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Ramalhão faz jogo irreconhecível e cai diante do Marília

Ricardo Trida/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Time entra desconcentrado, toma dois gols do
Marília em um minuto e perde a primeira na A-2


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

14/02/2016 | 07:00


O Marília não vencia uma partida oficial há 22 meses – 19 jogos –, vive crise financeira e usou time cheio de improvisações, ontem, contra o Santo André, no Bruno Daniel, pela Série A-2. Mas a apatia dos jogadores do Ramalhão pôs tudo a perder e a equipe deixou o gramado com derrota por 3 a 1 e sob intensa vaia das arquibancadas.

Nada funcionou no Santo André. O time entrou em campo visivelmente desconcentrado e achando que faria o gol a qualquer momento. Jogadores que vinham fazendo a diferença, como o lateral-esquerdo Pedro Henrique e o atacante Róbson, estavam irreconhecíveis. Já o zagueiro Jonas, que voltava de lesão, fez um dos piores jogos com a camisa do Ramalhão.

Do outro lado, se faltava qualidade, sobrou empenho ao jovem time do Marília. Aproveitando os incríveis erros individuais do Santo André, a equipe do Interior marcou duas vezes em um minuto, com Rodrigo Paganelli e Du Gaia, fazendo cair na real o time andreense.

Irritado com o comportamento da equipe, o técnico Luciano Dias voltou com duas mudanças para o segundo tempo e a presença de Paulo na lateral esquerda e Luciano Sorriso no meio deram outra cara ao time.

Bastaram 12 minutos para que o zagueiro Diogo Borges soltasse a bomba em cobrança de falta e diminuísse o placar: 2 a 1.

Envolvente, o Ramalhão criou duas grandes chances para empatar, mas Robson parou no goleiro e Branquinho, na trave.

Quando a pressão andreense era grande, Jonas fez falta infantil e na cobrança Carlinhos contou com desvio da zaga para dar tiro de misericórdia em tarde para ser esquecida pelo Santo André.

Equipe reconhece que foi surpreendida

O clima era de velório no vestiário do Santo André. Todos tentavam explicar como um time que vinha voando na Série A-2 sucumbiu diante de adversário que brigava na parte de baixo da tabela. A falta de concentração foi apontada como a culpada pelo banho de água fria.

“Nossa equipe não conseguiu jogar o que vinha apresentando, um pouco por conta do adversário e um pouco também porque tivemos muitos erros individuais. Algumas peças não funcionaram, não conseguiram entrar no jogo e isso atrapalha muito a parte coletiva”, explicou o técnico Luciano Dias.

O treinador disse que havia alertado o grupo da dificuldade da partida, mesmo com o MAC na parte de baixo da tabela. “Temos de fazer reflexão para que a gente entenda que os jogos não vão ser fáceis, que Série A-2 é isso. Independentemente da posição da tabela, o adversário é duro e não entramos com nível de atenção necessário. Fomos surpreendidos”, assumiu.

O atacante Gilmar acusou o golpe. “Foi uma derrota que o grupo não estava esperando. Fizemos viagem bastante desgastante de Batatais, chegamos às 7h em Santo André e a recuperação não é a mesma, sem tirar a responsabilidade da equipe”, disse. “Melhor acontecer isso agora do que lá na frente, mas o foco é o mesmo, trabalhar para já na terça-feira fazer um belo jogo fora de casa e trazer o resultado”, projetou. 



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Ramalhão faz jogo irreconhecível e cai diante do Marília

Time entra desconcentrado, toma dois gols do
Marília em um minuto e perde a primeira na A-2

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

14/02/2016 | 07:00


O Marília não vencia uma partida oficial há 22 meses – 19 jogos –, vive crise financeira e usou time cheio de improvisações, ontem, contra o Santo André, no Bruno Daniel, pela Série A-2. Mas a apatia dos jogadores do Ramalhão pôs tudo a perder e a equipe deixou o gramado com derrota por 3 a 1 e sob intensa vaia das arquibancadas.

Nada funcionou no Santo André. O time entrou em campo visivelmente desconcentrado e achando que faria o gol a qualquer momento. Jogadores que vinham fazendo a diferença, como o lateral-esquerdo Pedro Henrique e o atacante Róbson, estavam irreconhecíveis. Já o zagueiro Jonas, que voltava de lesão, fez um dos piores jogos com a camisa do Ramalhão.

Do outro lado, se faltava qualidade, sobrou empenho ao jovem time do Marília. Aproveitando os incríveis erros individuais do Santo André, a equipe do Interior marcou duas vezes em um minuto, com Rodrigo Paganelli e Du Gaia, fazendo cair na real o time andreense.

Irritado com o comportamento da equipe, o técnico Luciano Dias voltou com duas mudanças para o segundo tempo e a presença de Paulo na lateral esquerda e Luciano Sorriso no meio deram outra cara ao time.

Bastaram 12 minutos para que o zagueiro Diogo Borges soltasse a bomba em cobrança de falta e diminuísse o placar: 2 a 1.

Envolvente, o Ramalhão criou duas grandes chances para empatar, mas Robson parou no goleiro e Branquinho, na trave.

Quando a pressão andreense era grande, Jonas fez falta infantil e na cobrança Carlinhos contou com desvio da zaga para dar tiro de misericórdia em tarde para ser esquecida pelo Santo André.

Equipe reconhece que foi surpreendida

O clima era de velório no vestiário do Santo André. Todos tentavam explicar como um time que vinha voando na Série A-2 sucumbiu diante de adversário que brigava na parte de baixo da tabela. A falta de concentração foi apontada como a culpada pelo banho de água fria.

“Nossa equipe não conseguiu jogar o que vinha apresentando, um pouco por conta do adversário e um pouco também porque tivemos muitos erros individuais. Algumas peças não funcionaram, não conseguiram entrar no jogo e isso atrapalha muito a parte coletiva”, explicou o técnico Luciano Dias.

O treinador disse que havia alertado o grupo da dificuldade da partida, mesmo com o MAC na parte de baixo da tabela. “Temos de fazer reflexão para que a gente entenda que os jogos não vão ser fáceis, que Série A-2 é isso. Independentemente da posição da tabela, o adversário é duro e não entramos com nível de atenção necessário. Fomos surpreendidos”, assumiu.

O atacante Gilmar acusou o golpe. “Foi uma derrota que o grupo não estava esperando. Fizemos viagem bastante desgastante de Batatais, chegamos às 7h em Santo André e a recuperação não é a mesma, sem tirar a responsabilidade da equipe”, disse. “Melhor acontecer isso agora do que lá na frente, mas o foco é o mesmo, trabalhar para já na terça-feira fazer um belo jogo fora de casa e trazer o resultado”, projetou. 

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