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Santos e Palmeiras buscam final em jogo de torcida única, mas com PM em alerta

Divulgação: Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


24/04/2016 | 07:00


A determinação de realizar clássicos paulistas com torcida única por medida de segurança não diminui a atenção da Polícia Militar para a semifinal deste domingo entre Santos e Palmeiras, às 16 horas, na Vila Belmiro, onde o último finalista do Paulistão será conhecido. O feriado prolongado e até a possível presença de torcedores à paisana vão exigir cuidado para evitar novas confusões.

"No primeiro momento um jogo de torcida única até parece mais fácil. Porém, vamos ter a precaução para coibir possíveis conflitos caso algum palmeirense compre ingresso na torcida do Santos e se manifeste durante o jogo", explicou o capitão da Polícia Militar Fernando Serio Vitória, responsável pelo policiamento.

O uso de camisa do Palmeiras está proibido, assim como a venda de ingressos para a torcida visitante. Mas a presença de muitos turistas na região para o feriado prolongado de Tiradentes também exige atenção.

Segundo a Ecovias, empresa concessionária das rodovias Anchieta e Imigrantes, até 360 mil veículos deveriam se dirigir à Baixada Santista durante o feriado. "Certamente há muitos palmeirenses pelo litoral. Mas vamos reforçar o policiamento tanto no entorno do estádio como na entrada da cidade", disse o capitão.

Para o primeiro jogo com torcida única neste ano em clássicos paulistas devem trabalhar na Vila Belmiro 180 oficiais, número considerado normal pela PM.

A Mancha Alviverde, principal organizada do Palmeiras, avisou em sua página no Facebook que não fará nenhuma reunião para ver a partida. A polícia afirmou que realizou monitoramento nas redes sociais e não verificou pistas de que haverá encontros de palmeirenses na região de Santos.

A determinação de torcida única em clássicos paulistas até o fim do ano começou a valer há cerca de três semanas. O Ministério Público, a Federação Paulista de Futebol (FPF), a Secretaria de Segurança Pública e o Poder Judiciário anunciaram a medida em resposta aos conflitos no último dia 3, quando o domingo do jogo entre Palmeiras e Corinthians teve uma morte na Zona Leste.

Além disso, as organizadas estão proibidas de levarem aos estádios instrumentos, faixas e adereços que as identifiquem. Até junho deve começar a valer a venda online de ingressos para os jogos, medida para evitar que as diretorias repassem diretamente às facções as entradas. A comercialização em bilheteria vai terminar.

INSATISFAÇÃO - Os clubes que vão inaugurar a restrição da torcida visitante no clássico deste domingo criticaram a ordem. "Há muito tempo não tem briga e confusão dentro no estádio. Se a polícia entende que tem de ser torcida única, cabe a nós respeitar", afirmou o presidente do Santos, Modesto Roma Júnior. "Se nosso time jogasse como visitante, estaria muito aborrecido pela ausência da minha torcida em jogo único", disse.

Durante a reunião na última segunda-feira para a decisão do Conselho Arbitral das semifinais, a FPF pediu a reconsideração da decisão de torcida única. A tentativa foi recusada pelo Ministério Público.

"Para se ter mais eficácia no combate à violência no futebol, é preciso criar leis mais perigosas e processos mais céleres para dar aos envolvidos a certeza de que serão punidos", afirmou o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre.

Pelo regulamento da competição, a partida terá a renda líquida dividida entre as equipes. Em caso de empate, a decisão da vaga na final irá para a disputa por pênaltis.



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Santos e Palmeiras buscam final em jogo de torcida única, mas com PM em alerta


24/04/2016 | 07:00


A determinação de realizar clássicos paulistas com torcida única por medida de segurança não diminui a atenção da Polícia Militar para a semifinal deste domingo entre Santos e Palmeiras, às 16 horas, na Vila Belmiro, onde o último finalista do Paulistão será conhecido. O feriado prolongado e até a possível presença de torcedores à paisana vão exigir cuidado para evitar novas confusões.

"No primeiro momento um jogo de torcida única até parece mais fácil. Porém, vamos ter a precaução para coibir possíveis conflitos caso algum palmeirense compre ingresso na torcida do Santos e se manifeste durante o jogo", explicou o capitão da Polícia Militar Fernando Serio Vitória, responsável pelo policiamento.

O uso de camisa do Palmeiras está proibido, assim como a venda de ingressos para a torcida visitante. Mas a presença de muitos turistas na região para o feriado prolongado de Tiradentes também exige atenção.

Segundo a Ecovias, empresa concessionária das rodovias Anchieta e Imigrantes, até 360 mil veículos deveriam se dirigir à Baixada Santista durante o feriado. "Certamente há muitos palmeirenses pelo litoral. Mas vamos reforçar o policiamento tanto no entorno do estádio como na entrada da cidade", disse o capitão.

Para o primeiro jogo com torcida única neste ano em clássicos paulistas devem trabalhar na Vila Belmiro 180 oficiais, número considerado normal pela PM.

A Mancha Alviverde, principal organizada do Palmeiras, avisou em sua página no Facebook que não fará nenhuma reunião para ver a partida. A polícia afirmou que realizou monitoramento nas redes sociais e não verificou pistas de que haverá encontros de palmeirenses na região de Santos.

A determinação de torcida única em clássicos paulistas até o fim do ano começou a valer há cerca de três semanas. O Ministério Público, a Federação Paulista de Futebol (FPF), a Secretaria de Segurança Pública e o Poder Judiciário anunciaram a medida em resposta aos conflitos no último dia 3, quando o domingo do jogo entre Palmeiras e Corinthians teve uma morte na Zona Leste.

Além disso, as organizadas estão proibidas de levarem aos estádios instrumentos, faixas e adereços que as identifiquem. Até junho deve começar a valer a venda online de ingressos para os jogos, medida para evitar que as diretorias repassem diretamente às facções as entradas. A comercialização em bilheteria vai terminar.

INSATISFAÇÃO - Os clubes que vão inaugurar a restrição da torcida visitante no clássico deste domingo criticaram a ordem. "Há muito tempo não tem briga e confusão dentro no estádio. Se a polícia entende que tem de ser torcida única, cabe a nós respeitar", afirmou o presidente do Santos, Modesto Roma Júnior. "Se nosso time jogasse como visitante, estaria muito aborrecido pela ausência da minha torcida em jogo único", disse.

Durante a reunião na última segunda-feira para a decisão do Conselho Arbitral das semifinais, a FPF pediu a reconsideração da decisão de torcida única. A tentativa foi recusada pelo Ministério Público.

"Para se ter mais eficácia no combate à violência no futebol, é preciso criar leis mais perigosas e processos mais céleres para dar aos envolvidos a certeza de que serão punidos", afirmou o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre.

Pelo regulamento da competição, a partida terá a renda líquida dividida entre as equipes. Em caso de empate, a decisão da vaga na final irá para a disputa por pênaltis.

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