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Venezuela está à beira de guerra civil, diz oposição


Do Diário OnLine
Com AFP

24/12/2002 | 11:25


O ex-chefe guerrilheiro e atual negociador da oposição venezuelana, Américo Martín, declarou, em entrevista ao jornal espanhol El País, que a Venezuela "está à beira da guerra civil". Segundo ele, o governo do presidente venezuelano Hugo Chávez "não é uma revolução e sim um desastre".

Na entrevista, publicada nesta terça-feira, Martín, dizendo-se futuro candidato à presidência de uma eventual transição, assegura que nunca pensou que a solução para a Venezuela fosse "uma figura providencial", como quis converter-se o atual chefe de Estado.

Lembrou que vem combatendo Chávez desde que ele liderou um golpe de Estado em fevereiro de 1992 contra o então presidente Carlos Andrés Pérez e afirma: "não acredito nesses militares providenciais latino-americanos, que se apresentam como a encarnação da revolução e terminam sendo autocratas inúteis.

Protestos - A oposição venezuelana reuniu milhares de pessoas na noite desta segunda-feira, durante a "passeata das tochas" em Caracas para exigir a renúncia do presidente Hugo Chávez.

Convocados pela Coordenadoria Democrática, os manifestantes mesclaram o ato político com o espírito de Natal, promovendo uma festa noturna iluminada por velas, tochas e lamparinas. A passeata, que partiu de diversos pontos de Caracas, foi concluída na Praça Chuao, no leste da capital.

"O Natal está em nossos corações", disse Juan Fernández, ex-diretor da estatal Petróleos de Venezuela, que foi demitido durante a greve geral que paralisa o país há 22 dias.

"O venezuelano, mesmo na tragédia, ainda encontra humor para prosseguir. Somos um povo alegre", disse Fernández durante a manifestação. "Sem Natal em 2002, com Liberdade em 2003. Não à violência, não à mesquinharia", destacavam alguns cartazes.

A passeata também foi colorida com caras pintas, faixas e bandeiras com as cores e as estrelas da Venezuela.

A oposição organizou manifestações similares em várias cidades da Venezuela, onde a população foi convocada para um grande "panelaço" na noite de Natal.

O líder da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV) reiterou que não haverá a trégua de Natal proposta pelo vice-presidente José Vicente Rangel.

Ortega denunciou a ação da Guarda Nacional, que nesta segunda dispersou violentamente uma manifestação pacífica da oposição em Maracaibo, no oeste do país.

O líder sindical também denunciou a "perseguição" militar contra os grevistas da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), para forçar seu retorno ao trabalho.

Ortega advertiu ainda para a possibilidade de atos terroristas nas próximas horas promovidos pelo governo Chávez. O líder sindical disse ter informações de que tais atos visariam o metrô e o sistema de energia elétrica de Caracas.

"O governo joga com o caos" e pretende atribuir a responsabilidade destes atentados à oposição, advertiu Ortega.



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Venezuela está à beira de guerra civil, diz oposição

Do Diário OnLine
Com AFP

24/12/2002 | 11:25


O ex-chefe guerrilheiro e atual negociador da oposição venezuelana, Américo Martín, declarou, em entrevista ao jornal espanhol El País, que a Venezuela "está à beira da guerra civil". Segundo ele, o governo do presidente venezuelano Hugo Chávez "não é uma revolução e sim um desastre".

Na entrevista, publicada nesta terça-feira, Martín, dizendo-se futuro candidato à presidência de uma eventual transição, assegura que nunca pensou que a solução para a Venezuela fosse "uma figura providencial", como quis converter-se o atual chefe de Estado.

Lembrou que vem combatendo Chávez desde que ele liderou um golpe de Estado em fevereiro de 1992 contra o então presidente Carlos Andrés Pérez e afirma: "não acredito nesses militares providenciais latino-americanos, que se apresentam como a encarnação da revolução e terminam sendo autocratas inúteis.

Protestos - A oposição venezuelana reuniu milhares de pessoas na noite desta segunda-feira, durante a "passeata das tochas" em Caracas para exigir a renúncia do presidente Hugo Chávez.

Convocados pela Coordenadoria Democrática, os manifestantes mesclaram o ato político com o espírito de Natal, promovendo uma festa noturna iluminada por velas, tochas e lamparinas. A passeata, que partiu de diversos pontos de Caracas, foi concluída na Praça Chuao, no leste da capital.

"O Natal está em nossos corações", disse Juan Fernández, ex-diretor da estatal Petróleos de Venezuela, que foi demitido durante a greve geral que paralisa o país há 22 dias.

"O venezuelano, mesmo na tragédia, ainda encontra humor para prosseguir. Somos um povo alegre", disse Fernández durante a manifestação. "Sem Natal em 2002, com Liberdade em 2003. Não à violência, não à mesquinharia", destacavam alguns cartazes.

A passeata também foi colorida com caras pintas, faixas e bandeiras com as cores e as estrelas da Venezuela.

A oposição organizou manifestações similares em várias cidades da Venezuela, onde a população foi convocada para um grande "panelaço" na noite de Natal.

O líder da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV) reiterou que não haverá a trégua de Natal proposta pelo vice-presidente José Vicente Rangel.

Ortega denunciou a ação da Guarda Nacional, que nesta segunda dispersou violentamente uma manifestação pacífica da oposição em Maracaibo, no oeste do país.

O líder sindical também denunciou a "perseguição" militar contra os grevistas da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), para forçar seu retorno ao trabalho.

Ortega advertiu ainda para a possibilidade de atos terroristas nas próximas horas promovidos pelo governo Chávez. O líder sindical disse ter informações de que tais atos visariam o metrô e o sistema de energia elétrica de Caracas.

"O governo joga com o caos" e pretende atribuir a responsabilidade destes atentados à oposição, advertiu Ortega.

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