e, principalmente, questionam a execução de promessas feitas pelos prefeitos durante o período eleitoral.

Ribeirão Pires - que inicia a série, juntamente com Rio Grande da Serra - começou o ano com uma reforma administrativa que resultou na criação do cargo de secretário-adjunto de Educação e Cultura. Desde o início de março, a função é exercida pelo advogado e ex-assessor de gabinete do prefeito Clóvis Volpi (PV), Claudio Deberaldine.

Ele divide a responsabilidade pela implantação de políticas públicas com a secretária Rosi de Marco, que gerencia uma pasta com estimativa de gastos para este ano de R$ 1 milhão. Ambos admitiram que o Teatro Euclides Menato (com capacidade para 200 lugares e sem acesso para deficientes físicos) não tem condições de comportar todas as atividades culturais do município. Por conta disso, investem na descentralização de eventos, enquanto o prefeito não põe em prática um de seus principais planos para a área: a construção de um teatro maior, a partir de 2010.

"A proposta continua de pé, mas a construção está prevista para os próximos quatro anos. Temos três meses de governo ainda. Nossa ideia agora é levar a cultura para os bairros", afirma o secretário-adjunto. Durante o processo de mudanças administrativas no Executivo, também foram criadas as seguintes coordenadorias: dança, artes plásticas, teatro, música, bibliotecas e patrimônio histórico.

Cultura nas ruas - Entre as iniciativas voltadas à democratização do acesso às produções artísticas, Deberaldine destacou o projeto Cultura nas Ruas.

Em março, o programa promoveu apresentações musicais de artistas locais em bairros periféricos, dentro da agenda de comemorações do 55º aniversário da emancipação político-administrativa da cidade (comemorado no dia 19). "Fizemos shows em caráter experimental no Jardim Caçula, Ouro Fino, Quarta Divisão e Parque Aliança. Funcionou maravilhosamente. Percebemos que as pessoas ficavam distantes das coisas que acontecem aqui", ressalta Deberaldine.

O incentivo a celebrações tradicionais, como a Festa do Pilar, e a promoção de projetos como a Feira Literária, prevista para maio, e o Festival de Cinema, em novembro, também foram mencionados pelo secretário-adjunto. Ainda este mês, a Prefeitura deve estrear um hotsite para o cadastro de artistas do município.

Pinacoteca - Durante a campanha pela reeleição, Volpi prometeu reformar o Complexo Educacional Ibrahim Alves de Lima, no Centro, onde já funcionou uma fábrica de sal. O chefe do Executivo pretendia construir uma pinacoteca no local, onde está localizada a Escola de Música, a Biblioteca Olavo Bilac e o Anfiteatro Dom Helder Câmara.

"Fizemos a reforma de toda a estrutura elétrica em setembro do ano passado. Mas 50% desse trabalho já está comprometido porque temos um problema muito sério de corrosão. Antes de a obra ser erguida, não foi feito o tratamento do solo. Mas, com certeza, a Administração encontrará uma forma de recuperar o Complexo", afirma a secretária Rosi.

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